12/09/2021 às 00h00min - Atualizada em 12/09/2021 às 00h01min

Furacão Ida afeta a costa dos Estados Unidos no final de agosto

Ida surge 16 anos após o furacão Katrina, que assolou também a costa dos Estados Unidos

Juliana Valillo - Editado por Júlio Soussa
El País: G1 Globo: Portal R7; The New York Times; BBC
Chuvas fortes no estados de Louisiana, Estados Unidos | Créditos de Imagens: BBC News
O furacão Ida, de categoria 4, atingiu a costa dos Estados Unidos (EUA) no dia 29 de agosto de 2021, na região de Nova Orleans. O importante porto petrolífero do estado foi parcialmente destruído pelo furacão, que atingiu uma velocidade de aproximadamente 240 km/h. Por essa razão o fornecimento de energia elétrica da região foi interrompido por alguns dias. Segundo a agência de notícias AP, Ida é considerado o 5º furacão mais forte da história a atingir os continentes da América Central e Norte.
 
Ida tocou o solo do estado da Louisiana pouco depois do meio-dia do horário local (14h de Brasília). O Centro Nacional de Furacões (a sigla original em inglês é NHC – National Hurricane Center) emitiu um comunicado dizendo qque os danos catastróficos podem ser provocados por inundações perigosas e ventos, sendo esperados cortes prolongados de energia no estado de Louisiana.

Segundo o site PowerOutage.Us, o estado já possuía mais de 700 mil indivíduos que se encontravam sem eletricidade na noite de domingo do dia 29 de agosto. O furacão Ida também deixou mais de 50 mortos em seu trajeto pelos Estados Unidos.
 
O governo do estado declara que "o extremamente perigoso furacão Ida, de categoria 4, toca o solo perto de Port Fourchon [160 km ao sul de Nova Orleans], Louisiana". O furação Ida atingiu o sul da costa americana exatamente 16 anos após a passagem do Katrina, que assolou a região em 2005.
 
O furacão Katrina foi uma tempestade tropical que obteve uma categoria nível 3 em terra firme e categoria 5 no oceano Atlântico. Katrina deixou um total de 1.833 mortos nos estados de Nova Orleans, Louisiana, Mississipi, Alabama etc. Sua passagem teve duração de 8 dias, no período dos dias 23 a 31 de agosto de 2005, com uma velocidade aproximada de 280 km/h, causando um prejuízo material de 125 bilhões de dólares.
 
As chuvas fortes estavam prejudicando desde a manhã do dia 29 as ruas de Nova Orleans, inclusive, os moradores colocaram tapumes em suas janelas de casa e fizeram bloqueios com sacos de areia.
 
O Porto de Fourchon foi afetado pelos ventos do Ida que foram registrados em, aproximadamente, 240 km/h. Fourchon é a maior base terrestre do Louisiana Offshore Oil Port (LOOP), tendo sua localização no Golfo do México. O terminal de petróleo bruto, de propriedade privada dos EUA, interrompeu suas atividades antes da chegada do furacão e das tempestades. 
 
John Bel Edwards, governador do estado de Louisiana, se pronuncia sobre as consequências do Ida, onde o furacão pudesse provocar uma das maiores tempestades ao atingir o estado desde a década de 1850. John também disse, no dia 29 de agosto, que “não há dúvida de que os próximos dias se semanas serão extremamente difíceis". Ele acrescenta em sua fala que algumas pessoas terão de permanecer em refúgios por até 72 horas. Além disso, o governador relata, em uma rede social, que ‘encontre o ambiente mais seguro da sua casa e fique ali até que a tempestade tenha passado".
 
Os leitos hospitalares do estado já estavam ocupados por pacientes com COVID-19, e Edwards mostrou preocupação com a situação que as tempestades e o furação Ida podem causar, tornando o quadro ainda mais difícil.
 
O presidente dos EUA Joe Biden se pronunciou sobre o assunto do furacão Ida, dizendo que é "uma tempestade que ameaça vidas" e que "continua devastando tudo aquilo com o que faz contato". Logo após uma reunião da gestão de emergência com encarregados federais, Biden solicitou que os indivíduos que estivessem no caminho do Ida deveriam procurar imediatamente um lugar seguro e seguissem as recomendações oficiais.
 
A maioria dos moradores do estado seguiram as recomendações das autoridades para abandonar a região, entre os avisos oficiais de urgência sobre os possíveis danos castróficos. Houve um recorde de pessoas que congestionaram as rodovias que saíam de Nova Orleans, nas proximidades da chegada do furacão Ida.
 
Durante a manhã de 29 de agosto, no leste de Nova Orleans, uma parte da população estava se preparando nos últimos momentos. Charles Fields tem 60 anos e é um morador de Louisiana, ele diz: “não estou certo de estar preparado" e também "teremos que enfrentá-lo”, levando para dentro de casa seus móveis de jardim.
 
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