30/11/2019 às 14h53min - Atualizada em 30/11/2019 às 14h53min

Em Maceió, Bienal Internacional do Livro abriu espaço para artesãos

"Feirinha cool" divulgou marcas, trabalhos e artistas de Alagoas

Jéssica Viturino - Editado por Alinne Morais
Além dos livros, Bienal teve artesanato (Foto: Jéssica Viturino)
A cidade de Maceió recebeu a 9° edição da Bienal Internacional do Livro em novembro, no bairro de Jaraguá. O evento contou com várias palestras, artistas, alguns conhecidos nacionalmente como a Monja Coen, Erom Cordeiro, Manuela D’avila, Braúlio Tavares, Gustavo Lacomb, Lola Aronovich, entre outros.
 
Nesta edição, as ruas do bairro de Jaraguá ganharam vida. A programação estava composta com oficinas, lançamentos livros, área de lazer para crianças, atrações e feiras culturais, além da famosa feira de livros.
 
Para a estudante de jornalismo da UFAL, Emanuella Lima a feirinha cool foi importante para conhecer o trabalho de artistas informais de Alagoas e de outros estados. “Todos os locais que visitei estavam lindos, mas os alimentos veganos me chamaram a atenção por se tratar de uma área ainda pouco conhecida. É muito importante para mim saber que existem pessoas e negócios que se importam em levar alimentos saudáveis e sem origem animal”, enfatizou Emanuella.

A feirinha cool estava arrancando atenção dos visitantes e ficou situada no Beco da Rapariga. Seu principal objetivo era divulgar marcas, trabalhos e artistas de Alagoas, reunindo pessoas com ideias em comum sobre uma nova forma de empreender a partir dos saberes e das experiências de cada um. Como foi o caso da Natália Mendonça, que já atuou no RH de uma empresa. Ela deixou seu antigo trabalho para investir em bijuterias artesanais que aprendeu quando era criança com a mãe. Hoje suas peças são a sua principal fonte de renda. “Trabalhar com a auto estima feminina é muito interessante, fazer as mulheres se sentirem bonitas e acredito muito no meu trabalho”, disse a artesã. 
 

 
Bijuterias de Natália Mendonça (Foto: Jéssica Viturino)

 
Nas cores vivas, mergulhar na cultura nordestina de peças para o ambiente domiciliar, como um porta talher, feito de bordado, nécessaire, kit de organização e beleza, guardanapos ecológicos entre outras peças, todas elas feita de pano 100% algodão, cada uma com estampa diferente e vários modelos. 
 
Vitória Maria, graduanda em ciências biológicas tem há quase dois anos a marca ArtVitória, sempre inovando e mostrando para as pessoas a beleza das suas peças manuais. Desde pequena Vitória teve o contato com a arte através de sua mãe, ela a ajudava a pintar e a confeccionar as bonecas de pano. “Eu sempre gosto de perguntar o que as pessoas precisam, porque assim como eu que precisava de um porta talher, tem pessoas que precisam de coisas e não conseguem fazer ou encontrar, então eu sempre busco desafios e peças novas para criar", conta. 

 
Artesã Vitória Maria com suas peças (Foto: Jéssica Viturino)

Para as artesãs um dos principais desafios é a desvalorização das pessoas porque elas estão acostumadas a comprar peças de fábrica e não dão tanta visibilidade as peças manuais.
 
Durante a Bienal teve a presença ilustre, Monja Coen, que deu uma palestra na escadaria da Associação Comercial, próximo a feirinha.

 
Dentro da feirinha teve ainda o stand de objetos da religião budista, idealizado por Daniel Arlindo que contou que sente prazer em criar peças orientais. Com a madeira ele cria várias peças que chamam a atenção. Tudo o que ele produz é com materiais recicláveis, plásticos, madeiras. “Desde pequeno eu fazia meus próprios brinquedos, meu pai era design de jóias e eu sempre trabalhei com ele na oficina eu sempre peguei as ferramentas e trabalhei com vários tipos de segmentos”, diz.
 
Obras de Daniel Arlindo (Foto: Jéssica Viturino)

Ao pensar no meio ambiente Marcele Laís, graduada em Agronomia resolveu abrir uma loja itinerante e trabalhar com as plantas, ela anda com sua kombi nomeada de Flórida, uma homenagem a sua avó. A Flórida já possui pontos específicos, como a praça do skate, às sextas-feiras, das 20h às 16h, e sempre participa de feiras. Nela existem vários tipos de plantas e cactos para todos os gostos. 
 
A presença da feirinha cool foi essencial para Bienal e se tornou um local de interação entre as diferentes camadas sociais. Além disso, foi o espaço onde a comunidade apreciou o trabalho de artistas e valorizou a cultura do estado de Alagoas.
 
Marcela Láis mostrando os cactos (Foto: Jéssica Viturino)

Daniel Arlindo mostrando suas obras (Foto: Jéssica Viturino)

Natália Mendonça com as suas bijuterias (Foto: Jéssica Viturino)

Marcela Laís ao lado da sua Kombi Flórida (Foto: Jéssica Viturino)
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