09/11/2021 às 12h37min - Atualizada em 08/11/2021 às 09h09min

Exposição "O Compadre de Ogum" reúne 30 obras do artista Carybé no SESC-Centro em Feira de Santana

O evento marca a reabertura da galeria de artes

William Haxel - Revisado por Márcia Nascimento
Estátua de Ogum | Galeria de artes (Foto: William Haxel)
Desde o março de 2020, a exposição de Carybé, inspirada na obra literária "O Compadre de Ogum" de Jorge Amado, encontra-se exposta na galeria de artes do SESC-Centro em Feira de Santana. Por conta do cenário pandêmico, as visitas ficaram suspensas devido os protocolos de segurança pública. Entretanto, com a diminuição dos casos de contágio e morte pelo COVID19, as atividades voltaram à programação normal, de segunda a quinta-feira das 10h às 17h, sexta-feira das 10h às 19h e aos sábados das 9h às 14h30. Para a visitação, é necessário seguir todos os protocolos sanitários. 

A exposição Carybé que ilustra Jorge Amado é composta por 30 quadros produzidos para a abertura do especial realizado pela TV Globo com a adaptação da segunda parte do livro "O Compadre de Ogum". Os quadros expostos são serigrafias assinadas e numeradas pelo autor em 1997, produzidas através de aquarelas.


A expografia tem o objetivo principal colocar o público em contato
diretamente com as obras e Carybé, também tem o compromisso de promover discussões sobre a literatura e contribuições culturais dos diversos povos africanos, indígenas de diversas etnias e europeus envolvidas no Brasil na época. Abrange inclusive assuntos com temas religiosos envolvendo as tradições ritualísticas e culinárias. Envolvidos nesses aspectos artísticos e culturais, o espaço promove visitações gratuitas para todo tipo de publico.
 
A narrativa começa com a prostituta Benedita, que, depois de longa ausência, aparece com um bebê nos braços e, antes de desaparecer de novo, entrega-o ao negro Massu, que ela alega ser o pai da criança. Massu, que vive de fretes, precisa batizar o menino antes que complete um ano. Escolhida a igreja e a madrinha, resta o problema maior: eleger o padrinho da criança.

Para não melindrar nenhum amigo, Massu consulta os orixás, e o próprio Ogum decide ser o padrinho. A situação põe em polvorosa a comunidade boêmia de Salvador. Mães e filhas de santo, prostitutas, jogadores, todos se mobilizam para o grande acontecimento, embora nem sempre os planos ocorram da maneira programada. Publicado originalmente como um dos relatos de Os pastores da noite, O Compadre de Ogum foi transformado em minissérie em 1995. Como parte de Os Pastores da Noite, foi filmado em 1975 por Marcel Camus.

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