02/04/2022 às 19h14min - Atualizada em 02/04/2022 às 19h57min

Halo não empolga no seu começo, mas promete boas cenas de ação

A série não tem início empolgante principalmente e mostra não se importar com que não conhece a franquia

Bruno Cunha - Editado por Fernanda Simplicio

Os games Halo são um grandes produtos da Microsoft, inclusive eles são exclusivos do Xbox. As narrativas de Master Chief são cinematográficas, então era esperado que suas aventuras fossem para outras mídias.

 

A Paramount+ tem investido na sua plataforma de streaming com produções originais, para aumentar sua quantidade de assinantes. E Halo é uma dessas apostas da empresa, que terá episódios semanais. O primeiro episódio que está disponível na plataforma, não conseguiu empolgar os fãs, por ter alguns problemas em algumas cenas e um CGI questionável em cenas chave.

 

A ação no começo do episódio é intensa, e mostra que Kyle Killen e Steven Kane podem não ter abordado algum arco do game ou dos livros, mas sabem o material que têm em mãos. Os Spartans (Como são chamados os guerreiros nos exoesqueletos) contra os Covenants (Os principais inimigos), temos a abertura perfeita, mas o que vêm a seguir, não é tão emocionante assim.

 

Há muitos excessos neste primeiro episódio, principalmente nas diversas tramas que são apresentadas de uma forma apressada. Claro, que para um fã é um pouco mais fácil, mas quem nunca ouviu falar na franquia, ficará perdido. Faltam explicações de alguns conceitos e de motivações dos personagens. 

 

Isso acaba não gerando empatia do espectador, por ser muita informação de uma vez. Isso acaba sendo agravado pela troca de narrativas que ocorrem. É interessante por mostrar que a série será plural, com diversas tramas ocorrendo, mas falta aprofundar o que ocorre em cada ‘lugar’. Talvez essa seja a missão dos próximos episódios. 

 

Essa velocidade prejudica a abordagem da mitologia de Halo, principalmente por não ser simplesmente uma guerra entre humanos. A série é conhecida pela abordagem política, a relação entre os guerreiros, os avanços tecnológicos da época distópica e todo o comando de equipe de Master Chief. Esse primeiro episódio não dá esse formato, o que deixa a trama geral genérica.

 

Halo não adapta nenhum arco já apresentado, o que é interessante inicialmente, porém ele não utiliza termos estabelecidos e principalmente, não se preocupa com quem está sendo apresentado pela primeira vez ao universo. Os desdobramentos são um exemplo, eles seguem como deveriam ser, o fã entendeu, mas faz pouco sentido para o novato.

 

Essa frustração ao menos diminui quando o episódio vai desacelerando, e temos o protagonismo de Chief (Pablo Schreiber) que entende que pode ser algo além de um soldado. Suas motivações são claras e com base forte no game Halo: Guardians, mesmo que os produtores e diretores negam que tenham utilizado. Talvez seja só uma referência de narrativa. 

 

O visual de tudo é deslumbrante,  a adaptação live action é perfeita quanto a cores, formas e características de armas e armaduras. Mesmo com um CGI questionável,  a ação e os movimentos são ótimos. Inclusive a mistura entre efeitos práticos e visuais nas grandes cenas impressiona e encanta. As batalhas que são onde há o comando de Master Chief mostram todo o poder do personagem. 

 

Mesmo com um começo decepcionante, há muito material por vir. A série possui uma segunda temporada encomendada, e há muitos episódios para serem exibidos (A primeira temporada possui 9 episódios), então Master Cheif ainda pode salvar o dia.

 

SPOILER: sim, a série mal começou e já temos o protagonista mostrando o rosto.

REFERÊNCIA:

AVILA, G.
Ação empolgante não salva série de Halo de início morno Jovem Nerd Disponível em:
https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/halo-serie-primeiras-impressoes/. Acesso em 29 de mar. 2022.



 


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