09/11/2021 às 12h03min - Atualizada em 02/11/2021 às 12h35min

Super-heroína, brasileira e agora balzaquiana!

Adriana, a Agente Laranja, ganhará edição comemorativa no ano que vem

Paulo Firmo - Editado por Fernanda Simplicio
Imagem: May Santos/Reprodução: Estúdio Múltiplo

No Dia do Super-Herói Brasileiro, 24 de outubro, o argumentista e editor de histórias em quadrinhos, André Carim, anunciou nas mídias sociais os planos para as comemorações das três décadas de existência de Adriana, a Agente Laranja em 2022.  
 
[O título faz referência ao termo surgido com a publicação do livro A Mulher de Trinta Anos do francês Honoré de Balzac entre os anos de 1829 e 1842. Refere-se às mulheres com idade próxima à casa dos 30 anos e, mais recentemente, também às mulheres de até 40 anos de idade. Mal-entendidos à parte, o adjetivo é essencialmente um elogio, pois faz referência à maturidade e longevidade.]
 
História
 
Com uma origem (ainda) distante de um consenso, as histórias em quadrinhos notadamente apresentam um desenvolvimento que coleta elementos de inúmeras culturas, avança sobre o tempo e dialoga com outras manifestações artísticas a fim de manifestar pensamentos e sentimentos humanos. Neste contexto, ainda que estereotipado e um tanto quanto desgastado, o gênero super-heróis continua a ser palco de narrativas didáticas, efetivas análises críticas e um largo espaço de entretenimento.
 
Do surgimento do Super-Homem, em 1938, até os dias de hoje, costuma-se pontuar que o Brasil começou a participar de “brincadeira” – termo ironicamente adequado, haja vista o caráter exclusivamente infantil que muitos equivocadamente continuam a atribuir aos gibis – em 1954 com o Capitão 7. Isto foi na TV (Record). Nas páginas dos quadrinhos, aquele que é considerado por muitos como o primeiro dos super-heróis nacionais, chegaria apenas em 1959 pela editora Continental/Outubro. Aqui, ganharia vida nos traços de ícones como Jayme Cortez, Júlio Shimamoto, Getulio Delphim, Juarez Odilon (dentre outros), e roteiros de Helena Fonseca, Hélio Porto e Gedeone Malagola.
 
Ao longo das décadas, o Brasil foi “invadido” pelos super seres (super-heróis) estadunidenses – um fenômeno que, como sabido, não fora exclusivo da arte mídia histórias em quadrinhos. Todavia, muitos artistas brasileiros passaram a produzir muito material sobre gênero em questão. Infelizmente, a conhecimento a respeito não se apresenta nas mesmas proporções.
 
Empreendedorismo em quadrinhos
 
Neste ambiente efervescente, os fanzines da década de 1990 foram uma das maneiras encontradas pelos quadrinistas nacionais para apresentar as suas criações (à época, vistos como “quadrinhos alternativos”) e conquistar espaço no mercado editorial. Neste grupo de desbravadores, estava o Editor do Estúdio Múltiplo, cujo selo editorial de mesmo nome é responsável pelos fanzines Múltiplo e Ilustrado. Ele é o André Carim, que também é o criador das personagens Adriana, a Agente Laranja, Milena, a garota zumbi, Cheng, Vampiras e Pantera do Cerrado e universos paralelos como o Força Extrema - muitos destes, com seus títulos próprios – além das revistas Trem do Terror e Metal Fantasia.
 
Também assumindo o ofício de roteirista, Carim nasceu em 1969, na cidade de Carangola/Minas Gerais e é graduado e pós-graduado em Tecnologia em Gestão Pública. Com uma presença constante nas mídias sociais, foi no último dia 24 de outubro, no Dia do Super-heróis Brasileiro 2021, que ele escolheu para anunciar um grande projeto a fim de comemorar os 30 anos da sua principal personagem: Adriana, a Agente Laranja.
 
Na entrevista abaixo, o profissional nos fala um pouco da sua vida pessoal, sobre os processos criativos, curiosidades, as dificuldades e vitórias e, principalmente, dessa personagem que é literalmente uma guerreira. Afinal, uma super-heroína completar três décadas de vida, em um país no qual pouco se valoriza a cultura e que ainda vê, majoritariamente, quadrinhos como coisa (só) de criança, é um fenômeno que merece ser exaltado e comemorado.
 
