06/10/2021 às 19h55min - Atualizada em 04/10/2021 às 21h56min

Mitologia Grega: Os Titãs

Dos Deuses Primordiais vieram seres hÍbridos transmorfos poderosos, que reinaram a Terra por muito tempo, até a chegada da Titanomaquia.

Luize de Paula - editado por Luhê Ramos
Guerra da Titanomaquia Fonte: Reprodução

Da união dos Deuses Primordiais Gaia e Urano, surgiram doze seres híbridos transmorfos. Nenhum era completamente humano e todos eram seres poderosos. Os chamados Titãs, assim como os Deuses Primordiais surgiram na obra Teogonia de Hesíodo, ainda no início dos tempos.

 

Urano e Gaia nunca se afastavam, eram fisicamente unidos, o que fazia com que seus filhos ficassem presos dentro dela. Gaia, então, com dores insuportáveis por carregar os filhos incentivou que eles separassem a mãe e o pai. 

 

Um deles, Cronos, derrotou o pai. Seu sangue, ao tocar a Terra, gerou as montanhas, os mares, as florestas e as Erínias, a personificação da vingança. Seu esperma, gerou Afrodite e ao ser derrotado, Urano profetizou que assim como ele, seu filho que o destronou, também seria destronado por um filho.

 

Assim, céu e Terra não eram mais apenas um e a vida na Terra se iniciava na chamada Idade de Ouro.

Cronos e a Titanomaquia

Cronos era o mais famoso dos titãs, conhecido por comer seus próprios filhos e mutilar o pai Urano com sua foice. Com sua irmã Réia, teve vários filhos e temendo a história se repetindo, comia-os. No entanto, Réia o traiu. Quando Zeus nasceu, Réia deu a Cronos uma pedra para que ele engolisse pensando que fosse seu filho. 

 

Zeus, se uniu à sua mãe para derrotar o pai, dando a ele uma poção que o fez vomitar seus outros filhos. Ao lado de seus irmãos, Zeus derrotou Cronos e outros titãs em uma grande batalha chamada Titanomaquia. 

 

A batalha durou 10 anos. Enquanto os Deuses se encontravam no monte Olimpo, os titãs ficaram no monte Ótris. Além dos Titãs, Urano e Gaia tiveram outros filhos, como os três gigantes conhecidos como Ciclopes, que ficaram do lado dos Deuses na batalha. Os ciclopes também forjaram os relâmpagos utilizados por Zeus.

Em seus poemas, Hesíodo descreveu a guerra como uma luz que fazia qualquer um confundir o céu e a Terra como uma coisa só. A Terra sendo esmagada e o céu caindo sobre ela. Os ventos se sacudiam e os barulhos de trovões, raios e relâmpagos - armas de Zeus - eram ensurdecedores.

 

Os titãs derrotados foram mandados para uma prisão no Tártaro - com exceção de Oceano, Ceos, Tétis, Mnemosine e Têmis - e seu reinado chegada ao fim.

 

Zeus se tornava o Deus dos Deuses e uma nova era começava.

Os outros Titãs e Titânides

Oceano, o titã mais velho, era representado pelos rios, fontes e mares. Já Crio, representava o inferno, o frio. Hipérion representava as forças solares, o fogo astral e a visão, assim como sua irmã Téia. Conhecida como uma divindade solar, com seu irmão teve três filhos: Hélio (o sol), Selene (a lua) e Éos (a aurora).

 

Ceos era um titã obscuro da inteligência e tem destaque por ser avô de Apolo e Artemis. Jápeto teve também destaque por dois de seus filhos: Atlas - considerado por alguns como um 13º titã -, que enfrentou em vão Zeus e recebeu como castigo por falhar em sua missão a responsabilidade de carregar o mundo nas costas e Prometeu, criador dos mortais.

Tétis era a titânide representante da fertilidade e da capacidade reprodutora das águas. Com Oceano, teve milhares de filhos. Febe, “a luminosa”, teve uma filha com seu irmão Ceos, chamada Letó. Letó, em um romance com Zeus, deu à luz a dois Deuses gregos: Apolo e Ártemis. 

 

Têmis era a titânide da justiça e sabedoria, sendo a segunda esposa de Zeus. Inventou os oráculos e rituais religiosos. Segundo alguns textos, antes de Apolo era conhecida como a Deusa das profecias. 

 

Mnemósine era a titânide da memória e foi também uma esposa de Zeus. Dessa união, nasceram as nove musas, Deusas da literatura e de todas as artes e ciências. Já Réia era irmã e esposa de Cronos, a quem traiu ajudando Zeus. 


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