28/06/2021 às 20h28min - Atualizada em 27/06/2021 às 21h37min

Três referências da vida real na série Loki

Laiz Vaz - revisado por Jonathan Rosa
Pôster de divulgação da série Loki (Foto: Reprodução/ Disney+)

Há três semanas todas as quartas, é lançado um novo episódio da série Loki no Disney+. A obra que se conecta diretamente com os filmes do UCM é o terceiro seriado exclusivo da plataforma da Disney que expande os acontecimentos dos filmes. 


A trama que narra a história da variante Loki após sua fuga com o Tesseract em Vingadores: End Game, tem apresentado, além de inúmeras novas possibilidades para o futuro da Marvel graças a introdução da Autoridade de Variância Temporal (AVT), várias referências ao mundo fora das telas. Fato que instiga a curiosidade dos fãs. Descubra 3 destas alusões a seguir.

 

No primeiro episódio, em uma conversa com o Mobius (Owen Wilson),  Loki (Tom Hiddleston) afirma ter se passado por D.B. Cooper, responsável por um misterioso roubo que ocorreu em 1971 nos Estados Unidos. O crime em questão é o sequestro do Boeing 727, quando um homem alegou estar com uma bomba a bordo da aeronave e pediu a quantia de R$200 mil dólares para liberar o avião. Após receber a quantia e decolar com o Boeing novamente, o criminoso saltou de paraquedas e nunca foi encontrado.


A Marvel colocou Loki como o sendo o verdadeiro autor do crime. Segundo o personagem, a situação seria em consequência de uma aposta feita com o Thor (Chris Hemsworth). E no momento em que o Loki, como D.B. Cooper, salta do avião o irmão e Heimdall (Idris Elba) o levam de volta Asgard a através do portal, dando assim,  um desfecho para o crime que até hoje é considerado sem solução.


Já no capítulo seguinte, quando Mobius está mostrando a Loki sobre suas variantes e explicando como cada uma delas é diferente da outra, é apresentada brevemente uma versão do Deus da trapaça como um ciclista ganhador do troféu Tour de France. Essa é uma referência ao ex-atleta Lance Armstrong, um famoso esportista que já participou de diversas competições e colecionou muitas vitórias. 

 

Porém, após conquistar por sete vezes o Tour de France, considerada a corrida mais prestigiada e difícil do ciclismo, o que concedeu a Lance a fama mundial, a trajetória do ciclista acabou. Isso porque a Agência Antidoping dos Estados Unidos, conseguiu provar que Lance usou substâncias ilegais para competir, fazendo assim com que o atleta devolvesse todos os seus troféus do Tour de France e fosse banido da liga. 

 

Durante toda sua carreira, Lance, sempre foi acusado de usar substância para melhorar seu desempenho, mas nunca havia provado isso, e ele, obviamente, sempre negava. Agora, a utilização de doping para ganhar uma competição seria uma atitude que, sem dúvidas, o Deus da Mentira poderia tomar no mundo real, não é?

 

A última referência é a mais sutil, ela aparece no episódio da semana passada quando as duas variantes de Loki conversam sobre suas similaridades e apontam que ambas são bisexuais. Ao longo das cenas de todo o capítulo é possível notar uma variação entre as cores  rosa, roxo e azul, que também compõem a bandeira bisexual.

 

O personagem sempre foi considerado como tendo o gênero fluido, tanto na mitologia nórdica, quanto nos quadrinhos, porém esta foi a primeira vez que a Marvel deixou a informação explícita. Vale lembrar que estamos no mês do Orgulho LGBTQIA+, então foi no tempo ideal para o UCM homenagear a comunidade. 

 

A Marvel sempre utilizou de pequenos detalhes em suas produções para gerar um impacto em suas histórias e nesta quarta com certeza aparecerão mais referências.


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