25/10/2022 às 23h42min - Atualizada em 26/10/2022 às 00h26min

Netflix libera mais um longa de Halloween

A Maldição de Bridge Hollow aposto num humor mais fácil e leve

Tailane Santos - Editado por Fernanda Simplicio
Netflix / Reprodução
O mês de outubro está quase acabando e a cada dia estamos mais próximos do tão esperado Halloween. Apesar de não ser uma tradição brasileira, muitas pessoas gostam de comemorar, sendo com festas temáticas ou apenas acompanhando produções que discorram sobre o tema. Então, nada mais justo do que indicar produtos assim.

No dia 14 de outubro, sexta-feira, a Netflix lançou mais um filme voltado para o Dia das Bruxas, A Maldição de Bridge Hollow. Estrelado por Marlon Wayans e Priah Ferguson, o filme mistura fantasia e comédia, além de trazer alguns sustos. Porém, não chega a ser inovador, repetindo clichês típicos de outras produções.

Acompanhe o trailer:



Atenção: Pode conter spoilers

O clichê é o mesmo de todos os outros: A família se muda para outra cidade, a contragosto da filha. A garota descobre que a casa onde estão morando pode estar assombrada, então ela decide usar o Tabuleiro Ouija para se comunicar com o espírito de Madame Hawthorne, uma médium que viveu e morreu naquela casa – fórmula básica para dar errado e que sempre é usada em filmes. A diferença nesse é que o espírito a responde na hora, quando geralmente ele ignora o chamado, a pessoa não finaliza o jogo e aí ele assombra as pessoas.

O pai da garota é um cientista extremamente cético, que acredita que tudo tem uma explicação lógica e concreta para acontecer. Ele é muito protetor com a filha, não a deixando fazer suas próprias escolhas e sempre querendo decidir o que ela deve ou não seguir, como entrar para o clube de ciências e lutar karatê. Percebemos ao longo do filme essa mudança dele para com ela, a liberdade que a menina vai alcançando com o tempo, mas também como essas atividades que ele a obrigava a fazer também foram úteis no final das contas.

Como já comentado anteriormente, o filme tem uma pegada de fantasia, lembrando outros filmes de Sessão da Tarde, como Abracadabra e Goosebumps, por exemplo. O terror é praticamente descartado nessa produção, porém, alguns sustos podem ocorrer.

Honras a Marlon Wayans, por entregar muito em seu papel. O ator de As Branquelas e Todo Mundo em Pânico conseguiu trazer novamente seu humor característico ao personagem, que, apesar de bobo, arranca algumas risadas. Ele soube brincar com o lúdico e a seriedade, trazendo algumas alfinetadas e ironias, principalmente quando se tratavam de questões raciais.

Voltando ao clichê da trama, logo a garota descobre que o espírito que ela libertou, lá no começo, era na verdade de Jack Pão-duro (ou Jack da Lanterna), que começa a dar vida às decorações de Halloween da cidade – que são muitas, dado que a cidade é apaixonada (leia-se surtada) pelo feriado. Como era de se esperar, agora cabe a ela e seu pai consertarem a situação e salvarem a todos. No decorrer da história vamos entendendo o motivo do pai repudiar tanto o Dia das Bruxas, além da clássica cena de motivação para enfrentar o vilão.

Um dos pontos mais negativos foi o não aproveitamento de determinados ganchos para um desenvolvimento maior da história, mas que se aproveitados repetiriam clichês. Como a aranha ter hesitado para atacar a menina, mas ter ido atrás do pai, o diretor ser um fã de coisas do oculto, o medo do pai, e toda a cidade conhecer a família. Foram apenas cenas “jogadas” em cima de nós, com pouca exploração.

Num geral, é um filme bom. Ele cumpre a proposta inicial, de não ser algo tão elaborado e mais leve. Um filme para a família assistir durante a tarde, comendo pipoca. O elenco foi bem escolhido, as atuações naturais, além da equipe de dublagem ser muito boa. O ponto mais positivo, com toda a certeza, vai para o figurino e cenário. Foi tudo bem escolhido e pensado, com decorações assustadoras de Halloween e efeitos especiais dignos. Vale a pena conferir!

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