29/11/2021 às 00h16min - Atualizada em 28/11/2021 às 22h09min

Incêndio da Boate Kiss vira minissérie na Netflix

"Todo Dia A Mesma Noite", esse é o título da nova produção da Netflix que irá retratar o incêndio na boate

Flávia Pena - editado por Larissa Nunes
Fachada do prédio onde funcionava a Boate Kiss, pintada de preto e com a frase "oito anos de impunidade". Foto: Fabiana Lemos/RBS TV
A gigante dos streamings Netflix, anunciou recentemente que está desenvolvendo "Todo Dia A Mesma Noite", uma minissérie sobre o incêndio na Boate Kiss, que deixou 242 mortos e 636 feridos na madrugada de 27 de janeiro de 2013 em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. A minissérie é baseada no livro de Daniela Arbex "Todo Dia A Mesma Noite A História Não Contada Da Boate Kiss", lançado em 2018 e que apresenta relatos de pessoas que tiverem ligação com o ocorrido.

O trágico incêndio aconteceu durante uma festa organizada por estudantes universitários da Universidade Federal de Santa Maria (UFMS). O incêndio começou após o vocalista da Banda Gurizada Fandangueira - uma das bandas que se apresentaram naquela noite - acender um sinalizador de uso proibido em locais fechados, o Sputnik é liberado somente para uso externo e algumas regras de segurança devem ser observadas ao acende-lo. O artefato que foi acesso por Marcelo de Jesus Santos, soltou faíscas que atingiram o teto da boate, incendiando a espuma de isolamento acústico.


Os integrantes da banda e um segurança tentaram apagar as chamas, mas não obtiveram sucesso. Em pouco minutos a fumaça se espalhou por toda a boate. A maioria das vítimas morreram asfixiadas pela fumaça. O incêndio da Boate Kiss é o segundo maior da história do Brasil em números de vítimas fatais e o terceiro maior do mundo em casas noturnas.

A minissérie de cinco capítulos tem previsão de lançamento para 2022 e 2023. A produção ficará a cargo da Morena Filmes, direção de Julia Rezende e roteiro de Gustavo Lipsztein. A escritora do livro em que será inspirada a minissérie, comentou nas redes sociais, que os familiares das vítimas já tinham conhecimento prévio da produção da série.

Nesta semana começou o tão aguardado julgamento dos acusados pelas mortes no incêndio. Depois de quase nove anos de espera, o tribunal do júri vai decidir o destino dos denunciados pelo Ministério Público: os dois sócios da boate, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, o vocalista Marcelo de Jesus e o produtor cultural Luciano Bonilha, da banda Gurizada Fandangueira, que se apresentava no local na noite da tragédia.
 
Os quatro vão ser julgados por homicídio simples com dolo eventual de 242 vítimas, tentativa de homicídio de outras 636 pessoas que ficaram feridas.

 

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