07/09/2022 às 21h28min - Atualizada em 07/09/2022 às 21h16min

Nem Sylvester Stallone salva Samaritano de um filme genérico de super herói

Bruno Cunha - Editado por Fernanda Simplicio

 

Algo comum no cinema e no streaming são os filmes de super herói ou baseados em quadrinhos. E acabamos sempre tendo uma novidade sobre este gênero, e aos poucos estamos tendo um longa realmente novo, sem ter um material base. E é por esse caminho que Samaratino busca, mas acaba ficando preso aos clichês e a uma história rasa, que nem o carisma de Stallone consegue salvar.

 

Nessa história conhecemos Sam Cleary (Javon Walton), de 13 anos, suspeita que seu misterioso vizinho, o Sr. Smith (Stallone), seja na verdade uma lenda escondida à vista de todos. Décadas atrás, o Samaritano, vigilante de Granite City, foi dado como morto após uma batalha contra seu rival, Nemesis. A maioria acredita que ele morreu no incêndio, mas alguns, como Sam, têm esperança de que ele ainda esteja vivo. Com o crime agora em ascensão, Sam assume como missão persuadir o Samaritano a sair da reclusão para salvar a cidade da ruína.

 

A narrativa não tem nenhuma surpresa, segue por um caminho seguro e cheio de clichês. Se você acha que existe a fórmula Marvel, esse filme segue ela, é só tirar as piadas, o colorido e ação das lutas, que chega ao denominador do longa dirigido por Julius Avery (Operação Overlord).

 

Nem tudo é um grande problema aqui, por focar nos diálogos e pouco na ação, há como perceber que as cenas são bem colocadas, explorando o protagonista em diversos ângulos. E o passado problemático do herói, o que faz com que ele seja tratado como uma lenda urbana, algo como ‘Elvis não morreu’, ao menos isso é bem sustentado pela trama principal.

 

Mesmo com a boa filmagem, o longa sofre com diversas marcações e pontos de viradas marcados, mesmo se passando em uma cidade fictícia, mal a vemos. Temos cenas em poucos lugares e todas com a mesma estrutura. 

 

A ação é restrita, mas é bem executada como as cenas de Stallone, aproveitando o astro de ação, para muitos socos e chutes, e como Samaritano não possui nenhum poder místico, apenas força bruta e descomunal, fica melhor na proposta de filmagem e não se faz necessário muitos efeitos especiais e CGI, alguns movimentos de câmeras e lutas coreografadas, dão um bom resultado.

 

O tom urbano foi acertado para o tipo de herói que foi adaptado, falou apenas explorar, mais o entorno da situação e cidade. O foco é a relação entre os dois, e pouco ao redor, há bons diálogos e algum aprofundamento em alguns momentos, mas não há como surpreender o espectador em nenhum momento. 

 

Esse é o principal erro de Samaritano, de não ser algo diferente neste mar de superheroísmo, não há um grande ponto de virada ou algo para lembrar dele quando ele acaba. 

 

Stallone novamente contribui para o filme, seja como produtor e roteirista. Ele usa a sua imagem para manter o longa funcionando e a ação voltada para seu protagonista, mas é muito aquém do ele tem feito recentemente.


Samaritano é um filme como fonte de entretenimento e se você estava esperando algo novo, já que o longa prometia isso, mas ficou pelo caminho.
 

REFERÊNCIA

Gomes, R. 
Crítica | Samaritano: Primeiro super-herói de Stallone é sofrido, mas tem boas intenções Cinepop Disponivel em < https://cinepop.com.br/critica-samaritano-primeiro-super-heroi-de-stallone-e-sofrido-mas-tem-boas-intencoes-357260 > Acesso em 30 de agosto.

 

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