23/10/2022 às 18h32min - Atualizada em 23/10/2022 às 18h16min

As bruxas de Salém

Entenda a história de bruxaria mais famosa de todos os tempos

Larissa Varjão - editado por David Cardoso
Bruxas. (Foto: Reprodução/Portal Catarinas)
O Halloween no Brasil é conhecido como “Dia das Bruxas”, essa personagem é associada a algo ruim, é feia, malvada e macabra, mas não é exatamente assim. As bruxas são mulheres comuns, independentes, que durante a idade média eram acusadas de praticarem atos considerados demoníacos pela igreja, como ter poderes sobrenaturais.
 
Em meados do século 14 até o 18, toda mulher que não se considerasse católica ou que tivesse comportamentos fora dos tradicionais considerados poderia ser acusada de bruxaria e levada à fogueira por isso. Porém, o caso de Salém ficou conhecido por ter sido um mal-entendido.

 
A história

Em fevereiro de 1692, nos Estados Unidos, a filha de nove anos do Reverendo de Salém, Samuel Parris, e mais duas meninas ficaram doentes. Elas gritavam, se contorciam e tinham comportamentos estranhos. Pressionadas por religiosas locais, as meninas acusaram três mulheres de serem culpadas da doença:
Tituba, uma escrava; Sarah Good, uma mendiga; e Sarah Osborne, uma pobre idosa.
 
Tituba confessou uma relação com o diabo e também acusou outras mulheres que foram presas, e com isso, várias outras acusações foram chegando.



O número de acusadas não parava de crescer e, no dia 27 de maio de 1692, o governador William Phipps criou um tribunal especialmente para os casos de bruxaria. O primeiro julgamento foi o de Bridget Bishop, acusada de bruxaria por ser fofoqueira e promíscua. No dia 10 de junho se tornou a primeira pessoa enforcada sob a acusação de bruxaria.
 
Uma menina de quatro chegou a ser presa e um ministro da igreja foi enforcado ao ser considerado o líder das bruxas. Mais de 150 suspeitos foram presos. Houve 20 execuções – incluindo um homem esmagado por pedras.  
 
O fim só chegou quando o presidente da
Universidade Harvard pediu para que William não considerasse sonhos e visões como evidências em testemunhas e já que a mulher do governador também tinha sido acusada de bruxaria, e então ele aceitou. Com o passar do tempo, as condenações diminuíram, e as declarações de desculpas começaram como a do juiz Samuel Sewall, que pediu perdão publicamente por ter errado em seus julgamentos. No dia 14 de janeiro de 1697, o Tribunal Geral de Salém promoveu um dia de jejum em respeito às almas das mulheres condenadas.

Em 1711, as famílias das vítimas receberam dinheiro como forma de indenização, mas o estado de Massachusetts só se desculpou formalmente pela atrocidade em 1957, 250 anos após os enforcamentos.


 
Anos mais tarde, uma teoria popular proposta por Linnda Caporael na revista Science em 1976, apontou que a atividade paranormal diagnosticada pelo médico, era, na verdade, resultado de uma contaminação por um tipo de fungo encontrado em centeio, trigos e outros cereais, já que o contágio por esse tipo de fungo pode causar vômito, contrações musculares e alucinações. Porém ainda há muitos
estudos e teoria sobre o que pode ter causado isso nas meninas.
 
A história de Salém se tornou famosa é um exemplo dos casos de bruxaria na idade média. Hoje, o caso é considerado um exemplo de histeria coletiva. O enredo se transformou no filme “
As Bruxas de Salém”, lançado em 1996. Além disso, a cidade é citada em vários outros filmes de bruxas.

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