[O Dia do Super-Herói Brasileiro é um evento anual de celebração do gênero super-herói genuinamente brasileiro e criado por brasileiros/as e ou brasileiros/as naturalizados/das. A idealização partiu do ator e premiado quadrinista Elyan Lopes, criador do herói Capitão R.E.D. Surgido em 2020, a partir deste ano as comemorações passaram a ser realizadas no dia 24 de outubro, a fim de homenagear a estreia do seriado Capitão 7 (na Record em 1954), tido como o primeiro super-herói brasileiro.]

 


 
A “Super-Adriana”
 
Paulo Firmo: Quando e como exatamente surgiu Adriana, a Agente Laranja?
 
André Carim: Eu sempre curti muito histórias policiais e de suspense, onde houvesse um mistério a ser resolvido. Principalmente histórias de Sherlock Holmes, onde o mistério povoava a atmosfera dos livros e filmes. Mas também curtia filmes como 007, e filmes antigos como os Intocáveis. Quando comecei a me interessar por quadrinhos, primeiramente com publicação de fanzines, e via alguns amigos com heróis e quadrinhos de policiais, detetives, queria criar uma personagem que pudesse me dar a oportunidade de criar também histórias assim. Daí surgiu a Adriana (nome escolhido de uma grande amiga de infância) e que teve inspiração física na atriz Adriana Esteves. Embora a atriz seja bem mais baixa do que imaginei para a personagem, tinha formas próximas do que eu imaginava. Assim, comecei a escrever roteiros ainda bem amadores, e um dos meus amigos e contatos de fanzines topou criar o visual da personagem. Falo do amigo Laudo Ferreira, que foi o primeiro a dar forma à personagem diante da minha descrição. Além de ter sido também o primeiro a fazer HQs da personagem, publicadas no Múltiplo da época (1993) e republicadas recentemente em PDF, também pelo Múltiplo. A personagem foi criada em 1992, mas, se me lembro bem, foi publicada pela primeira vez em 1993. Ainda estou pesquisando para trazer a data correta de publicação.
 
[Fanzine é uma publicação amadora, produzida por pessoas que nutrem grande interesse por uma determinada cultura – neste caso as histórias em quadrinhos – e desejam compartilhá-la com outros que possuam a mesma preferência.]
 
PF: “Agente Laranja”. O título tem alguma relação com o composto químico utilizado em guerras?
 
AC: O título veio como um estalo ao ver uma reportagem sobre o composto químico. Surgiu daí. Mas a ideia central do título, “Agente Laranja”, se deve ao que será revelado nas edições de origem da personagem que estão sendo produzidas (Volumes II, III e IV). Sendo que o Volume I já deu um spoiler sobre o poder que Adriana terá, de cor laranja, herdado de sua mãe. Nesses volumes teremos a revelação de como esse poder chegou até à personagem. Outros heróis e heroínas farão parte dessa aventura.




PF: Como os leitores e colegas de profissão receberam a personagem?
 
AC: Eu lancei a personagem na primeira publicação do Múltiplo, em xerox, fanzine artesanal mesmo. E os amigos da época eram poucos, mas todos me incentivaram a levar adiante a ideia e desenvolver a personagem. Houve experimentações mesmo naquela época, com HQs produzidas inteiramente por outros artistas/roteiristas, onde dei a liberdade de criação a esses artistas com o intuito de desenvolver melhor a personagem. São diversas HQs que foram produzidas àquela época (recentemente também) que não fazem parte da cronologia da personagem, mas que ajudaram e continuam ajudando a divulgar a personagem a novos leitores. A receptividade atualmente tem sido muito boa, com a personagem participando de diversos crossovers de heróis como também da saga Força Extrema, que será publicada impressa pela editora Kimera.
 
[Na Cultura Geek/Pop, crossovers é o encontro de dois ou mais personagens, cenários ou universos de ficção distintos no contexto de uma mesma história. Podem surgir de acordos legais entre os possuidores dos direitos autorais, ou podem ser fruto de esforços não autorizados de fãs ou outros grupos.]
 
PF: Eram os anos 90, nos quais, inclusive nos quadrinhos, se valorizava muito as personagens femininas com grandes formas, bastante sensuais... Como você acredita que ela (a Agente Laranja) é encarada sob este aspecto hoje em dia?
 
