10/09/2021 às 15h07min - Atualizada em 10/09/2021 às 15h04min

Crônica: Sobre ver a Amazônia com carinho

Fernando Azevêdo - Editado por Larissa Bispo
Foto: Unsplash

5 de setembro. Data de comemorar a maior floresta tropical do mundo, a Amazônia. Mas o recente dia também serve de alerta para os perigos que a ameaçam. A Amazônia está sendo destruída, e juntas a ela sucumbem vidas, culturas e histórias.

 

A riqueza da floresta está além das milhares de espécies de animais e plantas que dela fazem casa. Olhar para a Amazônia é, além de necessário, complexo. O território gigante abriga muitos mistérios. A Amazônia transpira vida. 

 

Vai muito além de árvores grandiosas e lindas - todo livro de geografia tem foto delas. A floresta é gigante e infinitamente poderosa. Mas ela ser enorme não quer dizer que precisa ser explorada, não da forma que há séculos vem sendo; ela precisa ser vista. Há aqueles que fazem isso com todo o seu coração: os indígenas que lá habitam e trazem a ancestralidade nas suas veias. 

 

Eles entendem a floresta, carregam todos os mistérios que aprenderam com os mais velhos e hoje reivindicam que todos vejam a Amazônia de verdade. 

 

É por não verem a floresta de verdade, mas um possível lucro, que muitas pessoas desmatam e queimam a Amazônia. Destroem a floresta para fazer pastos. Algumas das perdas que decorrem disso são irreparáveis. Contribuem, assim, para a dificuldade de viver. 

 

Os prejuízos de a maior floresta tropical do mundo ser destruída? Inúmeros. Citando apenas um, o clima global é influenciado pela floresta - ter pouca Amazônia significa viver em um mundo mais quente e, portanto, com menos vidas.

 

A Amazônia transpira a água que chove em várias localidades do planeta, mas inspira a paixão daqueles que a preservam. Aqueles que enxergam a floresta como um espaço riquíssimo e inalienável, com capacidade de também preservar, em recíproco, a vida humana. 

 

Quando a gente pensa que os diversos povos indígenas que lá vivem são amigos da floresta, lembramos também sobre como eles a usam como meio de sobreviver e vivem para protegê-la, muitas vezes. O uso equilibrado dos recursos, o conhecimento profundo e a devoção à Amazônia são características presentes em muitos. Ali é um lar, e ver esse lar ser ameaçado constantemente não deve ser fácil. 

 

Essas pessoas são diretamente afetadas pela situação lamentável que compromete o bioma. Perder um lar que fora deles por séculos é inaceitável. Os direitos dos indígenas e da floresta podem caminhar juntos, e isso é o final feliz que se espera. Que comemorem também todos os dias aqueles que protegem a Amazônia, e que a floresta seja tratada com carinho. Seja vista, com olhos afetuosos e responsáveis.


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