18/04/2022 às 20h56min - Atualizada em 18/04/2022 às 17h34min

A revolução do Spotify na indústria musical e a criação dos Charts

O streaming fez renascer o topo das paradas, lançando seu próprio sistema de listas de música

Beatriz Costa Rodriguez - editado por Larissa Nunes
Logo do Spotify Charts. (Foto: Reprodução / Site Spotify Charts.)

O que são as charts do Spotify?
 

O Spotify charts é um site que apresenta diariamente, o ranking das músicas mais populares no streaming. A ferramenta funciona com uma espécie de termômetro para saber quais são as tendências musicais do momento. O site divulga as listas das 200 mais tocadas, permite descobrir quais são as 50 faixas que mais cresceram e faz um levantamento detalhado sobre quais músicas tiveram sucesso em dias específicos.
 

As charts do Spotify vieram para concorrer com outras listas de músicas, nos Estados Unidos, a Billboard Hot 100 continua sendo a principal referência de sucesso. Mas no Brasil, sem uma parada oficial, o termômetro musical se tornou a lista das mais ouvidas do Spotify Brasil. Podemos ver a prova disso, quando a cantora Anitta chegou em primeiro lugar no Top Global da plataforma se tornado assim um grande hit com a música “Envolver”, que levou cada vez mais as pessoas começaram a conhecer a cantora, não só no seu país, mas principalmente mundo afora; o feito elevou ainda mais seu reconhecimento internacional.

 

A influência do Spotify na indústria musical
 

Desde a sua criação, o Spotify vem revolucionando a indústria musical, a plataforma foi lançada em 2007 em uma época onde a pirataria estava em ascensão com downloads ilegais e o compartilhamento de arquivos introduzidos pelo Napster, Limewire, Torrent entre outros. E a chegada do Spotify, contribui para o aumento do consumo legal de música. 
 

Em um estudo realizado no Reino Unido pelo pesquisador de mercado YouGov, a pirataria de música caiu de 18% em 2013 para 10% em 2018 – e 22% dos entrevistados que baixaram música ilegalmente disseram que esperavam parar em cinco anos.

De fato, um estudo de 2019 sobre toda a pirataria online pela American University International Law Review afirma: “Nossa principal conclusão é que a pirataria online está diminuindo.”
 

O algoritmo da plataforma é programado para saber exatamente o gosto musical dos assinantes e recomendar músicas através da lista Descobertas da Semana, que existe desde 2015 e é atualizada toda segunda-feira com base no seu histórico. E existem ainda as Daily Mixes, desde setembro de 2016, que são playlists diárias com músicas selecionadas precisamente.

Com esse algoritmo, é possível identificar qual artista está sendo mais tocado, mais procurado e ele privilegia esse artista, deixando em destaque para um público maior.
 

A equipe de curadores de playlists da plataforma (conhecidos como editores) desempenham um grande papel no sucesso de uma música: um lugar privilegiado em playlists populares.

 

Temos como exemplo a música “As It Was” do Harry Styles que virou um hit, que está no Top 200 do streaming e com isso está no momento em várias playlists criadas pela equipe da empresa para aumentar assim ainda mais o número de streams.
 

O Spotify por ser um serviço on demand, com a possibilidade de ouvir qualquer canção na hora que quiser, inovou na indústria musical impactando na descentralização da música, porque barateou o custo e deu mais acesso ao público o que consequentemente também estimulou mais ainda a produção musical.
 

A empresa revelou em seu relatório fiscal, de ter alcançado em 2021 a marca de 406 milhões de usuários mensais ativos e 180 milhões de assinantes premium.
 

Sendo assim, hoje o Spotify é o maior serviço global de streaming de música do mundo. Com tanto poder e influência sobre a indústria musical, o Spotify decidiu criar o weekly charts para se tornar uma referência de tendências, uma fonte confiável de informações sobre diversos artistas e o contexto de criação das suas músicas. Se comportando como um rico ecossistema com os dados armazenados sobre seus usuários, a partir de seu algoritmo, conseguiu também se transformar em uma rede social, e ainda concorrer contra o YouTube.



 


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