AC: Eu sempre gostei de personagens bonitas, com formas que encham os olhos. Mas o principal é a sua personalidade e caráter. É assim que sempre levei a ideia da Agente Laranja. Não deixo, no entanto, de incentivar que os desenhistas deem formas à personagem, pois acho primordial a sensualidade da mulher numa personagem de HQs. E claro, para mostrar que uma mulher bonita pode ser também superinteligente e dona de sua história. A sensualidade é uma das marcas importantes da personagem assim como de algumas figuras femininas do universo da Agente Laranja. A exemplo das suas irmãs e também da Milena, a Garota Zumbi; que será ponto chave na história do poder que a Adriana herdará da mãe.
 
PF: Além de uma belíssima mulher, Adriana é bastante inteligente, íntegra e habilidosa. Como tem sido o retorno do público feminino ao longo desses anos?
 
AC: Eu acho que o retorno tem sido muito positivo. Minha esposa, inclusive, é minha maior incentivadora para manter essa sensualidade na Adriana. Algumas mulheres ilustraram a personagem, mas uma, em especial, conseguiu captar bem a essência da personagem: a minha amiga May Santos. É importante que mulheres possam participar da história da Agente Laranja, pois muitas vezes o olhar feminino pode acrescentar muito à personagem. Temos artistas masculinos que também dão um toque especial à personagem, mas as mulheres têm algo diferente ao ilustrar a personagem.



PF: Se fossemos estabelecer uma comparação, a Agente Laranja seria uma espécie de “Viúva Negra turbinada” (em função de seus poderes)?
 
AC: Muitos já associaram a personagem à Viúva Negra. Eu curto muito a Viúva, é minha personagem favorita do MCU. Mas quem lê as HQs da Agente Laranja verá que as personagens são completamente diferentes na sensibilidade, na personalidade e nas aventuras que participam. Elas são espiãs, e isso poderá ser confundido e comparado. É inevitável, pois a Viúva é famosa e sempre que surge uma personagem nesse ramo de espionagem, de Polícia Federal, ou mesmo heroína, sempre haverá uma comparação. Mas quem der a oportunidade de conhecer a Agente Laranja, verá que ela tem muito mais a mostrar... e esse poder que ela terá não será a tônica das aventuras dela, será um poder que irá se manifestar em HQs em ocasiões especiais. Curto HQs da Agente Laranja onde o poder não se manifesta nunca, onde ela se mostra mais humana nos sofrimentos e nas angústias que a vida pode trazer. Não quero tirar dela essa humanidade, a capacidade de se emocionar e se relacionar com os seus da forma mais humana possível.
 
[Universo Cinematográfico Marvel. Do inglês Marvel Cinematic Universe, é uma franquia de filmes de super-heróis, cujas histórias se passam no mesmo universo ficcional e que se baseiam nas histórias em quadrinhos da editora estadunidense Marvel Comics.]
 
PF: Por falar em poderes, de onde veio a ideia, porque você quis colocar poderes sobre-humanos em uma habilidosa agente policial? Esses poderes existem desde a criação da personagem? Já houve críticas a respeito?
 
AC: Durante muito tempo algumas pessoas questionavam o porquê de a personagem ser uma heroína, pois suas HQs eram policiais, eram investigações normais e que não denotavam esse tipo de poder. A ideia veio de uma história que li, não me lembro bem onde, mas que falava de halo* de Anjos. Como curto muito histórias que envolvam os mistérios dos Anjos, queria dar à personagem um poder único e que a tornasse uma heroína. Não “super”, como outras, mas que pudesse fazer com que ela participasse de diversos tipos de encontros com heróis nacionais. E isso me deu a oportunidade de trazer isso para a origem da personagem. Os poderes não existem desde a sua criação. Fiquei longe dos quadrinhos por 16 anos (2000 a 2016), e quando retomei a produção, no final de 2016, veio a ideia de dar um “Q” a mais à personagem. A ideia desse “poder Laranja” caiu como uma luva. Críticas eu ainda não vi nenhuma com relação a isso, embora eu tenha certeza de que nem todos entendem ou conhecem a ideia que tenho para a personagem. Mas recebo toda crítica, seja ela boa ou ruim, como aprendizado para desenvolver melhor a personagem. Acredito que tudo vem somar quando você tem a mente aberta para receber a crítica como forma de aprender... e a gente escuta a crítica. Se for boa, acrescenta, se não for, a gente faz como quer e ignora o que de ruim possa aparecer.
 
