08/04/2022 às 20h33min - Atualizada em 08/04/2022 às 21h23min

Sonic 2 confirma que o universo dos games no cinema é possível

Novo filme mostra que até os games merecem ter seu universo nos cinemas, mesmo que seja apenas para divertir

Bruno Cunha - Editado por Fernanda Simplicio

Sonic (2020) foi um um dos filmes que tem algumas marcas para carregar, foi um dos últimos filmes lançado nos cinemas sem ser impactado pela pandemia, e ter o seu visual alterado por pedido dos fãs após os primeiros trailers e cartazes liberados. E agora temos a sequência que traz Tails e Knuckles para as telonas. 

 

E assim como o primeiro filme, o longa é divertido, com ação e para toda família, mas agora com mais elementos para a construção de ‘sonicverso’ pela  Paramount Pictures. Aqui temos uma pequena passagem de tempo entre um longa e outro, mas fica claro nas primeiras cenas que Sonic faz parte do planeta Terra e sua presença se tornou algo comum, inclusive ele age com um vigilante, como vimos no trailer. A solidão mostrada no primeiro filme é substituída pela diversidade de conteúdos. 

 

Ele mantém a fórmula como conhecemos, seja pela quebra da quarta parede ou pelas piadas centradas no protagonista. A diferença fica pela inserção de Sonic em novos elementos e principalmente não depender de Robotnik (Jim Carrey) em alguns arcos. E a inserção de seu parceiro Tails reforça os novas histórias. 

 

A narrativa é com Sonic e sobre ele, se antes James Marsden e Natasha Rothwell são para ser a família do ouriço na Terra, aqui eles assumem um papel mais coadjuvante e fora da narrativa principal. O que traz muita animação para o filme do que a interação entre elementos live action e e digitais do primeiro filme. 

 

O destaque ‘real’ é novamente Jim Carrey ele novamente consegue unir a vilania com trejeitos que nenhum outro ator consegue. Mesmo com o bigode e careca característico do personagem, ele nunca perde a graça. Ele mostra muito carisma e consegue nos divertir de uma forma inesperada para quem capturar o protagonista. 

 

A ação é diferente do primeiro filme, ela é mais imersiva e brinca melhor com os poderes de Sonic. Mesmo tendo muitos elementos digitais do que efeitos práticos, a aventura é elegante e imersiva. O espectador se sente próximo a ela, e consegue inclusive trazer um perigo real, já que pensamos que o vilão pode conseguir em alguns momentos. 

 

Tails é grande companheiro e tem um tempo de tela intenso, mas é Knuckles (Idris Elba) quem o aproveita melhor, ele é rabugento, badass e implacável em suas cenas. A primeira inclusive (Que não está no trailers) é memorável. Ele cativa mesmo sendo um ajudante do vilão. 


 

E pela primeira vez temos os games com mais influência, temos as esmeraldas do caos e o clã das Equidnas como ameaças. O que é ótimo, pois a aventura está toda aqui, apenas isso é o suficiente para trazer divertimento e Sonic na sua melhor forma. 

 

A trama segue sem riscos, ou dentro do esperado, se preferir, já que temos novamente um filme mais infantil, não compromete, mas toma riscos. A diferença fica pelos elementos da cultura pop que Sonic expressa, ele absorve tudo o que conhecemos e traz tudo em seus diálogos. Como The Rock que é citado novamente. 


Sonic 2 incorpora mais elementos e traz um universo para ser explorado, pelos dois lados. E principalmente sabe usar o que os games construíram, sabendo trazer tanto o amante do ouriço quanto alguém que é apresentado a ele pelo cinema. É divertido e é para toda família, mesmo sendo diferente do primeiro filme.

REFERÊNCIA

M, Wilker
Crítica | Sonic 2: O Filme – Esbanjando carisma e diversão, sequência é uma carta de amor aos fãs Cinepop Disponível em: < https://cinepop.com.br/critica-sonic-2-o-filme-esbanjando-carisma-e-diversao-sequencia-e-uma-carta-de-amor-aos-fas-339702/ > . Acesso em 08 de abri. 2022

 

 


 

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