19/02/2021 às 08h21min - Atualizada em 19/02/2021 às 06h46min

CRISE NO MERCADO LITERÁRIO!

Fechamento de grandes livrarias reflete alteração no modo de acesso à leitura

Letícia Pessôa - Editado por Gustavo Henrique Araújo
Foto: Reprodução/Pixabay
Presente em clássicos como "A Bela e a Fera", as estantes repletas de livros estão com os dias contados após a séria crise do mercado editorial, que se arrasta desde 2018. Os avanços tecnológicos e maior adesão ao mundo virtual são aspectos que levaram grandes redes, como as livrarias Saraiva e Cultura, a iniciarem seus processos de recuperação judicial e fecharem dezenas de suas lojas pelo país.
 
A difícil relação com as editoras também contribui para o enfraquecimento das livrarias, com boa parte delas direcionando seu consumidor para sites específicos de compras, como Submarino e Amazon, a concorrência torna-se desigual. 
 

A crise se estende com o início da pandemia causada pelo novo coronavírus, o que resulta no fechamento de todo o comércio e agrava a situação financeira dessas empresas, além de sebos e livrarias de menor porte, sem apoio financeiro para se manter. O cancelamento de bienais e feiras literárias retarda novos lançamentos e impede a expansão do mercado.
 

Na contramão, acontece o aumento nas vendas online que, mesmo não sendo suficiente para compensar os danos existentes e os causados pelo isolamento, mostra a mudança no perfil do consumidor. Os leitores que antes buscavam a experiência sensorial proporcionada pelos livros físicos vêm migrando cada vez mais para o e-book e buscando incentivos online para estimular o hábito da leitura.
 

Um fator predominante para entender o crescimento da busca por livros dentro do mercado digital foi justamente a pandemia, com hábitos para serem mantidos, o e-commerce se fortaleceu e a lacuna da distração passou a ser preenchida em boa parte pela literatura, tornando-se refúgio durante o período de isolamento.

 

Apostar nesse método de compras digital no ramo literário apresenta-se como o caminho para que as grandes livrarias sigam no mercado, porém se adequando à nova realidade imposta pela sociedade. 
 


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