15/06/2021 às 11h50min - Atualizada em 12/06/2021 às 17h07min

Sweet Tooth | Série da Netflix adaptada de uma HQ da Vertigo, selo da DC Comics

Em 2010, a HQ foi indicada ao prêmio Eisner de “Melhor Nova Série”

Beatriz Costa - Editado por Ana Terra
[Atenção! Esta resenha contém spoilers de Sweet Tooth]

Imagine um mundo devastado após um vírus mortal, onde os sobreviventes devem fazer distanciamento social, uso de máscaras e álcool para desinfetar as mãos. Parece familiar? Mas se acrescentarmos que com o surgimento do vírus também surgiram crianças híbridas. Isso mesmo, metade humana e metade animal. Essa parte é novidade? Então, conheça Sweet Tooth.

No dia 4 de junho chegou a Netflix a série Sweet Tooth, que é uma adaptação do quadrinho homônimo da Vertigo, selo da DC comics, voltado para histórias direcionadas para o público maior de 18 anos. Conhecida pelo cenário pós-apocalíptico, Sweet tooth chegou ao serviço de streaming com oito episódios.

Criada por Jeff Lemire, a série conta a história de Gus, um menino híbrido (metade humano e metade cervo) que tenta sobreviver no mundo após a pandemia do “Flagelo”. Com o surgimento do vírus e dos híbridos, os humanos se separaram em grupos que caçavam os diferentes e outros protegiam os seres que são metade humano metade animal.

Gus (Christian Convery), viveu 10 anos ao lado de seu pai na floresta e nunca teve contato com outros humanos, até o momento da morte de seu pai. Após um ano vivendo sozinho, Gus conhece Jepperd (Nonso Anozie), um ex-jogador de futebol americano que resolve ajuda-lo a conhecer um novo mundo.

Apesar de falar sobre uma pandemia fictícia enquanto vivemos uma pandemia no mundo real, Sweet Tooth tenta amenizar os estragos do mundo pós-apocalíptico com visuais exuberantes e uma história esperançosa. Ao longo de oito episódios vemos o crescimento de Gus e os outros personagens, como Dr. Aditya Singh (Adeel Akhtar) e Wendy (Naçedi Murray), que mostram que o amor move tudo. A jornada presente em uma única temporada é concluída de forma satisfatória.

A série produzida por Robert Downey Jr. é voltada para um público teen e despensa as partes sangrentas.

 

Original X Adaptação

Enquanto a série passa uma visão mais adolescente e leve, apesar dos momentos de tensão. O quadrinho é bastante pesado e violento. Confira algumas das diferenças entre a versão original e a adaptação:
O tom das histórias
O quadrinho de Sweet Tooth foi criado em 2009 e publicada pela Vertigo, criado para publicações mais violentas como Sandman e V de Vingança.

Personagens


Tommy Jepperd: em sua versão original é um ex-jogador de hóquei no gelo, que tem a esposa sequestrada e é obriagado a trabalhar para o General Abbott. Já na versão adaptada, é um ex-jogador de futebol americano, que abandonou a esposa após o nascimento do filho híbrido. Vivendo sozinho, decide então fazer parte dos Últimos Homens, como mercenário.

Gus e suas motivações
Em sua versão original, o menino-cervo decide partir com Jepperd para a Reserva por receio de encontrado pelos caçadores. Já em sua versão Netflix, Gus, decide deixar a casa na floresta após o esconderijo ser descoberto pelos caçadores de híbridos, e assim resolve sair em busca de sua mãe, Birdie.

Vale a pena conferir essa novidade, disponível na Netflix!

REFERÊNCIAS:
DA SILVA, Matheus Rocha. Sweet Tooth: conheça os personagens da nova série da Netflix. Tecmundo, 2021. Disponível em: <https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/218682-sweet-tooth-conheca-personagens-nova-serie-da-netflix.htm>. Acesso em: 07 de jun. de 2021.
DOS SANTOS, Bruno Botelho. Sweet Tooth: Conheça a série da Netflix adaptada de uma aclamada HQ da DC. Adoro cinema, 2021. Disponível em: <
https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159113/>. Acesso em: 07 de jun. de 2021.
GUGLIELMELLE, Alexandre. Sweet Tooth, da Netflix, é a série que fãs de The walking dead precisavam. Observatório do cinema, 2021. Disponível em: <https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/06/sweet-tooth-da-netflix-e-a-serie-que-fas-de-the-walking-dead-precisavam>. Acesso em: 06 de jun. de 2021.
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