22/05/2019 às 15h09min - Atualizada em 22/05/2019 às 15h09min

O que você já passou por ser mulher?

Adrieli Fátima Bonini - Editado por: Leonardo Benedito
Reverse, por Jenny Saville
A história da humanidade traz desde o seu início o traço da violência. Sabe-se que a violência, em âmbito geral, se configura como um grande problema social. A violência, sobretudo, está determinada pela cultura. Nesta definição, é visto que várias pessoas possuem a intenção de ferir ou agredir uns aos outros com base em seus antecedentes culturais e, também, em suas crenças, dessa forma, os mesmos não consideram estar praticando violência. Um exemplo muito claro disso é o que é verificado com indivíduos que, pelo seu modo preconceituoso, vida e educação, possuem discursos machistas, não conseguindo livrar-se de ambos.

Dentre os múltiplos tipos de violência, a que é perpetrada contra a mulher se caracteriza como um grave problema social e também de saúde pública, que consiste em um fenômeno mundial que não respeita fronteiras e classes sociais. A violência doméstica é originada no âmbito familiar, sendo que a chance de uma mulher ser agredida pelo pai de seus filhos, marido, namorado ou companheiro é muitas vezes maior do que a de sofrer violência por estranhos. Tal afirmação é herança de um sistema conservador e opressor, enraizado em nossa sociedade, o patriarcalismo – o pai (ou figura paterna) mantém a autoridade sobre as mulheres e as crianças.

A violência conjugal, por ocorrer dentro do ambiente familiar, na maioria das vezes é mantida em silêncio pelas vítimas e velada aos olhos da sociedade, circunstâncias que tendem a ocultar a magnitude do caso e muitas vezes facilitar as distorções sobre a verdadeira realidade do conflito bem como as estatísticas do mesmo.

Submersa em um emaranhado de angústia e relações de ódio, a violência doméstica contra a mulher se mantém, até hoje, como uma sombra na sociedade. Como se não bastasse a dor da mulher em ser agredida, nota-se que a sociedade exerce, em muitos casos, o papel de julgadora, acabando por culpabilizar e desacreditar da vítima, o que acaba por ocasionar uma perpetuação do problema.

Cabe a nós abrir os nossos olhos e os olhos das pessoas que nos cercam para a gravidade dos relatos e denúncias, além da necessidade de dar crédito à mulher vítima da agressão, pois, em briga de marido e mulher se mete colher, sim.

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