04/04/2022 às 22h52min - Atualizada em 04/04/2022 às 18h24min

Internautas apontam hipocrisia no discurso de Arthur Aguiar sobre o puerpério

Psicóloga explica a importância da ajuda na fase pós-parto

Letícia Abreu - editado por David Cardoso
Arthur Aguiar no Big Brother Brasil 2022 (Foto: Reprodução/ Globo)
No dia 20 de março, o participante do BBB 2022, Arthur Aguiar comentou durante o programa sobre o sofrimento da mulher logo após o parto, conhecido como puerpério. A fala apontada como hipócrita pelo público, ocorreu quando o apresentador, Tadeu Schmidt, perguntou aos brothers, Eliezer e Gustavo, como eles se sentiram ao fingirem cuidar de bebês recém-nascidos na dinâmica. Arthur utilizou o momento como gancho para falar sobre o que sua esposa passou logo após o nascimento da filha. 
 
“Não tem como a gente não lembrar, lembrei da Sophia (filha de Arthur e Maíra). Graças a Deus, passou essa fase. A mulher sofre muito, o peito fica machucado, porque a criança quer mamar o tempo todo. A gente fica tentando decifrar o que que tá acontecendo com a criança, se é cólica, se é fome”, disse o ator. 
 
 
 
Esse discurso não passou despercebido pelos internautas, que relembraram o vídeo feito por sua esposa, Maíra Cardi, em 2020. No vídeo em questão, a ex-BBB expõe que não teve ajuda de seu marido no pós-parto e que chegou a abrir os pontos da cesária, pois tinha que cuidar da filha e de Arthur, sozinha. Ela ainda comenta que não tinha a ajuda de uma babá, pois o ator pediu que fosse assim. 
 
 
O casal tem diversas polêmicas que repercutem diariamente na internet, escândalos envolvendo traições e abusos, tudo exposto anteriormente pela influencer em suas redes sociais. Em um outro vídeo ela se mostra preocupada com a possibilidade de ter contraído algumas IST do marido durante uma de suas traições e, em um caso mais grave, transmitir para sua filha através da amamentação. No entanto, o casal ainda vive junto.
 
 
Para entender melhor o puerpério, a psicóloga perinatal Lívia Machado, explica o que é esse período tão desafiador para as mulheres.
 
“Apesar de muitos ainda acreditarem no mito da maternidade em que os pais não podem ajudar em nada, a única coisa que eles não podem fazer, é amamentar. O pai pode dar o apoio emocional para a mãe, buscar o bebê para a mãe amamentar. Pode manter a casa em ordem, dar banho no neném – o que, inclusive, favorece o vínculo entre o pai e o bebê, através do contato pele a pele”, começou a profissional. 
 
“É uma fase complicada e é pesado passar por isso sozinha, sem o apoio de uma outra pessoa – não necessariamente o pai”, acrescenta.
Ela explica que, para a psicologia, o período puerperal dura em torno de dois anos e é um período de muitas mudanças. Durante a gravidez, a mulher produz muitos hormônios e logo após o parto, essa produção cai muito rápido. Com a falta desses hormônios, ela sofre com a privação de sono, a amamentação – que desgasta muito a mulher, diversos sentimentos, como frustração, culpa, tristeza e irritação, além da adaptação com o recém nascido. 
 
"Tudo que acontece durante a gravidez e o puerpério podem afetar psicológicamente. É uma pressão muito grande para você voltar a ter seu corpo de antes do parto, e nas redes sociais nós vemos, mesmo que seja só um recorte da vida daquela pessoa, mulheres que se recuperam muito rápido no pós-parto e 'eu' não. Então tem essa pressão muito grande e qua não deveria ter, porque cada corpo vai no seu ritmo e isso pode gerar frustração.", finalizou.
 

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