17/04/2021 às 20h12min - Atualizada em 17/04/2021 às 20h02min

Museu do Louvre a um toque de distância

A instituição disponibilizará seu acervo online para ajudar pesquisadores e curadores a descobrirem origens de obras ainda não rastreadas que foram roubadas pelos nazistas

Daniela Alves Silva - Editado por Gustavo Henrique Araújo
Foto/Reprodução: Google

São mais de 480 mil obras disponíveis em seu site gratuitamente, que vão desde a arte islâmica e esculturas renascentistas à antiguidades egípcias e obras de artistas como Leonardo da Vinci  (Mona Lisa) e Alexandre de Antioquia  (Vênus de Milo).

O collection.louvre.fr conta com várias obras como esculturas clássicas e pinturas de artistas europeus renomados, bem como de artes de culturas distintas, como as pinturas do leste asiático. Além de uma ferramenta para difundir o acesso à cultura, a plataforma também irá ajudar pesquisadores e curadores a descobrir origens de obras ainda não rastreadas.
 
O site oferece diversas formas para o acesso interativo nas coleções: pesquisas simples ou avançadas, por álbuns temáticos e por departamentos de curadoria. Você pode explorar cada sala do museu ou cada uma das suas obras de arte. O site foi projetado para apresentar o museu ao maior número de pessoas em todo o mundo.
 
Com as restrições impostas pela pandemia e sem a possibilidade de receber muitos turistas, o Louvre que ficou um bom tempo com as portas fechadas, renovou seu site e agora volta com uma nova base de dados, em que todas as obras de coleções podem ser consultadas de forma online e gratuita, de acordo informações do site Capital News.
 
Para o museu, além das portas fechadas, o ano de 2020  ficou marcado por um crescimento expressivo nas suas redes sociais (o museu agora conta com mais de dez milhões de seguidores) e também por uma grande onda de visitas ao site, que no ano passado chegou a ter 21 milhões de acessos.

Respondendo à demanda e mantendo o engajamento de seu público fiel, o Louvre lança agora uma plataforma em que até as obras que já saíram ou ainda nem foram para a exposição podem ser vistas. A acessibilidade, além de entreter o grande público, serve para ajudar pesquisadores.
 
Contudo, se você não é um pesquisador e está buscando formas de entretenimento nesta quarentena que parece não ter fim, pode fazer um passeio cultural despretensioso pelas salas do Louvre. Além do extenso acréscimo ao banco de dados, o site foi reformulado para que as visitas fossem mais ergonômicas, tornando a “visita” mais atrativa e imersiva. Você pode se produzir, abrir uma boa garrafa de vinho branco e fazer um passeio pelas dezenas de salas do museu.

O site também foi pensado para ser utilizado em tablets e smartphones, já que, segundo dados do museu, quase 60% das visitas ao site são feitas por meio desses aparelhos, e agora também está acessível em francês, inglês, espanhol e mandarim. Os idealizadores pensaram em um leque amplo de público: não apenas estudiosos, mas também o grande número de turistas que visitam o museu todos os anos e agora estão impossibilitados de fazer uma visita presencial.

De acordo informações do site O Tempo, foram feitas descobertas recentes da historiadora de arte Emmanuelle Polack. O Museu do Louvre tem ao menos dez obras que foram saqueadas por nazistas durante o período da Segunda Guerra Mundial e poderá restitui-las em breve após a finalização das investigações.
 
Em janeiro, Polack foi convidada pelo Louvre para realizar pesquisas sobre sua coleção e, em menos de um mês, a especialista identificou dez obras do acervo que são de autoria do advogado francês e judeu Armand Dorville.
 
De acordo a informações do site DW Brasil, historiadores acreditam que mais de cinco milhões de obras de arte mudaram ilegalmente de mãos durante a Segunda Guerra Mundial. É "o maior roubo da história" – como afirmou o diplomata e advogado americano Stuart Eizenstat numa conferência sobre arte saqueada pelos nazistas realizada em Berlim –, mas o tema é muitas vezes varrido para debaixo do tapete.

