07/06/2021 às 19h55min - Atualizada em 07/06/2021 às 20h23min

O cenário do cinema em meio a pandemia do coronavírus no Brasil

Raila Costa - Editado por Fernanda Simplicio
Arquivo pessoal/ Raila Costa

A luz do cinema foi apagada, mas o filme não começou, não teve telespectadores e a porta foi trancada. A luz, câmera e ação foi  deixada de lado e substituída pela palavra   lockdown.  Todos confinados.
No final do mês de fevereiro do ano passado (2020), o Brasil confirmou o primeiro caso do covid-19. Por se tratar de vírus com grande potencial de contaminação o número de infectados aumentou significativamente, diante disso o lockdown foi adotado como estratégia para diminuir a curva de contágio, fechando vários comércios considerados não essenciais, entre eles o cinema.
 A indústria cinematográfica que no ano de 2019, teve um aumento de cerca 7,6% em relação ao ano anterior, criou assim expectativas para o ano seguinte como filmes de empresas como: Marvel, Disney e DC.  Todas no aguardo de salas lotadas  juntamente com a  vibração do público, ao viajar entre os universos que os filmes proporcionam, todos  compartilhando da mesma energia que a cultura tem o poder de proporcionar.
Ao retornar às salas de cinema, o clima de união deu lugar ao distanciamento social, cadeiras isoladas, pessoas pingadas pela sala enorme, por mais que o público sentisse falta da experiência que o cinema proporciona, muitas delas estavam inseguras por conta do contexto de pandemia. Como estratégia de incentivar a volta dos espectadores ao universo cinematográfico, algumas distribuidoras decidiu utilizar o  streaming como uma alternativa de que mais pessoas tivessem acesso que não fosse por meio do cinema.
Para quem não abre mão de viver a experiência de sentar na cadeira  e ver as luzes se apagando e uma história começando a ser narrada em uma tela enorme, iguais às suas expectativas criada sobre o filme. Medidas sanitárias foram implantadas, para tentar garantir a segurança do público, através do uso obrigatório de máscaras, uso de álcool 70º e quantidade de ingressos reduzidos.
Com o avanço da vacinação, o ar de esperança  que o cinema tanto esperava  foi lançado. No entanto, segundo as pesquisas, apenas 57% das pessoas estarão vacinadas até o final deste ano no Brasil, número pequeno se comparado ao Estados Unidos que já vacinou cerca de 56% da população, que poderá desfrutar melhor sem preocupações enquanto assistem os filmes que serão estreados.  Como  Viúva Negra no dia  9 de julho, que também estará disponível na plataforma da Disney+, Jungle Cruise em  30 de julho, Free Guy: Assumindo o Controle, com estreia no dia  13 de agosto.


 

REFERÊNCIAS:

 

ALVES, Robinson. Calendário de filmes 2021: próximas estreias com cinemas reabrindo. tecmundo, 2021. Disponível:<https://www.tecmundo.com.br/cultura-geek/215030-calendario-filmes-2021-proximas-estreias-cinemas-reabrindo.htm>. Acesso: 04/05/2021.

 

NICLEWICZ, Manuella. Pesquisa aponta que 57% da população brasileira estará vacinada até o fim do ano. CNN, 2021. Disponível: <https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2021/05/22/pesquisa-aponta-que-57-da-populacao-brasileira-estara-vacinada-ate-o-fim-do-ano>. Acesso: 05/06/2021.

 

PINHEIRO, Chloé. Grande estudo mostra como o coronavírus chegou e se espalhou pelo Brasil. Veja, 2021. Disponível:<https://saude.abril.com.br/medicina/grande-estudo-mostra-como-o-coronavirus-chegou-e-se-espalhou-pelo-brasil/>. Acesso: 05/06/2021.

 

SACCHITIELLO, Bárbara. As dificuldades e perspectivas da reabertura dos cinemas. meio&mensagem, 2020. Disponível:<https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2020/07/16/as-dificuldades-e-perspectivas-da-reabertura-dos-cinemas.html>. Acesso: 05/06/2021.

 

VIDIGAL, Lucas. Biden anuncia meta de vacinar 70% da população adulta dos EUA contra a Covid-19 até 4 de Julho. G1, 2021. Disponível em:<https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/05/04/biden-anuncia-meta-de-vacinar-70percent-da-populacao-contra-a-covid-19-ate-4-de-julho.ghtml>. Acesso: 05/06/2021.

 


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