29/05/2019 às 15h40min - Atualizada em 29/05/2019 às 15h40min

Quando um sinal vermelho interrompe sonhos.

Júlia era uma garota sonhadora e muito determinada, porém um sinal vermelho fez toda diferença na vida dela.

Jerusa Vieira - Editado por Millena Brito
A rotina era a mesma: escola, trabalho e casa. Júlia vivia dias intensos, mas era focada em tudo que fazia. Na escola tinha vários amigos, as suas melhores risadas surgiram daquela turma, era atleta dos times de vôlei e de ginástica rítmica, nos quais treinava com dedicação. O trabalho, um tanto cansativo, mas que a animava no final do mês ao receber o que seria parte do sustento da sua casa. Sua família a criou com dificuldade; a mãe, o irmão caçula e os avós são orgulhosos por quem Júlia se tornou: uma garota dedicada e com um futuro brilhante. O restaurante chinês é o lugar onde ela se sente bem em trabalhar, até porque duas das paixões dela são os cantores coreanos da banda BTS e a língua coreana, na qual ela é fluente. 
 
Júlia amava carros e motos. Uma vez ela chegou na escola dirigindo uma Hilux cinza e chamando a atenção de todos os colegas que viram a cena. Mal sabia ela que as rodas seriam o incentivo de algo que a apagaria para sempre.
Às 6h de uma sexta feira, a luz do sol entra ainda fraca pela janela do quarto de Júlia é a primeira coisa que ela vê ao ser despertada ao som de Wake Up, de BTS. Ela já está cansada da semana agitada que teve, mas tem esperança de encerrá-la da melhor forma: comemorando com os amigos mais uma vitória do time de vôlei no campeonato estadual. Já arrumada e com tudo pronto, ela vai a escola super feliz pelo reconhecimento de todos à conquista do time. Júlia está com uma moto vermelha, veículo que todos dizem ser perigoso, mas ela já está acostumada a andar nele. Após a aula, ela confirmou com os colegas a comemoração às 00h no apartamento de um amigo. Ela iria chegar atrasada, pois o mês foi difícil financeiramente e optou por fazer hora extra no trabalho. Depois do serviço, ela sai às 00h e se dirige de moto a casa do amigo, que fica aproximadamente uns 20 minutos de distância.
 
Por volta de 00h15 aquela garota sonhadora deixa para trás os planos de ir para Coreia do Sul, de conhecer BTS e todos os outros que faziam dela uma Júlia determinada, forte e cheia de alegria. Ao atravessar um sinal vermelho, ela se depara com um ônibus que a arrasta e seu coração para na mesma hora. Júlia deixou a família aos prantos, os amigos com o peito cheio de saudades e todos que a conheciam com lembranças dos momentos em que ela arrancava sorrisos com suas histórias e suas piadas engraçadas. Júlia se foi em um acidente de trânsito, e aos mais próximos só restou a saudade e as lembranças dos bons momentos.
 
Assim como a Júlia, todos os dias, pessoas perdem a vida ou é ferido gravemente devido às infrações de trânsito. Para gerar conscientização disso, é realizada a campanha Maio Amarelo, mobilizando órgãos do governo, empresas, motoristas, pedestres, usuários de transportes públicos e todos aqueles que já sentiram a dor de perder alguém em acidente de trânsito. A cor amarelo faz relação com o sinal, quando ele fica amarelo significa atenção, que é o que todos precisam ter no tráfego. O lema da campanha é "Atenção pela vida" e, com base nisso, é realizado movimentos de conscientização por parceiros que apoiam o movimento. 
 
Quer saber mais sobre essa campanha? Acesse o site https://maioamarelo.com/. 
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