14/07/2021 às 15h05min - Atualizada em 08/07/2021 às 20h22min

Cinto: saiba como usar o acessório que transforma os looks

O cinto passou de um acessório utilitário a peça chave na combinação de peças do vestuário

Jenyfer Muniz da Silva Oliveira - Editado por Clara Molter Bertolot
Cinto estampado com jeans e camisa social | Arquivo pessoal / Raylla Alves
O cinto sempre foi um acessório de muita importância devido à sua utilidade, mas a partir dos anos 2000 passou a ser considerado uma peça-chave para a composição de looks, ou em alguns casos, o verdadeiro destaque da roupa. O acessório pode ser usado como complemento em peças de alfaiataria, ou até mesmo em tecidos leves, independente da ocasião ou temporada.


Linha do tempo do uso do cinto

De acordo com o portal Minha vida é moda, o cinto surgiu no século XIX, sendo usado apenas por militares como acessório para porta-armas. Em seguida, passou a ser bastante utilizado por homens e mulheres, para apertar as roupas e marcar a cintura.

1930 - Os cintos eram feitos na própria roupa e com o mesmo tecido, tornando a peça ainda mais utilitária;
1950 - O cinto passou a ser conhecido como um acessório feminino, como complemento para saias, e o modelo mais comum era fino e delicado;
1960 - Esse acessório começou a ser confeccionado em materiais variados, como metal, elástico e correntes. Além das alternativas encontradas no material, era indispensável em certas produções o cinto com cores vibrantes;
1970 - Foi nesse ano que os cintos largos retornaram à moda, mas em muitos modelos havia tachas na cor prata ou dourada. Passou a ser comum o uso do cinto fora do passante, e solto na cintura;
1980 - Surgiu o modelo de cinto em cadarço, corda, seda, tecido, elástico, lona, corrente, entre outros tipos do utilitário.
 
 
O desenvolvimento do cinto foi muito importante para o mundo da moda, pois a peça tornou-se usual para homens e mulheres, em qualquer ambiente. Usar esse acessório possibilita a combinação com qualquer roupa, independentemente da preferência de quem o usa. Existem cintos mais clássicos, mais básicos, e até mesmo modelos esportivos. Cada um é adaptável para os mais diversos estilos.

A consultora de imagem Danielle de Sant'Anna acredita que, por meio da moda é possível expressar seu próprio gosto e estilo, com autenticidade e leveza. Pra ela, o cinto é uma das peças principais para a criação de um look"O cinto, com certeza, é mais que utilitário, pois esse acessório pode trazer cor, estilo, dar acabamento, ou até mesmo, ser o elemento principal de um look. Eu acredito que é uma peça atemporal e que vai além de tendências, por nunca sair de moda. Ele pode ser usado por diferentes estilos e com diversas peças. Um diferencial na montagem de looks", diz Danielle.
 
 
Além de contribuir para a marcação da cintura e ajuste do tamanho da roupa, o cinto também pode ser usado para destacar a peça vestida, ou até mesmo, evidenciar regiões específicas do corpo como o tronco e seios, para dar volume, e também as pernas, com o objetivo de alongar visualmente. Por  muito tempo Danielle usou o cinto apenas por conta de sua praticidade para modelar peças, mas por trabalhar com moda, ela percebeu que esse acessório também tem o poder de enriquecer a roupa: "Eu amo usá-lo com saias e calças de cintura alta, marcando a silhueta, combinando com as peças ou como um ponto de cor para combinações monocromáticas", completa Danielle.


Qual é o cinto ideal?

Existem diversos estilos de cintos em cores, materiais e formatos diferentes, mas a forma ideal de usá-lo é combinando esse acessório com a peça de roupa escolhida. Uma boa dica é analisar se a vestimenta combina com um cinto mais pesado e grosso, ou mais discreto e fino. Outra opção viável é montar o look, e tentar combinar outros acessórios, como brinco e colar, com a fivela do cinto.
 
 
Para deixar o estilo de roupa com um ar clássico ou atemporal, é interessante combinar uma peça ou conjunto de alfaiataria em um tecido liso ou mais simples, com um cinto mais chamativo na largura ou no acabamento da fivela. Ao apostar em roupas mais discretas e em modelagem mais báscica, pode-se brincar com a escolha dos outros acessórios, adicionando um brinco chamativo ou um colar, e nos pés, um calçado que combine com o cinto na cor, ou até mesmo no material. 
 
 
Existem os cintos mais modernos e criativos, que possuem um tipo de estampa diferenciada, ou até mesmo, a mistura de cores e aviamentos. Esse estilo de cinto pode ser usado em peças chamativas, para fazer um mix de estampas, ou em um look mais discreto, porém com um tom divertido.

Raylla Alves, estudante de comunicação, é antenada ao mundo da moda e às tendências. Além disso, tem o costume de combinar peças de roupas com acessórios e calçados. Quando questionada sobre a importância do cinto, ela diz: "Além da sua funcionalidade, o cinto é indispensável para a modelagem de uma roupa no corpo, ou apenas para "marcar presença" em uma composição mais diferente. Hoje em dia amo os modelos "over", que tenham detalhes diferentes, texturas diferentes, estampas, brilhos e afins, tudo para que o look ganhe uma nova perspectiva e sofisticação", detalha Raylla.

 
O cinto não é um acessório que combina apenas com peças de roupa formais, já que é possível montar combinações esportivas ou descontraídas com a junção desse acessório. O importante é entender que não há limitações na hora de criar um look, pois no mundo da moda há muitas possibilidades, independentemente do estilo de quem veste.

A estudante Raylla conta que enfrentou, por muito tempo, dificuldades para encontrar o cinto ideal. Segundo ela, há alguns anos era raro esse acessório em tamanhos grandes como G e GG, principalmente pelo fato da maioria não combinar com algumas peças de roupas: "Sendo bem sincera, já fui do #team que detesta cintos, isso porque a indústria da moda muitas vezes não inclui os corpos gordos para as modelagens desse tipo de acessório. Por isso não é tão fácil encontrar cintos que se deem com os nossos corpos. Por essa razão, não os utilizava com frequência, no entanto, conforme essa indústria se tornou mais inclusiva, comecei a aderir aos meus looks, porque passei a encontrar modelos que se adequam ao meu corpo e estilo", conta Raylla. 
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