04/12/2021 às 18h53min - Atualizada em 04/12/2021 às 17h57min

Manu Gavassi inova no mercado musical brasileiro e lança o álbum visual de "Gracinha"

Seu primeiro álbum pós BBB nos mostra mais sua versão roteirista e diretora

Laiz Vaz - editado por Larissa Nunes
Manu Gavassi como Gracinha, no álbum vísual de "Gracinha". (Reprodução: Manu Gavassi | Instagram)
Na última sexta-feira de novembro (26), a cantora e atriz Manu Gavassi lançou o disco "Gracinha" e um álbum visual, de mesmo nome, na plataforma streaming da Disney. Onde podemos ver mais o estilo criativo da cantora para roteiro e direção que conhecemos no Big Brother Brasil (BBB) 2020.
 

Além de conquistar o público com os feitos dentro da casa do BBB, os vídeos lúdicos de interação com os seus seguidores no Instagram, que ela deixou pronto antes do confinamento, foram muito marcantes em sua carreira. Segundo o que a mesma já disse em diversas entrevistas, ela roteirizou, gravou e estrelou todos os 130 vídeos em apenas um dia, tendo como equipe a sua família já que não poderia vazar as informações.

 

Depois de deixar a casa mais vigiada do Brasil e explorar seu novo talento para a criação de roteiro e direção, Manu lançou o seu primeiro álbum, pós BBB, "Gracinha" na última semana. O disco conta com nove músicas, sendo elas ‘Gracinha’, ‘Eu nunca fui tão sozinha assim’, ‘sub.ver.si.va’, 'Reggaeton triste’, ‘Tédio’, ‘(não te vejo meu)’, ‘Bossa nova’, ‘Catarina’ e ‘Cansei’. 

 

Para marcar a sua volta a música, Manu mesclou sua versão antes BBB e depois BBB e lançou um filme curto sobre o seu álbum, um feito inédito na música brasileira, como é possível ver no trailer:



Trailer oficial do álbum visual de 'Gracinha'. (Reprodução: Manu Gavassi | YouTube)
 

O ambiente em que se passa a maior parte do álbum visual é o circo, onde Gracinha (Manu Gavassi) é a personagem principal. Mas, mesmo com a história girando em torno de Gracinha, suas perdas e sua volta para o circo, assim como a Manu para sua carreira musical, ela não rouba toda a cena, já que o longa conta com muita representatividade, tanto negra quanto LGBTQIA+, gerando um equilíbrio na história.

 

O filme, álbum visual, segue quase a mesma ordem sonora do disco convencional lançado nas plataformas de música, mas com uma leve interação dos atores, para interligar de uma forma melhor as músicas e a história, com a narração de João Cortez, que também aparece no filme como assistente do dono do circo.

 

Durante o enredo é possível notar que a Gracinha passou por uma perda dolorosa e está triste, sem vontade de trabalhar no circo, mas é forçada a voltar ao trabalho, por exigência de seu chefe e ele ainda coloca como sua responsabilidade o andamento do circo. Sempre reafirmando que ela tem que sorrir, direcionando suas ações, como em um show de marionetes, e nunca levando sua opinião ou vontades em consideração.

 

O que é transformado em sátira dentro do álbum, já que em determinada cena o dono do picadeiro deseja adicionar um trecho ao espetáculo, em que ele irá recitar pensamentos de escritoras mulheres, para demonstrar que a trupe da "voz as mulheres". Em outro ponto do álbum ela volta a criticar o machismo mascarado nos homem que “apoiam o feminismo”, com a frase “nunca gostei dos Mutantes sem a Rita Lee”, que posteriormente em uma entrevista para a Foquinha, a Manu deixa mais explícito o seu posicionamento e protesto feminista por como a Rita na época da banda era desvalorizada e tratada apenas como um ‘rostinho bonito’, além do fato de ela ter sido explusa pelos outros integartes sem nenhum motivo plausivel. 

 

O filme também é muito rico em coreografia, com o seu ballet moderno presente durante todo o álbum, além de um figurino muito moderno, colorido e elegante, completado por maquiagens muito elaboradas e cheia de pressariais e brilho. Os responsáveis por esses feitos são Maitê Molnar, Krisna Carvalho e Carol Roquete, respectivamente.



Assim como na vida real, o álbum visual da Manu mostra que um momento, ação ou frase pode mudar tudo na sua vida, tanto que após ler que ‘O mecanismo exige e exige a minha vida. Mas eu não obedeço totalmente: se tenho que ser um objeto, que seja um objeto que grita’, de Clarice Lispector, Gracinha tem uma epifania e finalmente se torna dona do seu próprio destino, ao som de ‘Cansei’.

 

Vale a pena conferir o álbum visual, mas fiquem ligados que assim como a maior parte dos filmes da Disney, "Gracinha" também conta com cenas pós-créditos com uma participação bem especial ao som de "Tédio".

 
 

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