12/02/2021 às 23h42min - Atualizada em 12/02/2021 às 23h53min

Um debate entre o estilo de vida minimalista e a indústria do fast fashion

A super produção e o alto índice de consumismo gera o conflito entre os dois estilos

Keilla Lima - Editado por Larissa Barros
Reprodução
A super produção e o alto índice de consumismo gera o conflito entre o estilo de vida minimalista e a indústria do fast fashion. Apesar de ser assuntos distintos ambos possuem um público de ligação, ou seja, você provavelmente deve fazer parte de algum desses movimentos. 

Desde que os temas citados começaram a ser abordados por especialistas e influenciadores, eles encontram-se repercutindo na mídia. Por abordar o tema de “moda rápida”, a cultura do fast fashion introduz sobre a alta produção de roupas vendidas a um custo relativamente baixo que sai do mercado em velocidade rápida. Um dos motivos é o alto consumo de roupas que, por muitas vezes não condiz com a necessidade do cliente.

No ramo da indústria brasileira, possuímos as lojas de departamento como Riachuelo, Marisa, Renner, C&A liderando o espaço nesse tipo de serviço. Por serem fornecedoras de produtos com custo acessível para a classe média, elas tendem a ter um movimento mais intenso de clientes.

Tudo isso está relacionado a questão da produção sustentável e do descartes de materiais. A princípio, esse assunto totalmente polêmico retrata o custo de produção das peças. No entanto, é válido ressaltar que matérias utilizadas na fabricação das peças são manipuladas com produtos químicos como agrotóxicos e fertilizantes, que causam diretamente impactos ambientais.

Por outro lado, existe o estilo de vida minimalista que trata sobre o uso consciente das coisas e serviços em geral. Ao contrário do Fast Fashion, famoso pelo alto índicie de consumo, o conceito minimalismo fala sobre saber o que é necessário e acessível para utilizar em sua vida.

No documentário Minimalism, produzido por Matt D'Avella, ele fala sobre mudanças necessárias para ter qualidade de vida, e quantidade não está acima de qualidade. “Estamos construindo um ambiente mais interessante e mais competitivo para o consumidor. Isso significa ajustar os sinais que nos dizem sobre seus interesses, e nos assegurando de que podemos controlar a mensagem que receberão", afirma D'Avella. 

A necessidade de saber sobre o lixo consumido, levou algumas pessoas a se policiarem sobre o tipo de serviço que utilizam diariamente. Com isso, para que se possa projetar um ambiente mais saudável para se viver é necessário pensar no que estamos utilizando.

Dessa forma, é importante que as pessoas comecem a pensar sobre o lado sustentável do estilo de vida que levam, desde o consumo irracional, a questão do que se precisa abrir mão para que se possa ter o controle sobre o que vem impactando no meio ambiente.

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