19/02/2021 às 19h01min - Atualizada em 19/02/2021 às 18h03min

Eleições 2022: Veja a situação de cada pré-candidato à presidência

Após as eleições dos presidentes da Câmara e Senado, vários postulantes ao Planalto moveram suas peças no tabuleiro

Lucas Rodrigues - Editado por Camilla Soares
No final do próximo o ano, os brasileiros vão as urnas eleger um novo presidente ou reeleger o atual, Jair Bolsonaro (sem partido). Após as eleições do Congresso, que elegeram Arthur Lira (Progressistas) e Rodrigo Pacheco (DEM) como presidentes da Câmara e do Senado respectivamente, vários presidenciáveis se movimentaram. Confira a seguir como está a situação política de cada provável candidato.

Jair Bolsonaro
Eleito presidente da República pelo PSL em 2018, Bolsonaro deixou o partido no ano seguinte por causa de rusgas com o presidente Luciano Bívar. Após a sua saída, tentou a criação de uma nova sigla, o Aliança pelo Brasil, mas fracassou. Agora em 2021, o presidente tem se aproximado do Patriota. Recentemente, o deputado Bibo Nunes (PSL-RS), aliado de Bolsonaro, afirmou à Revista Veja que “o Patriota é o partido do coração do Bolsonaro. Ele deve mesmo se filiar ao partido, que ele (Bolsonaro) escolheu o nome”.


Lula/Haddad (PT)
Derrotado no 2º turno da última eleição, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad tem a benção, segundo a Folha de SP, do ex-presidente Lula para ser novamente o candidato do PT. No entanto, isso só deve ocorrer caso Lula continue inelegível devido as duas condenações de corrupção – tríplex e sítio de Atibaia. Porém, o STF deverá julgar neste ano a imparcialidade do ex- juíz da Lava Jato Sérgio Moro nos processos em que envolvem o ex-presidente. Caso Moro seja declarado parcial, as condenações de Lula serão anuladas e o petista poderá concorrer em 2022.

Ciro Gomes (PDT)
Candidato em três ocasiões (1998, 2002 e 2018), Ciro deverá concorrer ao mais alto posto do executivo pela quarta vez. Terceiro colocado em 2018, o ex-governador do Ceará tentará chegar pela primeira vez ao 2º turno. No entanto, não deverá ser fácil essa empreitada. Sem o apoio do maior partido de esquerda (PT), o pedetista tem trabalhado para a realização de uma aliança de centro-esquerda envolvendo o PSB, o PV e a Rede e tentará atrair partidos do centro como o DEM e o PSD.

Luciano Huck
Em 2018 o apresentador da TV Globo foi um dos nomes cogitados, mas acabou não entrando na briga pelo Planalto. Até janeiro, a sua presença em 2022 era dada como quase certa. Porém, após a aproximação do DEM ao governo Bolsonaro e a aposentadoria e saída de Faustão dos domingos da emissora, a sua candidatura está incerta. Ainda que exista a oportunidade de Huck assumir o espaço deixado por Faustão a partir de 2022, ele continua conversando com diversos partidos. Segundo O Globo, o apresentador global tem mantido diálogo com seis: PSB, DEM, PSD, Podemos, Cidadania e PSDB.

Sérgio Moro
Desde quando Moro era juiz da 14ª Vara Federal de Curitiba e cuidava dos processos da Operação Lava Jato, seu nome tem sido citado como candidato a presidente. Após a eleição de Bolsonaro, Moro foi convidado a ser ministro da Justiça e aceitou o convite. Durou apenas 1 ano e 4 meses no cargo e desde a sua saída, quando pediu demissão alegando interferência de Bolsonaro na Polícia Federal, o ex-juiz tem perdido força na política, apesar de estar sempre em segundo ou terceiro nas pesquisas eleitorais mais recentes.

João Dória (PSDB)
O governador de São Paulo ganhou força durante a pandemia, devido as suas medidas antagônicas às de Bolsonaro no combate ao vírus. Porém, em fevereiro, tentou assumir a frente de seu partido, mas acabou fracassando e viu o nome do seu correligionário e governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ganhar força dentro do PSDB. Após isso, o presidente da sigla, Bruno Araújo, declarou em entrevista à Folha que haverá prévias ainda neste ano.

Outros Nomes

João Amoêdo: Em dezembro, disse ao GZH que estar “mais propenso a não colocar” o seu nome como candidato do Novo.
Luiz Henrique Mandetta: Segundo o Antagonista, o ex-ministro da Saúde tem vontade de disputar o governo do Mato Grosso do Sul.
Marina Silva: Candidata nas últimas três eleições, Marina ainda não coloca o seu nome como candidata. Atualmente, o seu partido está próximo de Ciro.
Flávio Dino: O atual governador do Maranhão disse à Veja que pretende disputar o Senado.
Alexandre Kalil: O prefeito de BH tem costurado apoios com o DEM e o PDT para disputar o governo de Minas Gerais.
Guilherme Boulos: Candidato à presidência em 2018, Boulos ganhou projeção após ir ao segundo turno na eleição municipal de São Paulo em 2020. Neste mês, após a notícia do apoio de Lula a eventual candidatura de Haddad, Boulos afirmou: “antes de lançar nomes, devemos discutir projeto”.
 
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