24/03/2021 às 09h53min - Atualizada em 24/03/2021 às 08h31min

Campanhas e grupo voluntário Arte pela Vida alertam a sociedade sobre o HIV

Rafaela Moreira - Editado por Letícia Agata
Secretária de Estado de Saúde Pública (SESPA), Grupo voluntário arte pela vida, Secretária Municipal de Saúde (SESMA), Dossiê epidemias, Dirceu, B. Greco
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HIV é uma sigla em inglês do vírus imunodeficiência humana, causador da Aids. Ele ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doênças. Ter HIV não é a mesma coisa que ter Aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença, mas podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho, durante a gravidez e amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção.

A Secretária de Estado de Saúde Pública (SESPA) informa que 58,39% dos casos foram registrados entre heterosexuais, 20,5% entre homossexuais e 6,3% entre bissexuais. A incidência é maior na faixa etária de 30 a 39 anos, seguida de 20 a 29 anos e 40 a 49 anos. Foram criadas campanhas como "Atenção, Cuidado e Proteção #PARAPREVINIDO", promovida pela SESPA, e o grupo voluntário Arte pela Vida, que ajuda mais de 600 famílias no Pará, seja com cestas básicas ou medicamentos, além de outras assistências e doações que beneficiam famílias que não têm a assistência necessária.

Essas campanhas têm como objetivo conscientizar sobre a importância do combate ao HIV através de blitz educaticas nas ruas, debates sobre o tema, promover acesso ao teste, ampliar o número de pessoas que conhecem seu status sorologico e ofertar ao paciente com HIV o tratamento imediato após o diagnóstico. A  SESPA orienta que a pessoa pode fazer o teste para HIV/Aids gratuitamente pelo sistema único de saúde (SUS). A SESPA informa que em Belém, no caso de violência sexual, oferece o serviço de atendimento especializado para que seja administrada a profilaxia pós exposição (POE). O serviço funciona todos os dias durante 24 horas nas unidades de pronto atendimentos (UPAS).

Francisco Vasconcelos, coordenador do grupo Arte pela Vida, relata:
"O grupo arrecada recursos há 24 anos para ajudar pessoas com HIV no Pará, sempre por meio de shows e exposições que lotam os teatros, mas com a pandemia Covid-19, a programação inicialmente estava sendo feita de forma híbrida: parte presencial e outra parte on-line, mas hoje estamos somente on-line. Na programação contam com debates sobre o HIV com médicos infecotolistas, e também conta com a participação de vários artistas da cidade em seus shows virtuais. Os anos de 2020 e 2021 estão sendo anos difíceis para todos, em especial para as pessoas que vivem com o vírus, por conta de todas as atenções estarem voltadas ao novo Coronavirus. A pandemia da Aids é vivida por nós há 40 anos, sem vacina ou cura. Temos tratamentos que nos garantem uma vida saúdavel, mas muitas pessoas ainda não possuem acesso à uma vida digna e dependem das nossas doações. Nossa preocupação é que, além da escassez de recursos, este ano muitas pessoas abandonem o tratamento. E é por meio da arte que tocamos o coração das pessoas para as mesmas se informarem e aprenderem sobre a doença." 

Essas iniciativas visam intensificar as ações de divulgação sobre prevenção, controle, diagnóstico e tratamento. O surgimento da Aids e o aumento da incidência de infecção pelo HIV continuam como um dos grandes desafios mundiais. A maneira como esse enfrentamento vem se dando e como será nos próximos anos é de fundamental importância para a discussão geral sobre a saúde pública. A expansão da discussão ética, direitos humanos e a necessidade de melhorar o padrão de vida da população são condições indispensáveis para enfrentar esse grave problema de saúde pública. 

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