18/02/2021 às 22h29min - Atualizada em 18/02/2021 às 22h04min

A arte como ferramenta de incentivo à leitura

Um estudo recente do Instituto Pró–Livro relatou uma queda no número de leitores no Brasil

Daniela Alves Silva - Editado por Andrieli Torres
Fonte/Reprodução: Instagram Eduardo Kobra


A arte e a literatura são dois elementos importantes para a sobrevivência de um povo, ambas se juntaram em um projeto de incentivo à leitura.  O grafite, uma arte urbana acaba sendo uma das artes que mais chama atenção pela sua localização e tons de cores que são usados pra descrever momentos, ideias,  histórias e realidades de culturas distintas.
 
O artista Eduardo Kobra, criou um mural no interior de São Paulo com o objetivo de incentivar a leitura, além de utilizar obras literárias como fonte de inspiração.  
 
Vários internautas comentaram nas redes sociais sobre a iniciativa do artista. Além de falar da importância e visibilidade que a arte dá a problemática referente a queda no número de leitores e a relevância da literatura, alguns também o parabenizaram pelo seu trabalho.Não foi a primeira obra de Eduardo. Ele já é um artista conhecido dentro e fora do Brasil e chegou a ganhar prêmios pelas suas artes, então já tem um público. Isso facilita na propagação do seu conteúdo, que no caso é sua arte com um ar mais social. Essa foi a proposta do seu mural em Sorocaba, em São Luís no Maranhão, onde ele pintou um muro representando uma prateleiras de livros mostrando a riqueza literária da cidade.
 
Mesmo com todos os aparatos tecnológicos e fácil acesso a mecanismos de leitura, conseguimos observar que cada vez mais as pessoas vêm perdendo a vontade de se perder em histórias e contos literários.
 
As pessoas estão  focando em outros entretenimentos nos quais tem diferentes experiências, mas nada se compara ao universos que os livros conseguem transportar às pessoas. Conseguimos enxergar a disparidade nas escolhas através dos dados fornecidos pelo instituto Pró-Livro.
 
No Brasil, existem cerca de 100 milhões de leitores, que compõem 52% da população. É o que mostra a 5ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada no último dia 14 de setembro, com dados de 2019. Esses leitores são, em números absolutos, não estudantes (61,2 milhões), da classe C, D e E (70 milhões) e de renda familiar entre um e cinco salários mínimos (76,3 milhões).

A pesquisa revela que houve uma queda de cerca de 4,6 milhões de leitores, entre 2015 e 2019. A Retratos da Leitura no Brasil é realizada pelo Instituto Pró-Livro (IPL)Itaú Cultural e IBOPE Inteligência, e considera leitor toda pessoa que leu, inteiro ou em partes, pelo menos um livro nos últimos três meses antes de sua realização.

A leitura tem muitos benefícios  no dia a dia dos indivíduos. Por isso, é importante que suas vantagens sejam mostradas para as pessoas para que lhe adote como um hábito de vida.
 
Ler estimula o cérebro, enriquece o seu vocabulário, traz foco e concentração, melhora o pensamento crítico e ajuda na memória. Desta forma, fornece habilidades que podem ser usadas na sua vida tanto pessoal quanto profissional.
 
Em entrevista ao G1, Kobra conta que pela primeira vez o público pôde contribuir na criação da obra. Ele pediu ajuda para internautas perguntando sobre quais livros não poderiam faltar na coleção que seria pintada.

O artista ainda relatou que mais  de quatro mil sugestões de livros brasileiros foram enviadas para ele. Os principais foram Iracema (1865) de José de Alencar e Sagarana (1946) de Guimarães Rosa.
 
Não devemos nos esquecer que a arte também é uma arma bastante poderosa contra a desinformação. Ela cria interesse nas pessoas, utilizando de ferramentas como os traços e a cor da tinta. Até o local onde o painel foi feito tem um impacto diretamente na percepção e no engajamento com a população, que vai observar e se conectar com essas lindas obras feitas pelo grafite, que é uma arte urbana que vem ganhando espaço ao longo dos anos. Ainda tem muito o que percorrer, mais já vem ganhando seu espaço e reconhecimento perante a sociedade. 
 
A leitura em si já é um ato corriqueiro na vida de qualquer pessoa. Mesmo que seja involuntário ou sem perceber, mas está na hora da compra ou pra pegar um ônibus ou até mesmo na escola. Ela é um bem imperceptível no cotidiano e no desenvolvimento intelectual e de criticidade do indivíduo enquanto pessoa e cidadão que vive em sociedade.
 
O governo deve investir em políticas publicas para expandir o número de leitores. Não adianta querer forçar o jovem ou o adolescente ler um livro no ensino médio só pra dizer que leu literatura clássica e nacional e está tudo bem.  
 
Eu fui estudante e sei como ler sem vontade só para cumprir tabela, é chato e maçante para o aluno. Isso não agrega em nada de conhecimentos,  pois muitos não entendem ou refletem sobre a mensagem que o livro quer passar e só leem por simples obrigação para responder a avaliação no final da unidade.

Esse é o momento que devemos incentivar as nossas crianças e jovens ao hábito da leitura. Eles são o futuro da nossa sociedade e, assim, conseguiremos contornar e ter impacto no aumento de pessoas que exercem a prática da leitura.

 
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