28/06/2021 às 11h13min - Atualizada em 28/06/2021 às 10h53min

Resenha: Din e o Dragão aposta em roteiro simples e com leves críticas

Ivan Fercós - Editado por Ana Terra
Resultado da parceira dos estúdios: Sony Pictures Animation, da Beihing Sparkle Roll Media Corparaticion e produzida pelo ator Jackie Chan. Em tempos de pandemia, a animação Din e o Dragão Genial chega como um doce respiro para lembrar de que verdadeiramente a leveza de viver é estar com as pessoas que amamos e curtir os momentos ao seu lado, ao invés de se preocupar com status e acumular riquezas.

Logo nos primeiros takers é mostrado como um simples rabisco pode servir de elo entre duas pessoas, no caso, para a história de amizade de Din e Li Na. Eles se conheceram no jardim de infância quando a professora ensinava o símbolo do dragão, porém, ambos foram criativos e desenharam a figura do dragão cuspindo fogo. Nascia ali uma bela relação de cumplicidade, até que Li Na e seu pai se mudam do cortiço, deixando para trás o seu amigo.

Reprodução: Netflix

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Os anos se passaram e os dois cresceram, Li Na agora é um rosto muito conhecido e cobiçado no mundo da moda e propaganda. Enquanto, Din tenta terminar a faculdade conciliando com os picos como entregador de um fast food oriental. Já em outra vizinha, casa nova e vivendo em outra realidade, Li aproveita uma vida de luxo devido os negócios da família. Din, um jovem trabalhador de Xangai, na China, apesar dos anos sem contato, ele ainda sonha em se reunir com sua amiga que se mudou há anos do subúrbio da cidade. Eis que em uma das entregas, Din recebe um bule verde de um senhor nada convencional em meio a restos de construção, dizendo ser um Deus. A noite do mesmo dia, o jovem descobre que aquele presente é mágico e que dentro dele há um dragão, esse vai realizar 3 desejos.

A animação é uma adaptação de um conto japonês do século XI, outra história derivada desse mesmo conto é a animação de Alladin da Disney – com pequenas alterações, mas a essência continua ali. Através deste conto somos apresentados ao universo dos dragões gênio. Eles só aparecem para os portadores do bule e devem ter 10 mestres e concedê-los a cada 3 desejos para assim poder ir para o céu celestial.

Reprodução: Netflix

Reprodução: Netflix


Long Zhu, o dragão do bule, era um homem muito rico e influente, mas devido a sua arrogância terminou só. Como castigo, foi aprisionado em bule e transformado no mítico animal até terminar a sua tarefa, muitos desses desejos foram concebidos a amos gananciosos e individualistas. Um dragão sarcástico e engraçado - um típico gênio cansado. Ele odeia o trabalho e alguns momentos têm ideias egoístas e perversas aprendidas em vida e “aprimoradas” após contatos com os antigos mestres. O alívio cômico começar com o choque de realidade, a última vez que ele saiu do bule foi em 1817, ao sair ele fica maravilhado com as modernidades. - “Isso é magia negra”.

O Din é o décimo e último mestre de Long Zhu que só quer tornar os desejos dele em realidade e ir embora. Eles são dois extremos, totalmente opostos, um humilde e o outro elitista. O jovem vive semeando as lembranças de infância onde ele e Li Na jogavam pipa, comiam na rua, faziam as tarefas escolares juntos. Conforme o tempo foi passando, o dragão gênio foi percebendo os valores nas pequenas ações. Como a falta de afeto do pai Li Na afetava-a. Como o pessoal do cortiço se preocupava uns com outros e por que rever uma amiga de infância se tornava mais importante para o seu mestre do que ter montanhas de ouro.

REFERÊNCIAS:
LORENA, Gabriella. Crítica | Din e o Dragão Genial. Estação Nerd, 2021. Disponível em: <https://estacaonerd.com/critica-din-e-o-dragao-genial/>. Acesso em: 20 de jun de 2021.
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