08/05/2021 às 18h16min - Atualizada em 08/05/2021 às 17h47min

Conheça cinco lendas urbanas 'horripilantes' de Sergipe

Algumas das histórias mais curiosas e misteriosas desse estado

Lucas Lima - editado por Larissa Nunes
Créditos: Raphaela Curty/ Reprodução: Viajar Verde

Nos anos 2000, o programa do Gugu estreava um dos seus quadros mais famosos: Lendas Urbanas. Em questão de alguns meses no ar, o quadro ganhou notoriedade do público. Se você era uma criança naquela época, com certeza morria de medo das histórias assustadoras que marcaram uma geração. 

 

Apesar de ganharem destaque com o programa, lendas urbanas existem por toda parte. Reais ou não, eis a dúvida. Para homenagear o estado de Sergipe, neste texto, trouxemos um compilado de cinco lendas que fazem parte da história do estado, aquele lugarzinho pequeno no nordeste, mas rico em folclore. Ao longo do tempo, essas lendas receberam ‘contornos’ próprios com depoimentos passados de geração para geração.

 

O maníaco da seringa

Começou como lenda, mas adiante foi provada como verdadeira. A história conta que um homem misterioso que morava nos arredores da cidade de Indiaroba realizava assaltos a noite. Ele ameaçava suas vítimas com uma seringa, que segundo relatos, o homem afirmava conter seu sangue infectado pelo vírus HIV.

Esse tipo de história não é novidade, casos similares já foram registrados em outras cidades brasileiras, espantando as pessoas com os relatos. Porém, este caso em Sergipe se tornou lenda por acontecer em uma cidade pequena do interior e por nunca terem avistado o tal homem da seringa.

Mas o que era uma lenda acabou sendo comprovado como verdadeiro. O jornal F5 News, em 2011, publicou a notícia que o maníaco tinha sido identificado e preso pela polícia. De acordo com as informações, o suspeito era um homem de 32 anos que tinha histórico de assaltos em outra cidade do estado, Itaporanga. O maníaco da seringa foi preso devido uma mobilização dos moradores que começaram uma busca coletiva na tentativa de caçá-lo.
 

A loira do Augusto Franco

Para quem acompanhava as lendas exibidas no programa do Gugu, provavelmente já ouviu sobre algum caso parecido. Segundo a lenda, uma loira vagava a noite pelo bairro Augusto Franco, na capital sergipana. No primeiro caso, ela pediu carona para um taxista e ao chegar ao destinatário, a moça sumiu misteriosamente. Em busca de respostas, o taxista perguntou sobre a loira na casa em que ela tinha apontado antes do desaparecimento. A moradora contou que a suposta loira se tratava de uma antiga residente que tinha falecido há alguns anos.

Na época, a história aterrorizou os taxistas da região por muitos dias. Vários ficaram com medo do relato e evitaram ao máximo realizar corridas a noite pelo local. Desde então, surgiram vários relatos de moradores da região sobre terem avistado a suposta loira vagando pelas ruas do bairro. 
 

Criança da ponte na cidade de Estância

Esta é uma lenda passada entre gerações. A história conta que uma criança aparece a noite debaixo da ponte de uma fábrica localizada na cidade. Não sabem ao certo se é um menino ou menina, o único aspecto físico que conseguem notar são seus olhos brilhantes que parecem uma fogueira acesa. Seu aparecimento vem acompanhado de um choro inocente que atrai a atenção de curiosos. 

 


 

Não se sabe mais informações sobre a tal criança e faz muito tempo que ela não é avistada pelos moradores. É uma lenda antiga que se tornou parte do folclore da cidade. A história é tão curiosa que já foi citada em um programa jornalístico do estado, o SETV 2, na reportagem o jornal buscou falar com pessoas que tinham familiaridade com a lenda e formulou algumas especulações sobre o caso. Acredita-se que a criança se trata de um espírito relacionado aos festejos juninos que acontecem no mês de junho. A cidade é famosa pela festa contendo muitos fogos e fogueiras, deixando a cidade bastante iluminada e por esse motivo, a criança teria olhos tão brilhantes. 

  

O lobisomem do sertão

A lenda se passa na região do alto sertão sergipano e há relatos de que a criatura foi avistada nas cidades do entorno. A história conta a existência de um homem com feições muito similares as de um bicho. Ele é alto, tem unhas compridas e vaga a noite de lua cheia durante o mês junino pelas estradas de terra do sertão. 

 

A lenda circula pela região há anos e é alimentada de geração a geração. A criatura é chamada de João Valentim, um homem comum ao dia e a noite assume identidade de um lobisomem. Segundo a lenda, ele nunca fez mal a ninguém, porém quem o avista vagando, leva um susto e tanto. 


Reginalva é uma das pessoas que diz já ter avistado a criatura. Moradora da cidade de Nossa Senhora da Glória, ela afirma ter medo de pronunciar seu nome. Segundo seu relato dado ao jornal SETV, ela contou que antes de esbarrar com o lobisomem do sertão, já conhecia a lenda através do seu pai. No momento do encontro com o bicho, ela relatou que sentiu um cheiro forte de enxofre e que não conseguiu avistar seu rosto devido ao escuro. 

 

Outros avistamentos foram feitos pelos moradores. Todos têm convicção de se tratar do tal João Valentim. A lenda ganha ainda mais força durante o período junino, momento do seu aparecimento.

 
O mistério da ilha Grande

 

Ilha Grande é uma ilha situada no município de São Cristóvão. Habitada por uma pequena comunidade, a região é popular pela sua festa do samba de coco pela sua vasta quantidade de coqueiros. O mistério que assombra a ilha há décadas é sobre a lenda de uma mulher de cabelos compridos que assusta crianças a noite. 



Suas aparições assustam os moradores da pequena ilha e segundo a lenda, ela se esconde no topo dos coqueiros e vaga a mata assustando crianças com seus cabelos longos, vívidos e pretos.


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