[Halo é um círculo de luz que envolve pessoas/seres ou objetos.]

PF: Ao longo desses 30 anos, a personagem passou pelas mãos de muitos artistas. Como é para você, o criador, ver a leitura que outros profissionais fazem dela?
 
AC: Eu sempre aceitei bem todas as leituras produzidas com a Agente Laranja, sejam elas gráficas ou de roteiro. Apenas não deixo que HQs que vão de encontro ao que ela representa para mim, sejam feitas livremente. Estou sempre aberto a crossovers e a cedê-la para encontros ou HQs feitas/produzidas por outros artistas, mas dentro de alguns padrões estabelecidos que não comprometam o que imagino para a personagem. Importante também dizer, que tudo isso não fará parte da sua cronologia. Serão formas de apresentá-la a novos fãs e leitores. Além, claro, de interagir com outros universos e personagens.
 
PF: Nesse nosso mercado nacional tão inconstante, ainda um pouco (ou muito) refém dos quadrinhos estrangeiros, como explica a Agente Laranja fazer 30 anos e seguir firme e forte?
 
AC: Acho que todo quadrinista brasileiro é um sobrevivente do seu sonho, de ter o seu material publicado e, quem sabe, ser admirado por leitores de todos os cantos. Nos dias de hoje, se tornou mais fácil publicar uma revista em quadrinhos, embora os recursos para isso não sejam tão fáceis de conseguir. Mas seguimos na luta para publicar os nossos quadrinhos. Com citei anteriormente, devo à minha esposa o incentivo necessário para retomar os quadrinhos, em especial a Agente Laranja, e conseguir levar os projetos adiante. Também tenho grandes amigos nesse caminho que me ajudam nessa empreitada. No lapso temporal que estive ausente, se não fosse ela (minha esposa), me incentivar a retomar a produção, talvez a Agente Laranja ficasse engavetada definitivamente, se restringindo às aventuras publicadas na década de 1990. Mas felizmente eu tive o incentivo necessário para retomar, e hoje acho que nada me faz deixar de produzir a Agente Laranja, mas também trazer outros personagens e universos que estão na minha mente e em breve estarão entre nós em revistas super especiais.
 
PF: Em suas aventuras, a Adriana, está constantemente se relacionando com outros heróis, com criações de outros editores e quadrinistas brasileiros. Existe uma parceria entre vocês e sempre foi assim? 
 
AC: Nem sempre foi assim. No Brasil, as coisas sempre são mais difíceis, o ego muitas vezes atrapalha parcerias que poderiam ser muito produtivas. Mas tenho a honra e fazer parte de diversos universos de HQs nacionais e de consolidar algumas parcerias. Não vou citar nomes pois poderia fazer injustiça com alguém, mas posso dizer que existem muitos amigos que contribuem e muito para que as parcerias possam vir a agregar e a produzir material que não fica devendo nada aos quadrinhos dos EUA e Europa. Vale a pena acompanhar, vem muita novidade aí.
 
PF: Como é a sua relação com as editoras de quadrinhos nacionais? Já houve tentativas da sua parte ou convites para a Agente Laranja ter maior destaque e incentivos?
 
AC: Eu tenho uma boa relação com algumas editoras de quadrinhos nacionais, e também com alguns outros editores, mas ainda não houve um convite para publicar a Agente Laranja. Tenho mantido a produção das HQs da personagem no Estúdio Múltiplo, que é de minha responsabilidade, mas sempre aberto a editores que queiram publicar a personagem no futuro. Uma editora, a Kimera, começará a publicar Força Extrema, e a Agente Laranja faz parte dessa Saga. Pode estar aí um começo do aumento de interesse na personagem e no interesse de editores em publicá-la. Agradeço ao Vanderlei Sadrack, a oportunidade e espero que possamos fazer grandes parcerias no futuro.
 
PF: Como foi e o que representa para o André Carim, para a Editora Múltiplo e para a Adriana, a Agente Laranja ter vencido na categoria Destaques do Ano no Dia do Super-Herói Brasileiro 2021?
 