Eizenstat foi, há 20 anos, um dos responsáveis pela aprovação de uma declaração durante a Conferência do Holocausto em Washington. O documento estabelece que obras de arte saqueadas pelos nazistas sejam identificadas e devolvidas a seus originais donos o mais rápido possível. Naquela época, representantes de 44 países concordaram em inspecionar seus próprios acervos de museus. O acordo foi considerado revolucionário.

A família de Dorville fez o pedido de restituição das artes em outubro do ano passado, conforme explicou um representante do museu ao Artnet News. Desde então, o caso está sob investigações subordinadas diretamente ao Ministério de Cultura do país.

Historiadores contabilizam que aproximadamente 100 mil obras foram roubadas pelos nazistas durante a ocupação alemã na França. Doze quadros de Dorville, segundo o jornal Le Monde, foram vendidos em um leilão ao Louvre após serem saqueadas quando o advogado fugiu de Paris em razão de perseguições sofridas. Na última quarta-feira (22), o governo alemão entregou à família do judeu três obras dele que também foram saqueadas.

Ainda trazendo aspectos das obras roubadas do Louvre, O livros "Salvando a Mona Lisa"  traz um pouco dessa história e retrata bem alguns assuntos que estão interligados com o sumiço e apropriação indevida das obras de artes para museus de outros países por conta dos nazistas que as pegaram e venderam ou repassaram ilegalmente. O livro é escrito pela jornalista Gerri Chanel e traz a história do Louvre, da obra da Mona Lisa e os planos de contingência referente a guardar as obras de arte do museu.
 
No final de agosto de 1939, quando a guerra ameaçava eclodir na Europa, os curadores do Louvre guardaram o quadro mais famoso do mundo em um estojo especial forrado com veludo vermelho e o enviaram ao Vale do Loire, cerca de duzentos quilômetros ao sul de Paris. Assim começou a maior retirada de obras de arte e antiguidades da história. À medida que os alemães se aproximavam da capital em 1940, os franceses se apressavam para despachar as obras-primas cada vez mais ao sul, vez após vez durante a guerra, cruzando todo o sudoeste da França.

Durante a ocupação alemã, a equipe do Louvre lutou para manter tesouros inestimáveis longe das mãos de Hitler e de seus capangas e para manter seguro o palácio do Louvre, muitas vezes arriscando seus empregos e suas vidas para proteger a herança artística do país. O salvamento da Mona Lisa é a história arrebatadora e cheia de suspense dessa batalha.

Encorpado por uma pesquisa profunda e acompanhado por fotografias fascinantes daquele período, "Salvando a Mona Lisa" é uma envolvente história real de arte e beleza, intriga e sagacidade, e de uma coragem moral notável em face de um dos inimigos mais aterrorizantes da história.
 
Achei esse livro bastante educativo e informativo, mais eu sou suspeita para falar isso porque sou uma pessoa fissurada em tudo relaciona ao Museu do Louvre e a Mona Lisa. O enredo do livro é bem envolvente e carismático, além de trazer alguns pontos da história desconhecidos por muitos e esclarecimentos referentes aos saqueamentos de algumas obras pelos nazistas.

O museu do Louvre é um dos mais famosos do mundo, muitas pessoas querem desbravar as obras e o conhecimento que tem nesse museu. Eu  me incluo nessa lista, sempre fui apaixonada por história, museus e obras de arte, e o Louvre está no topo do meu desejo particular de conhecimento. Então, quando eu descobri que seria disponibilizado o acervo online fiquei contagiada e esperançosa, porque pelo menos conseguiria ter acesso aos seus arquivos, obras e peças através da plataforma, que é bem mais acessível a minha realidade atual, além de que muitas outras pessoas terão maiores chances de contato com essas obras tão aclamadas e famosas pelo mundo.
 

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