16/12/2021 às 23h30min - Atualizada em 16/12/2021 às 23h26min

Concurso se torna alternativa para driblar o desemprego

Levantamento da Gran Cursos aponta que 70% dos concurseiros estão desempregados

Heloisa Nogueira - Editado por Andrieli Torres
Foto: Reprodução/Internet
Garantir um bom emprego, ter estabilidade financeira ou uma boa remuneração são alguns atrativos para quem decide prestar concurso público. No entanto, não basta apenas almejar tudo isso sem sair da inércia e abdicar de algumas distrações para dar lugar a uma rotina intensa de estudos, ainda mais quando uma aprovação em concurso se torna a única alternativa para driblar o desemprego.

De acordo com um levantamento realizado pela Gran Cursos (divulgado em agosto de 2020) com 30 mil estudantes, 17,9 mil estão desempregados e, desse total de desempregados, 70% estão sem ocupação por falta de oportunidade.  A instabilidade econômica causada pela pandemia fez com que as pessoas investissem em concursos públicos, é o que mostra o estudo feito pela Associação Brasileira de Concursos Públicos (ABCP), também em 2020; de março a agosto, o número de concursandos cresceu em 40%.

Não são apenas os desempregados que estão investindo em concursos, há também aqueles que o fazem para ganhar uma promoção, como é o caso de Rogério de Paula, que atualmente é sargento do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).

Tendo em vista a atual situação do país, Rogério é privilegiado, já que tem um emprego garantido. O sargento afirmou que o fato de ter um emprego garantido faz com que ele não pratique uma autocobrança muito intensa em relação à aprovação, mas nem por isso deixou de estudar diariamente.
Rogério falou sobre o que muda na rotina de estudos durante a pandemia: “senti falta das aulas presenciais, onde podemos tirar as dúvidas direto com o professor ou com os amigos de sala”.

Outro ponto importante para o concurseiro é o equilíbrio entre o trabalho e o estudo. Rogério pontuou que para conciliar os dois é necessário ter disciplina acima de tudo e que o apoio familiar torna-se essencial.

Ele não considera que concurso seja a tábua de salvação para o desemprego em massa, mas que ajuda recém-formados e pessoas sem experiência na sua área de formação a garantir uma ocupação.

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