02/10/2022 às 23h56min - Atualizada em 02/10/2022 às 23h42min

Crítica do filme A Mulher Rei [The Woman King]

Com Viola Davis, o filme A Mulher Rei traz uma celebração de força, de cultura e identidade muito poderosa e emocionante de se assistir

Pedro Henrique dos Santos - Editado por Ana Terra
(Reprodução/Divulgação: Sony)
O filme A Mulher Rei The Woman Kingé inspirado e baseado na história real das guerreiras Agojie, também conhecidas como Amazonas de Daomé – Dahomey em inglês –, que aconteceram no Reino de Daomé entre os séculos XVII e XIX.
  
O filme mostra a Nanisca (Viola Davis), como a general do exército militar feminino, que combate as forças invasoras que buscam violar a honra, escravizar e destruir tudo o que o povo do Daomé construiu.

Saiba sobre a história das "Amazonas de Daomé".


O longa carrega uma narrativa interessante que faz o público se sentir dentro da trama. A produção do filme pensou em todos os detalhes, desde a linguagem utilizada, figurinos, a ambientação da época pensando nos locais apresentados, como muros do palácio do Rei Ghezo, até a beira-mar onde existe o comércio de escravos.
 
Com um triunfo narrativo e visual, o filme traz uma celebração de força, de cultura e identidade muito poderosa e emocionante de se assistir, com personagens interessantes e cativantes.
 
Contando com 2 horas e 14 minutos de duração, o filme faz consegue prender o público e não fica cansativo. Somos convidados a entrar na tribo das guerreiras de elite da guarda real do Rei Ghezo (John Boyega) através da jovem rebelde Nawi (Thuso Mbedu), entregue ao rei pelo seu pai devido seu comportamento explosivo. É por Nawi que conhecemos os detalhes por dentro do exército das Agojie.
 
O grande foco do filme é mostrar o quanto essas guerreiras são fortes e estrategistas. A soberania e superioridade que o exército das Agojie tem sobre os outros reinos é um dos grandes arcos do filme. Além claro, da batalha com os guerreiros do Reino de Oyo.
 
O longa desenvolve histórias paralelas, mas nada que nos deixe perdidos, todas as histórias são bem estruturadas e se completam. São histórias sobre a ameaça do Reino Oyo, sobre suas guerreiras, sobre o Reino de Daomé.

O filme conta com atores e atrizes majoritariamente negros, valendo ressaltar a atuação de Viola Davis como a General Nanisca, Tsudo Mbedu como Nawi, Lashana Lynch como Izogie a segunda no comando do exército, e Sheila Atim como Amenza conselheira e confidente de Nanisca.

A Mulher Rei é um filme com grandes cenas de combate, algumas violentas, mas nem tanto sanguinárias, com passagens melodramáticas e com atuações incríveis, algumas que nos fazem sentir a dor da personagem.

Mesmo com todos os desafios, o Reino de Daomé consegue se unir graças a suas tradições, rituais que mostram a força desse grupo para defender não, a apenas si próprias, mas também seu reino. E no fim, após muitos anos, o Rei de Daomé terá o posto da Mulher Rei
– aquela que governará ao lado do Rei – ocupado.
 
REFERÊNCIAS:
MORALES, Miguel. A Mulher Rei| Crítica: Espectáculo épico de guerra liderado pela sempre fenomenal Viola Davis. 2022. Disponível em: <https://www.arrobanerd.com.br/a-mulher-rei-critica/>. Acesso em: 27 de setembro de 2022 às 10h25. 
 
SANTOS, Pedro Henrique. Conheça as “Amazonas de Daomé” inspiração para o filme The Woman King, com Viola Davis. 2022. Disponível em: <https://labdicasjornalismo.com/noticia/10378/conheca-as--amazonas-de-daome--inspiracao-para-o-filme-the-woman-king-com-viola-davis>. Acesso em: 27 de setembro de 2022 às 11h15. 

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