19/08/2021 às 13h31min - Atualizada em 16/08/2021 às 20h23min

Conheça 8 Patrimônios Históricos e Culturais de Sergipe

Bens materiais e imateriais contribuem para a identidade cultural do Estado

Raíssa Sousa - Revisado por Isabela dos Santos
Lambe-sujos e caboclinhos – Laranjeiras. (Foto: Raissa Sousa)

Patrimônios Históricos e Culturais são bens materiais e imateriais que possuem grande valor histórico-cultural para uma comunidade. Eles representam a identidade dessas sociedades revelando seu passado e presente, sendo preservados para um futuro.

No Brasil, quem cuida dos patrimônios históricos e culturais é o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (
IPHAN), sua função é preservar e proteger estes bens que fazem parte da história e cultura social. O primeiro presidente do Instituto foi Rodrigo Melo Franco de Andrade, que nasceu no dia 17 de agosto de 1898. Esta data, é atualmente em homenagem a ele, o Dia do Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro.

No estado de Sergipe, alguns bens materiais e imateriais ajudam a contar sua história geral e das cidades. São patrimônios estabelecidos desde sua formação como distrito estadual até os dias de hoje, e que tem muita importância no turismo, cultura, história e religiosidade local.

Nesta lista, conheça 8 patrimônios históricos que fazem parte da sociedade sergipana e que contribuem para sua identidade:

Cristo Redentor mais antigo do país – São Cristóvão

A imagem do Cristo Redentor foi inaugurada no ano de 1926, sendo considerado o mais antigo monumento do Cristo no Brasil. Tem 16 metros de altura e está localizado na cidade histórica de São Cristóvão, mais precisamente no bairro Romualdo Prado. A obra foi encomendada pelo Governo de Graccho Cardoso (1922/1926), ao arquiteto Bellando Bellandi, também responsável por restaurar a fachada do Palácio do Governo em estilo eclético.


 

Cemitério dos Náufragos – Aracaju

No período marcado pela Segunda Guerra Mundial, corpos naufragados, ou restos deles, foram encontrados no litoral da capital sergipana. As vítimas sofreram ataques de um submarino alemão que torpedeou-os por cerca de 12 horas. Algumas destas foram identificadas, mas outras não. Pelo número surpreendente de enterros que dali seguiriam foi criado um cemitério, o Cemitério dos Náufragos na região sul de Aracaju.

Praça São Francisco – São Cristóvão

A quarta cidade mais antiga do Brasil, São Cristóvão reuniu na Praça São Francisco uma grande quantidade de história, cultura e religiosidade. A praça é hoje um testemunho do período único em que as tropas portuguesas e espanholas estiveram unidas no território sergipano contra-atacando a invasão holandesa no local. Ao seu redor, vários edifícios foram tombados como patrimônio histórico individualmente pelo IPHAN, e ela faz parte de um dos atrativos turísticos mais buscados na região.

Barco de Fogo – Estância

Você já viu um barco que voa? Não? Se surpreenderia ainda mais se soubesse que ele pega fogo enquanto está pelos ares. Este é o patrimônio Barco de Fogo presente todos os anos nas festividades juninas da cidade de Estância, em Sergipe. Ele foi uma criação do fogueteiro Antônio Francisco da Silva Cardoso, conhecido por Chico Surdo, e hoje, se movimenta através de fios de aço impulsionado pela explosão de espadas cruzando a cidadezinha e encantando os moradores e visitantes.



Palácio Olímpio Campos – Aracaju

O monumento localizado entre as praças Fausto Cardoso, Almirante Barroso e Olímpio Campos, foi idealizado no período imperial. Seu estilo eclético inspirado no neoclássico é fruto do trabalho de artistas italianos, um deles é Bellando Bellandi, citado acima. Sua criação teve objetivo de ser a sede do governo estadual, e atualmente funciona como um museu que agrega os aspectos políticos e históricos de Sergipe. O prédio também presenciou o evento incomum chamado “A Tragédia de Sergipe” que resultou no assassinato do político Fausto Cardoso, e em uma inquietação seguinte que causou a também morte de seu inimigo, Olímpio Campos, mas este na cidade do Rio de Janeiro.



Tototó – SE

“Tototototó” é o costumeiro barulho do motor dessa embarcação pequena que passou de meio de transporte essencial à patrimônio cultural de Sergipe. Anteriormente ele era destaque na transportação de pessoas entre a cidade Aracaju e a de Barra dos Coqueiros. Mas, após a criação da ponte que liga estas duas regiões o Tototó quase se enfraqueceu. Quase, porque hoje ele é um querido atrativo turístico para aqueles que desejam velejar pelo Rio Sergipe ouvindo as histórias dos canoeiros que conduzem a embarcação.



Lambe-sujos e caboclinhos – Laranjeiras

A cultura negra e nativa encontrando-se nas ruas da cidade de Laranjeiras. Este é o grande fenômeno da festividade cultural do município, que reúne uma multidão pintada nas cores preta e vermelha. O início do evento acontece em ruas distintas na cidade, de preferência opostas e que representem Quilombo e Taba. A partir daí ocorre uma dramatização encenada anualmente que é finalizada em um “combate” em praça aberta pela recusa dos negros a entregar a Princesa, e o contra-ataque dos caboclinhos para resgatá-la. Mas não se engane, todo esse roteiro é feito para comemorar e homenagear as duas culturas citadas, e após as vitórias e derrotas, os dois grupos unem-se com som, dança e comida para festejar seus ancestrais.


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