25/11/2021 às 00h33min - Atualizada em 25/11/2021 às 00h32min

Crônica I as experiências de host Family de Sophia Marzotto

Ruth Heveline - revisado por Jonathan Rosa
Bandeira dos Estados Unidos e do Brasil. (Fonte: Reprodução/ Adobe Stock)

Imagina você ir para um país com uma cultura diferente da sua e morar com uma família que você nunca viu na vida. Pois é, não é fácil. Mas , Sophia Marzotto,  uma youtuber e Social Media, com apenas 17 anos, viveu isso. Em 2017 ela foi fazer um intercâmbio de seis meses no Arkansas, sul dos Estados Unidos.  A  chegada na  primeira host family (família que hospeda, em sua casa, estudantes estrangeiros no país de destino) não foi exatamente o que ela esperava. Apesar de algumas semanas boas, com o passar dos dias Marzotto percebeu que a situação dentro de casa com seus anfitriões não estava indo bem.

Em uma conversa Sophia me contou como foi a sua experiência:

-Nos primeiros dias o host dad (pai anfitrião) raramente conversava comigo e me ignorava: era como se ele não tivesse concordado com sua esposa de ter em sua casa uma intercambista. A host mom (mãe anfitriã) no dia a dia tinha atitudes psicológicas e controladoras que me deixavam triste e assustada, além de que ela  me xingava  por coisas que eu não sabia sobre sua cultura. A host mom basicamente queria que eu chegasse sabendo dos comportamentos, costumes e regras de uma família americana. Reclamava do jeito que eu falava, não deixava ajudar a grandma host (vó anfitriã) no restaurante, sendo que não passou as regras da casa quando cheguei, e ficava  cobrando e sendo rude comigo por coisas que não sabia sobre a cultura americana. Essas e outras outras situações corriqueiras foram acumulando e  me fazendo sofrer com aquilo que estava acontecendo.

Com isso, decidi mudar de host Family e pedi ajuda a uma pessoa responsável para me dar suporte na troca de família. Lembrando que fiz isso sem minha host mom saber. Quando chegou o dia da troca de família, a minha mãe me levou até o local e quando eu entrei no carro o clima  ficou  bastante tenso. No caminho ela disse que não entendia por que eu estava tomando aquela decisão e tudo que estava fazendo era para o meu bem e para eu amadurecer. Mas de forma bruta só me magoava. Apesar dos desentendimentos que ocorreram com meus pais eu amava os outros membros da família: minha host sister (irmã anfitriã) e host grandma, visto que criei um vínculo com eles.

Chegou o grande dia da mudança, o dia de eu conhecer minha segunda host Family, para minha felicidade eu fui muito bem tratada e acolhida por um casal de mais de 60 anos que ficou comigo até o fim do meu intercâmbio. Podemos dizer que tive um final feliz!

Mas, se você estiver se perguntando se eu estou de bem, atualmente,com meus  primeiros host parentes, sim, estou!

Ela me pediu perdão e até me segue nas redes sociais, além de que mantenho contato com a família.

Talvez você, querido(a) leitor(a), depois dessa minha experiência vivida longe do Brasil, pense mil vezes antes de fazer um intercâmbio, né?

No entanto, você acredita que eu não me arrependo de ter ido e viveria tudo de novo? Sabe por que? Foi lá que eu amadureci e aprendi a lidar com as situações da vida. Convivi com duas famílias diferentes, fiz muitas amizades, conheci a cultura americana e tantas outras coisas incríveis.

Chegando ao fim, um conselho que te daria se você for fazer intercâmbio é que  na hora de escolher o período de morar lá, escolha um ano e não 6 meses, porque se pudesse voltar ao tempo escolheria com certeza o de maior duração.


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