05/06/2021 às 16h09min - Atualizada em 05/06/2021 às 16h21min

Army Of The Dead: Invasão em Las Vegas acerta no ritmo, mas erra na profundidade da história

Bruno Cunha - Editado por Fernanda Simplicio
Army Of The Dead: Invasão em Las Vegas entrega tudo, zumbis, tiros e explosões, mas esquece de aprofundar cada um deles, mas ao menos diverte e traz uma boa história.

O novo longa de Zack Snyder feito para a Netflix, diz que depois de um surto zumbi em Las Vegas, um grupo de mercenários faz a aposta máxima: arriscar-se na zona de quarentena para o maior roubo já tentado por alguém.

O longa marca o retorno do diretor ao gênero de zumbis, já que ele dirigiu Madrugada dos Mortos de 2004, que é uma grande homenagem a George Romero, já que ele basicamente adaptou as histórias do escritor para uma ideia mais moderna. E depois de realizar obras como 300, Watchmen e a versão de 4 horas de Liga da Justiça. O SnyderGod está de volta ao gênero que o trouxe ao grande público.



Aqui é uma história até que original baseadas em zumbis, pois há um surto, porém ele fica restrito a cidade americana de Las Vegas, que está cercada por containers e vigiada pelo exército. E o grupo de mercenários liderados por Dave Bautista (O Drax, de Guardiões da Galáxia) devem entrar em um casino e roubar o cofre.

Em teoria, um filme de assalto misturado com zumbi, mas não, Snyder que pela primeira vez divide o roteiro, tem muitas narrativas que vão aos poucos sendo trabalhadas por causa de equipe heterogênea. Então, entre um morto vivo e outro aguarde uma pequena subtrama.

Esse acaba sendo o principal problema de Army, ele tem muita coisa pra contar em pouco tempo, e muitas dessas histórias ficam perdidas ou com um encerramento questionável. Há ao menos uma forma de linear dos eventos, e pelo menos temos alguns encerramentos.

Ele pode ter problemas quanto a subtramas, mas nas cenas de ação, ele não decepciona, temos explosões, tiros e muitos zumbis sendo abatidos. Inclusive nestas cenas, não temos aquelas tomadas clássicas do diretor, aqui ele usa uma câmera mais próximas nos diálogos, e planos mais abertos na ação. Estes planos nas cenas de embates entre zumbis e humanos, traz profundidade e mostra a imensidão de Las Vegas tomada.



E falando em gente morta, a maquiagem feita para os zumbis alfa e tigre zumbi (Que é 100% digital) é de alto nível. São aquelas maquiagens que cobrem boa parte do corpo e os atores escolhidos, mesmo sem uma fala, entregam um processo corporal elogiável.

E por ser um filme de ação, não espere grandes arcos dramáticos, aqui tudo é decidido com uma bala na cabeça, sem personagens profundos ou carismáticos. Mesmo com o excesso de tramas, nenhum deles consegue sustentar uma grande cena. O ritmo é intenso e raso, mas é bem-feito.

Zack mostra novamente que ele é um contador de história, que se preocupa em começo, meio e fim. (Claro, com algumas coisas pra um futura sequência já oficializada pela Netflix), mas falta profundidade, pois temos aqui aquele típico filme que quando ele acaba, mal conseguimos lembrar de todos os personagens, pois é tudo acelerado e dinâmico.

Novamente, não estou dizendo que Army Of The Dead: Invasão em Las Vegas é ruim, só estou dizendo que ele é um bom de ação com zumbi e só. Nada além disso.

REFERÊNCIAS:
MORALES, M. 
Army Of The Dead | Crítica: Zumbis, bons personagens e uma extravaganza típica de Zack Snyder. ARROBA NERD. 21 de Mai. 2021. Disponível em: < https://www.arrobanerd.com.br/army-of-the-dead-critica/ > . Acesso em 01 de jun. 2021.

TALARICO, F. Army of the Dead – Invasão em Las Vegas | Crítica. JOVEM NERD. 21 maio. 2021. Disponível em: < https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/army-of-the-dead-invasao-em-las-vegas-critica/ >. Acesso em 01 de jun. 2021.


 

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