18/05/2019 às 15h20min - Atualizada em 18/05/2019 às 15h20min

“Escancarando” o racismo no Brasil

A importância de um clipe para o combate ao racismo!

Victor Torres
Foto: Reprodução / Youtube

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Foto retirada do Youtube
 

Não precisaríamos falar do Emicida, nem de seu novo clipe (Eminência Parda), que já conta com mais de um milhão de visualizações no seu canal do YouTube. Mas é impossível negar a grande importância que a música e o vídeo têm para a sociedade, principalmente no atual momento de “turbulência” em que o país está passando.

 

Emicida, assim como outros grandes artistas, tem uma grande influência no movimento negro. Por conta disso, sua música conta com diversas referências ao ativismo negro. A canção tem trechos de O Canto dos Escravos, e até a fonte (Cooper Black) utilizada na capa da música, tem relação direta com o movimento negro.


Eminência parda é uma expressão francesa que tem um significado provocador, assim como essa canção” explica Emicida. “De onde emana o verdadeiro poder? Quem nos diminuiu até acreditarmos que o poder e pessoas como a gente eram elementos contrários? É uma música sobre grandeza autêntica”, ressaltou.

Foto: Reprodução / Youtube

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Foto retirada do Youtube

O clipe conta a história de uma família negra que está comemorando uma conquista acadêmica de sua filha em um restaurante “rico”. Aquela família causou incômodo nos clientes presentes. Todos brancos os associaram como pessoas sujas, assaltantes, funcionários de limpeza e escravos. O clipe é um verdadeiro tapa na cara de quem acha que “não existe racismo no Brasil”.

Assim como no clipe, na vida real não é muito diferente. O racismo está presente em nossa sociedade todos os dias. E é fácil pegar relatos de pessoas que já sofreram com o racismo, que ainda sofrem, quem já praticou racismo ou de quem conhece quem já praticou. O racismo é uma coisa séria e de modo algum deve-se calar diante de alguma situação dessas.

 

A “briga” para incluir negros na sociedade é constante e diária, não só os negros, mas como as mulheres, gays e outras classes denominadas de “minoria”. A luta é constante, mas é fundamental. Estamos caminhando no caminho certo para que tudo isso um dia seja apenas passado. É de extrema importância ter artistas que têm bastante visibilidade nos meios midiáticos, abraçando o movimento negro. Isso só reforça a luta.

 

Chega a ser inacreditável um país com a maior população negra fora do continente africano, ainda ter esse retrocesso, em relação ao racismo. Não é de hoje que o racismo faz parte de nosso cotidiano, e parece que está  longe de acabar. Mas aos poucos vamos quebrando barreiras e conquistando espaços na sociedade. Mesmo que pareça estar longe a extinção do racismo, nunca, em hipótese alguma, devemos pensar em desistir.

Editado por Bruna Santos

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