25/09/2021 às 18h04min - Atualizada em 25/09/2021 às 17h39min

Relatório aponta importância da vacinação

Novo relatório da CDC (Center for Disease Control), sobre a importância da vacinação, é lançado um dia depois do anúncio de novo plano de ação do governo Joe Biden

Daniel Souza Lopes - Editado por Maria Paula Ramos
Foto: Desconhecido
De acordo com um relatório do CDC (Center for Disease Control), Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos, pessoas não vacinadas têm 11 vezes mais probabilidade de morrer de COVID-19 e são 10 vezes mais suscetíveis à hospitalização. O mesmo relatório apontou que a chance de um não vacinado se contaminar é 5 vezes maior que uma pessoa totalmente imunizada.

O relatório do CDC foi lançado em 10 de setembro, um dia depois do presidente Joe Biden anunciar um novo plano de ação do governo norte - americano para barrar a variante delta. O plano consiste na vacinação obrigatória nas empresas privadas com mais de 100 funcionários, profissionais de saúde e funcionários do governo federal. A medida cobre em média 100 milhões de pessoas. O pentágono já havia anunciado que exigirá que todos os militares, cerca de 1,4 milhão, fossem vacinados contra a COVID-19.



Segundo a plataforma Our World in Data, em 24 de setembro, apenas 54,4% dos americanos estavam totalmente vacinados e 8,9% parcialmente vacinados. Apesar das campanhas governamentais e disponibilidade das vacinas nos Estados Unidos, grande parte da população se recusa a se vacinar.

“Algumas pessoas manifestam preocupações com a segurança das vacinas e dizem que há maior probabilidade de se vacinarem quando uma vacina é totalmente aprovada em vez de apenas autorizada. Uma parte persistente de cerca de 20% são contra se vacinar e dizem que não serão vacinados de forma alguma, ou apenas o farão se exigido pelo seu empregador” disse Jennifer Kates, vice-presidente da Kaiser Family Foundation, que faz pesquisas que monitoram o sentimento do público em relação à vacina.

Além do medo de que pode estar sendo usado como cobaia, muitos norte - americanos ainda acreditam na teoria conspiratória de que a vacinação é o meio pelo qual será inserido um microchip no organismo das pessoas. O governo do presidente Joe Biden responsabilizou as desinformações na internet pela grande resistência que ainda há nos Estados Unidos. Um outro fator importante, além de teorias conspiratórias e insegurança, reside na política. Em pesquisas recentes, 30% dos republicanos disseram que não seriam vacinados, em comparação com 4% dos democratas.



"As razões pelas quais as pessoas escolhem não ser vacinadas são complexas e múltiplas, mas incluem um mal-entendido sobre a segurança e eficácia das vacinas, em parte devido à desinformação, acreditando que não correm o risco de contrair Covid-19 e porque não querem que lhes diga o que fazer.", afirma William Moss, professor do Departamento de Epidemiologia da Faculdade Bloomberg de Saúde Pública da Universidade John Hopkins.

Apesar da vacinação nos Estados Unidos estar lenta e com aspectos de estagnação, o governo do presidente Joe Biden anunciou na última quarta-feira, dia 22 de setembro, que doará mais 500 milhões de doses de vacinas para países de baixa e média renda em 2022, elevando para 1,1 bilhão de doses doadas pelo país.

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