04/12/2021 às 15h31min - Atualizada em 04/12/2021 às 15h26min

Crônica: Pensar é mesmo uma aventura

Fernando Azevêdo - Editado por Andrieli Torres
Foto: Unsplash

Tenho de começar aqui me apresentando, certo? Pois bem... Me chamo Felix e tenho 31 anos. Sou um professor de Português e também sou um grande apaixonado por pensar. Valorizo muito esta atividade e, olha, eu diria que é a maior aventura que vivemos, mesmo que sem lembrar a importância disso todos os dias de nossas vidas. 

 

É que pensar nos dá possibilidades. A gente pode saltar de paraquedas, fazer tirolesa e subir uma montanha gigante. Mas, vamos processar essa informação. Primeiro, eu morro de medo de altura. Já não é comigo. Segundo, eu teria de me deslocar muito para fazer isso, e eu não tenho tempo de viajar, pois é fim de ano letivo. Olha… Já desisti. Segundo "mas", eu posso pensar sobre essas aventuras, é bem mais econômico e rápido. Não é a mesma coisa, de fato, mas é uma possibilidade que eu tenho. Me entende?

 

O ser humano pensa e faz as coisas a partir do pensar desde o comecinho da nossa história, e é surpreendente. Era surpreendente no tempo do fogo, por isso eles reproduziam nas pinturas rupestres, e é incrível ainda hoje, com tantas tecnologias que a gente cria para usufruir. 

 

Tenho que ser sincero sobre uma coisa: não gosto de viver repetindo aventuras. Estou sempre em busca de um pensamento diferente, que me desperta algo novo; um outro contexto. Ideias antigas não me caem bem. Afinal, de que adiantaria a criatividade do pensar para desgastar as reflexões, não é mesmo? E nesse ponto eu até lembro de um dos meus pensadores favoritos, o Roland Barthes. Ele acreditava na fluidez, na liberdade; por isso que pensar era a aventura dele também. 

 

Gosto de pensar sobre a literatura. Acho que é o maior exemplo de possibilidades, aquelas que eu falei. A pessoa descobre coisas, viaja para outros lugares, se apega a novas pessoas (os personagens), aprende tanto… E tudo na junção de palavras, frases e sentidos que os autores criam. É incrível! E pensar nos permite interpretar aquilo, relacionar o que a gente lê com o que a gente vive ou viveu, entender o que sentimos sobre. É mágico. Minhas duas aventuras favoritas juntas.  


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