30/04/2019 às 11h14min - Atualizada em 30/04/2019 às 11h14min

Denúncias de assédio moral são feitas por ex-funcionários da Livraria Cultura

Numa luta contra os maus tratos sofridos durante a época em que trabalhavam para a empresa, ex-funcionários se uniram mais uma vez contra a livraria no dossiê “Causos de trabalho”

Carolina Rodrigues - Editado por Bárbara Miranda
MONTAGEM: Carolina Rodrigues
A Livraria Cultura está em maus lençóis há longa data. Desde 2013 funcionários denunciam o assédio que acontece dentro das lojas com os funcionários. O assunto voltou à tona após o coletivo Passa Palavra, divulgar um depoimento em que três ex-funcionários relatam as perseguições do gerente, além de ameaças, assédio moral, horas extras não-pagas...

Os problemas começaram em 2012, foi quando aconteceu o primeiro grande corte de funcionários na loja matriz de São Paulo e restaram apenas 12. O salário foi cortado para menos da metade, segundo um dos entrevistados. Um ano depois, outra demissão em massa aconteceu em Curitiba, após uma das funcionárias escrever, e divulgar entre todas as livrarias, um texto em que dizia não estar de acordo com a maneira como o salário era pago – inclusive, todos que responderam a mensagem, independente da resposta, foram demitidos.

O mau tratamento durou por muito tempo. No início de 2016, com a campanha de volta às aulas, e sem funcionários o suficiente para suprir todas as funções, quem sobrou precisou de reorganizar para dar conta da rotina: decidiram priorizar o atendimento telefônico, depois o pessoal e por último a organização do espaço. Mas tudo começou a virar um caos porque não havia tempo hábil para organizar a livraria. Devido a má organização, o dono da empresa fez uma reunião e um discurso humilhando os funcionários, vendedores, auxiliares de venda e gerentes da loja. O lugar foi comparado a um chiqueiro e os funcionários a porcos.

A pressão dentro das lojas para que poucas pessoas exercessem o trabalho de várias, o atraso no pagamento do salário, demissões sem o pagamento indenizatório e principalmente o mau tratamento do gerente aos colaboradores, foram os motivos pelos quais os funcionários travaram uma guerra interna contra seus superiores, unidos no chamado Pacto de Mediocridade.
 

Em 2018, ex-funcionários protestaram dentro da Livraria Cultura em São Paulo pelo atraso de três meses das verbas rescisórias | FONTE: Passa Palavra
 
Em resposta aos novos depoimentos, a livraria Cultura se manifestou em sua página do Facebook, alegando tristeza e a valorização da liberdade de expressão. Nos comentários, contudo, não é difícil encontrar relatos de (e sobre) ex-funcionários que adoeceram devido à cultura de medo instaurada na empresa.
 

FONTE: print screen

A história ainda não teve desfecho. Mais atualizações do caso são feitas na Passa Palavra. Para saber mais sobre a guerra travada na Livraria Cultura, você pode acessar os links:
Matéria Original: confira a parte um clicando aqui.

Outros relatos de casos que aconteceram:
Mais histórias da Livraria Cultura (I) - https://passapalavra.info/2019/04/126264/
Mais histórias da Livraria Cultura (II) - https://passapalavra.info/2019/04/126353/
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