20/05/2019 às 17h21min - Atualizada em 20/05/2019 às 17h21min

Virada cultural da diversidade

Em dois dias de festa, a arte pulsou pelas ruas de São Paulo

Amanda Canton
Regada a muita música, arte e apresentações, nos dias 18 e 19 de maio, São Paulo foi mais uma vez palco do maior evento de rua, a Virada Cultural. As ruas foram tomadas com os mais variados espetáculos, shows, danças, festa, peças e muito mais. Esta edição contou com cerca de 5 milhões de pessoas, 2 milhões a mais que o ano anterior de acordo com dados divulgados pela prefeitura de São Paulo. Foram mais de 1.200 atividades gratuitas em cerca de 250 pontos diferentes na cidade.

O palco Plural, no vale do Anhangabaú, centro de São Paulo, foi um dos que mais teve público, cerca de 200 mil pessoas compareceram para ver os shows. Uma das artistas que mais agitou o dia foi a cantora Anitta, que embalou os fãs ao som de seus diversos hits, como “Terremoto”,” Onda diferente” e muitas outras músicas.

Para a Maria Vitória Teixeira, estudante de 16 anos, sua primeira vez indo ao evento foi boa, porém a estrutura não foi uma das melhores. “O evento em si foi muito bom, porém no palco Plural eu achei que o local estava em uma situação bem precária”, explicou a estudante, mas apesar disso, Maria diz ter aproveitado bastante as apresentações da cantora Anitta e do Jão e que pretende ir novamente no próximo ano.


Pabllo Vittar na virada cultural - Foto: Reprodução / Instagram

Diversidade presente na cultura

A virada cultural abriu espaço para todos mostrarem suas artes, o palco Diversidade, na Praça da República, contou com a presença de Pabllo Vittar que se apresentou pela primeira vez no evento, a drag fez todos dançarem e cantarem suas músicas, como “Buzina”, “Disk me”, entre outras.

“Não é à toa que me escolheram para tocar neste palco. Vocês sabem muito bem minha luta de muitos anos pelo fim da desigualdade e da sacanagem neste Brasil. Vamos levantar os braços juntos e dizer não a homofobia”, assim falou Preta Gil  durante sua apresentação na virada. Entre músicas e danças a cantora exaltou a diversidade e interagiu bastante com o publico. Em um dos intervalos do show a cantora, ao conversar com uma fã, parou para escutar os gritos do publico que diziam “Ei, Bolsonaro vai tomar no ...”, a cantora apenas disse, após escutar a comoção, que “a voz do povo é a voz de Deus”.

A virada cultural também contou com diversas festas de rua, a Toda Grandona foi um dos eventos que marcou presença, ao som de muito funk e outros gêneros, a festa fez todo mundo descer até o chão, mesmo com a chuva o público permaneceu e festejou. Com o lema "Body Positive" o evento celebrou a diversidade, exaltando a liberdade de poder ser quem é.

A virada cultural foi uma celebração a cultura brasileira, toda misturada e alegre o evento mostrou que cultura é algo diversificado que representa todas as nuances de um povo
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Editado por Alinne Morais

 
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