18/05/2019 às 13h46min - Atualizada em 18/05/2019 às 13h46min

Tecnologia e relações humanas: quando estamos reféns da solidão devido aos relacionamentos virtuais

Por Adrieli Fátima Bonini - Editado por Millena Brito
Pexels
"Her" é um filme de ficção futurista, lançado em 2013. A história é ambientada na grande Los Angeles, em um mundo no qual as relações humanas estão cada vez piores e escassas. As pessoas estão infelizes, carentes e confusas. O sexo se tornou algo banal e completamente sem sentido. A história do filme, é um convite para prestarmos atenção no caminho que estamos seguindo e as transformações da tecnologia que vemos sofrendo ao longo dos anos.  A sensação que temos é de que chegaremos lá em pouco tempo, se não houver consciência por parte de nós, humanos.
Se pensarmos hoje, a tecnologia aproxima a comunicação com pessoas desconhecidas e afasta as próximas bem como o contato olho no olho. É mais fácil conversar em uma rede virtual e fazer amizade, do que manter contato e tomar um café com um amigo próximo, por exemplo. O filme demonstra a facilidade de se tornar íntimo de qualquer pessoa. O fato de entrar em uma rede de bate papo, iniciar diálogo com alguém, e sem se preocupar com quem está do outro lado, dar início a sexo virtual, sem medo de ser julgado ou exposto. Sem julgamentos, sem apego, sem corpo físico.
 A interação cada vez mais próxima e real com as máquinas pode causar certa distorção da realidade, que pode afetar ainda mais o comportamento humano. No filme podemos perceber que, ao se apaixonar por seu Sistema Operacional, Theodore perde o sentido do que é real e o que é ilusão. Esse universo ilusório criado por inteligências artificiais e realidades virtuais pode distorcer a visão de seus usuários, fazendo com que passem a acreditar naquilo que querem, recusando o que é real.
Para que de uma maneira ou de outra, possamos criar uma linha tênue entre o que é real e o que é digital, é necessário que saibamos diferenciar as duas esferas, separando as suas funções, e o que ela nos proporciona. Ainda, estabelecer contato visual, olho no olho, sair com os amigos, encontrar pessoas é muito mais eficaz contra a solidão do que construir amizades virtuais ou conversar futilidades com sistemas operacionais. As pessoas, ainda assim, representam a melhor possibilidade de relacionamento e comunicação.
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