AC: Posso dizer que foi uma grata surpresa ter vencido esse prêmio. Não esperava mesmo que acontecesse com essa revista (embora ache o trabalho sensacional e conte com artistas de peso e muito bons: Zilson Costa, Alanzim Emmanuel, Gabriel Rocha, Rodrigo Pie e Lancelott Martins). Mas representa uma visibilidade a mais para a personagem, traz uma curiosidade de conhecer mais sobre a Agente Laranja. Agradeço aos parceiros dessa produção pela oportunidade de ser um dos vencedores. E também a quem votou no material, que são os principais alvos de nossa produção, o nosso leitor.
 
PF: Com o boom dos quadrinhos nacionais independentes, o que já vem ocorrendo há alguns anos, você enxerga mais espaço, mais possibilidades para a balzaquiana Adriana?
 
AC: Adriana tem descendência libanesa. O nome dela muitas vezes dava a entender que era inspirado em nomes americanos, o que gerou muitas críticas quando do surgimento da personagem – o “Dee” é apenas uma parte de um dos sobrenomes da personagem. Não sei se esse boom será responsável por mais espaço para a personagem, mas confio que pode ser o começo de uma grande aventura com a Agente Laranja. Que todos se permitam a conhecê-la e me ajudem a trazer quadrinhos de qualidade. Possibilidades existem, mas depende um pouquinho da gente também correr atrás e insistir em publicar, mesmo que muitas vezes a gente não seja completamente entendido.
 
[O codinome da personagem é Agente Laranja, porém, inicialmente, o seu criador utilizava o nome "Adriana Dee, a Agente Laranja". Atualmente o “Dee” foi suprimido.]



PF: Se possível, conta um pouco mais a respeito da edição especial de comemoração que está programada para 2022?
 
AC: A ideia inicial é uma revista, no formato americano, colorida, onde iremos reunir ilustrações de grandes artistas nacionais, de amigos, mas também algumas HQs inéditas da personagem e que façam parte da cronologia. Se possível, uma revista com mais de 100 páginas, um álbum de luxo para tudo o que a personagem representa para mim. Uma forma de agradecer a todos que me ajudaram e incentivaram a levar adiante a Agente Laranja. Muita coisa vai rolar até a publicação, provavelmente pela Catarse, ou até mesmo se alguma editora se interessar. A ideia principal e me divertir com essa edição especial e poder proporcionar um bom divertimento a todos que vierem a adquiri-la.
 
[Catarse é uma plataforma de financiamento coletivo para viabilizar projetos criativos. Começou as suas atividades em 17 de janeiro de 2011.]
 
PF: Passadas os festejos das três décadas de existência, quais os planos para os próximos 30 anos de Adriana, a Agente Laranja?
 
AC: Ideias não faltam, e pode ter certeza, o universo da personagem, que está em expansão, irá crescer ainda mais, trazendo grandes heróis/heroínas novos/novas, vilões dos piores caráteres possíveis e muitas descobertas, muitas aventuras, mas com muita emoção também. Não consigo desvincular a personagem da emoção, de família, de sofrimento humano que irá transformá-la numa pessoa melhor e mostrar que, mesmo com poderes, ela pode ser muito humana no trato com os seus e também com os inimigos. Obrigado pelo espaço, espero ter respondido a contento.

 
REFERÊNCIAS:
AVILA, Gabriel. Enciclopédia reúne grandes quadrinistas para recriar super-heróis brasileiros. HQ/Livros. Notícia. Omelete. 10 out. 2019. Disponível em: https://www.omelete.com.br/quadrinhos/grande-almanaque-dos-super-herois-brasileiros. Acesso em: 28 out. 2021.

CARIM, André. 2022 ESTÁ LOGO ALI!!! Instagram. 25 out. 2021. Disponível em: https://www.instagram.com/p/CVblXJeM2jG/. Acesso em: 23 out. 2021.

DE CAMPOS, Rogério. HQ: uma pequena história dos quadrinhos para uso das novas gerações. Coleção Deslocamentos. São Paulo: Edições Sesc SP, 2020. eBook Kindle. 126 p.
 
TRIGO, Luciano. Balzac, a mulher de 30 anos e a nova gramática amorosa. POP & ARTE. Blogs e Colunas. Máquina de Escrever. Luciano trigo. G1. 8 out. 2017. Disponível em: http://g1.globo.com/pop-arte/blog/maquina-de-escrever/autor/luciano-trigo/. Acesso em: 28 out. 2021.
 
 

 

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