15/07/2021 às 19h15min - Atualizada em 15/07/2021 às 18h54min

Homem testa positivo 43 vezes para covid-19 e é considerado o caso mais longo do mundo

Dave Smith ficou infectado por 290 dias e chegou a tossir por 5 horas seguidas

Isabela Mello - labdicasjornalismo.com
Imagem: BBC
Dave Smith de 72 anos foi infectado em março de 2020 pela doença quando seu sistema imunológico estava frágil por causa das sessões de quimioterapia para tratar uma leucemia. O britânico que é instrutor de autoescola e músico nas horas vagas em Bristol, no oeste da Inglaterra, testou positivo 43 vezes e foi o caso de Covid-19 mais longo já registrado do mundo.

Os 290 dias que Smith ficou com o vírus no corpo fez com que ele fosse parar no hospital sete vezes e perdesse 63 kg. "Todos os testes davam positivo. Rezava para que o próximo fosse negativo, mas nunca era", afirmou o músico em uma entrevista à BBC.

A demora na cura fez com que ele próprio e sua esposa, Lynda Smith, não acreditassem que ele sobreviveria. Smith chegou a se despedir de seus amigos e familiares, além de escolher uma lista de músicas para tocar em seu velório.  

Um dos momentos mais críticos desses dez meses de angústia foi quando o britânico passou cinco horas seguidas tossindo. “Uma vez eu tossi por 5 horas sem parar. Não falo de tossir, parar, tossir, parar. Mas de tossir, tossir e tossir sem parar, por 5 horas. Consegue imaginar o cansaço que isso causa ao seu corpo?”, contou.

Após quase um ano com seus testes dando positivo, Dave Smith finalmente recebeu a notícia mais aguardada: seu teste havia dado negativo. Depois de ser tratado com um coquetel antiviral cedido pela empresa de biotecnologia estadunidense Regeneron, ficou curado. Porém, não é possível afirmar com certeza que o coquetel foi o responsável por sua melhora.

 
O médico do hospital onde Smith se tratou, Ed Moran, afirmou que isso só poderia ser comprovado através de uma pesquisa adequada. “Havia uma chance pequena de que ele estava prestes a melhorar, por conta própria, e isso seria apenas uma coincidência. Isso seria uma história de paciente, uma anedota. Mas é bem convincente, já que ele estava mal fazia 10 meses ou mais e sua recuperação foi associada ao uso deste agente.”, afirmou.

Os cientistas da Universidade de Bristol já estão estudando o caso de Smith e analisam como o vírus se esconde e sofre mutações no corpo, além de como ele consegue infectar de forma tão duradoura.
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