05/12/2021 às 22h53min - Atualizada em 29/11/2021 às 21h10min

25 de Novembro: dia Nacional da Baiana de Acarajé

Em meio a um processo de renovação do título de patrimônio cultural, as baianas do acarajé celebram o dia nacional da categoria, uma data festejada há 29 anos

David Cardoso - Revisado por Márcia Nascimento
Baiana de Acarajé em Salvador. (Reprodução: Betto Jr/Arquivo Correio)
Instituída pela Lei nº 12.206, de 19 de janeiro de 2010, a data 25 de novembro é uma homenagem à importância histórica e cultural do personagem Acarajé na Bahia, que se dedica a produzir e comercializar a culinária típica baiana.

O acarajé é uma iguaria típica da culinária afro-brasileira, composta por massa de feijão-fradinho, cebola e bolinhos fritos com sal, a fritura é feita em óleo de palma, pode ser recheado com vatapá, camarão, pimenta ou caruru. Era uma comida destinada aos orixás, chamados Acará, e sua importância na cultura o levou a ser agraciado com o título de Patrimônio da Humanidade pelo Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional em 2005.

Na língua Iorubá, na África, é chamado de “àkara”, que significado “bola de fogo” e “je” significa “comer”. O primeiro acarajé é sempre oferecido a Exu, o orixá da comunicação e da linguagem, que atua como mensageiro entre as divindades e os seres humanos.



Baianas de Acarajé 

O ofício da Baiana de Acarajé já é uma atividade antiga na sociedade, já que no período da escravidão no Brasil no período da escravidão, o comércio de rua, principalmente a venda dos quitutes permitiu que as mulheres escravas e livres fossem além dos serviços nos engenhos e estivessem em diferentes pontos das cidades vendendo o acarajé, para contribuir no sustento da família, além de auxiliar no cumprimento das atividades nos terreiros de Candomblé.

Para Rita Santos,
 carioca, radicada na capital baiana há mais de duas décadas, presidente da ABAM, Associação das Baianas de Acarajé, Mingaus, Receptivos e Similares do Estado da Bahia, o dia Nacional das Baianas é uma forma de mostrar a resistência e perseverança de um povo. "Uma maneira de nos encontrarmos", relata a baiana de acarajé. De acordo com um recente levantamento da ABAM, estima-se que só em Salvador tem mais de 3,5 mil baianas e baianos de acarajé espalhados por toda capital baiana.




Na Boca do Povo

A graduanda em direito Gabriela Silva, 22 anos, mora no bairro boêmio do Rio Vermelho em Salvador, no local, é possível ver diversos tabuleiros das baianas mais conhecidas de Salvador, e para a estudante é impossível não comer um quitute sábado com os amigos. "Costumo sair todos os sábados para caminhar com alguns amigos durante a tarde, e quando passo pelo tabuleiro da minha baiana favorita tenho que parar e comer um... mas às vezes dois", comenta a estudante que além dos dois, levou mais três para casa, para os pais e o irmão.

O Antônio Wilson é surfista e todo sábado após "pegar uma onda" corre para o tabuleiro mais próximo para poder comer um acarajé, segundo ele é uma excelente forma de repor as energias após surfar.

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