03/09/2021 às 22h26min - Atualizada em 03/09/2021 às 23h17min

Star Wars se encerra com um grande final e com novidades para o futuro

Bruno Cunha - Editado por Fernanda Simplicio

Quando a animação Bad Batch foi anunciada em meio a diversos novos produtos Star Wars, pouco se disse sobre a série, afinal não havia muito o que se achar de algo mais parecia um spin-off de Clone Wars, porém o lote ruim se mostrou apto a mudar nosso pensamento.

 

Star Wars: The Bad Batch’ gira em torno de clones de elite experimentais do “Lote Ruim” (introduzidos originalmente em ‘A Guerra dos Clones’), à medida que encontram um meio de mudar a galáxia imediatamente após os eventos anteriores. Os membros do grupo – um esquadrão único que varia geneticamente de seus irmãos do Exército dos Clones – possui uma habilidade excepcional que os transforma em soldados práticos, extraordinários e formidáveis.

 

O retorno de Dave Filoni ao amterial foi essencial, pois além de realizar um bom trabalho em O Mandaloriano e ser um dos nomes da franquia pós nova trilogia de filme, se imaginava se isso seria uma novidade e traria o frescor que Rey e seus amigos não conseguiram trazer. E ele consegue novamente. 

 

O grupo foi anunciado na sétima temporada de Clone Wars e tudo indicava para um spin-off, até mesmo o logo da série original aparece no primeiro episódio. A série engata um outro caminho, mas o começo foi estranho e fora do esperado. Ainda mais quando lembramos que Clone Wars foi criado para ser o elo de ligação das animações a trilogia dos filme, no caso a segunda trilogia. E mesmo com todo este fato negativo, os malfeitos destruíram com um tiro de blaster todas as nossa inseguranças.

 

Ao invés de ser o mesmo, Bad Batch trabalha mais como um epílogo de luxo de Clone Wars, já que seus eventos ocorrem após as guerras clônicas e a execução da Ordem 66. Vemos estes eventos pelo olhar do grupo, por isso não espere grandes explicações, mas o fato de colocar guerreiros treinados para lutar uma guerra que não existe mais já é o suficiente para um boa narrativa.  

 

A grande introdução de Omega (Michelle Ang), que mesmo sendo apenas um personagem a mais no grupo, acaba sendo o coração e a alma destes soldados. Após os 16 episódios percebemos como eles se relacionam bem com e como eles são mudados por ela ao final, mesmo sendo uma criança é ponto moral do grupo e que os ensina a ser algo além de soldados. 

 

Bad Batch também serviu como uma pequena introdução a outros personagens do universo, além de utilizar elementos retirados diretamente dos filmes, de uma forma orgânica, clara e com sentido. Até participações restritas a poucos episódios foram primordiais para os eventos em sequência e mudar os rumos, nenhum foi usado para ser uma participação de luxo. 

 

E como sempre, ou algo que faz parte de Star Wars, é o fato de sempre preencher alguma lacuna que nunca foi respondida ou que nunca teve uma grande preocupação de resolver de uma forma apropriada. Bad Batch tem seus momentos didáticos que são bem resolvidos e encaixam  bem a séries futuras como Rebels, por exemplo. 

 

A dupla Filoni e Corbett, traz um ritmo intenso e com poucas paradas para respiro, mesmo com 16 episódios em sua primeira temporada, todos os episódios são dinâmicos e agregam, não há um filler ou algo mais suave. E se encerra tudo no último episódio sem nenhuma ponta solta anterior, apenas aquele gancho clássico para novos episódios. 

 

O desafio agora será manter o alto nível estabelecido até aqui, com histórias que encantem e ao mesmo tempo traga a saga Star Wars novamente aos holofotes.

REFERENCIAS

BARDINI, J
The Bad Batch (Disney Plus, 1ª temporada): perfeito epílogo com voz própria. CINEMA COM RAPADURA. 16. de ago. 2021. Disponível em : < https://cinemacomrapadura.com.br/criticas/602745/the-bad-batch-disney-plus-1a-temporada-perfeito-epilogo-com-voz-propria/ >. Acesso em 31 de ago. 2021



 

 
 

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