20/07/2021 às 12h19min - Atualizada em 20/07/2021 às 12h08min

Para Nathalia Azevedo e a todos os escritores brasileiros: muito obrigada!

Carta aberta a todos aqueles que transformaram palavras em arte

Raphaela Vitor - Editado por Andrieli Torres
Foto: Comfreak por Pixabay
Sempre fui uma criança muito inquieta, desde que nasci, minha mãe sempre diz a mesma frase quando perguntam como eu era quando criança: “Raphaela nunca parava quieta, parecia estar ligada na tomada.” 
 
Por parte, essa afirmação está correta, atingi os mais altos níveis de sapequice e com certeza sou culpada por um bom terço de fios brancos que decoram a cabeça da minha pobre mãe.
 
Mas tal afirmação permaneceu intacta só até os meus 9 anos, em 2009, quando conheci Kelly Martoer. Uma menina quase da mesma idade que eu e que já vivia inúmeras aventuras em seu quintal, longe de serem alcançadas por minha mente sonhadora.
 
Kelly conseguiu a proeza de me fazer ficar parada por mais do que alguns segundos, afinal, quem se atreveria a se mexer presenciando as proezas dessa jovem bruxa em busca de salvar a sua família? Bom, eu definitivamente não conseguia!
 
Kelly nasceu da imaginação de Nathalia Azevedo, alguém cujo não conheço pessoalmente, mas que desempenhou um grande papel na minha vida, graças às suas palavras que se tornaram o primeiro livro que peguei em mãos na vida: “Kelly Martoer e o Jardim de Raios.”  
 
E hoje sendo comemorado o dia nacional do escritor, não pude deixar de pensar em Nathalia, que por causa dela me tornei uma leitora ávida e uma pseudo-escritora (por enquanto). Foi lendo a suas palavras que minha despertou e se interessou por descobrir mais histórias como a de sua personagem, e assim, conheci Percy, Katniss, Quentin, Lara Jean, Greg e outras milhares de figuras literárias.
 
Entretanto, também foi pensando em Nathalia que reconheci o meu maior defeito enquanto leitora, a minha estante, localizada aqui no Brasil, sempre esteve preenchida por estrangeiros, irônico não? levando em consideração que só descobri o gosto pela literatura por meio de uma brasileira.
 
No entanto, é algo que estou decidida a mudar, e posso garantir que não tenho me arrependido até então.
 
Me livrar da síndrome de vira-lata me proporcionou encontrar o Pedro Poeira, autor responsável por mudar a minha ótica de vida com o conto “Advinha quem não voltou pra casa”, me fez estar ansiosa para conhecer o trabalho do Raphael Montes e suas tão prestigiadas obras de romance policial, e querer me deliciar com os clichês românticos de Carina Rissi.
 
Nunca tive a oportunidade de agradecer a Nathalia corretamente, então, aproveito esse 25 de julho para me redimir, muito obrigada Nathalia, obrigada por me presentear com esse hábito que até hoje consegue me manter parada por horas, obrigada por ter instigado a minha mente a ponto de que hoje me aventuro em criar minhas próprias histórias.
 
E estendo esse obrigada a todos os autores brasileiros espalhados por aí, obrigada por dedicarem seu tempo para construir personagens, que mesmo que não sejam reais, nos acalentam e nos fazem sentir menos sozinhos, obrigada por compartilharem conosco um pouco da sua genialidade e criatividade, obrigada por darem as palavras emoções e sentimentos que transbordam as páginas e nos invadem, então do fundo do meu coração que pulsa cada vez mais que me prendo a um novo livro, obrigada.
 

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