07/04/2019 às 14h39min - Atualizada em 07/04/2019 às 14h39min

Cinema: estudo e profissão

O mercado cinematográfico em Brasília e Brasil após a Lei da TV Paga

Naryelle Keyse e Águida Leal
Gregory Boissy | GettyImages
O cinema costuma contar muito mais que uma história de ficção para entretenimento. Quem se apaixona pela sétima arte aprecia a forma poética da vida, a forma mágica de contar diversas histórias e mexer com os sentimentos de quem assiste. O audiovisual consegue conquistar por conseguir falar com todos os públicos passando uma mensagem direta, ou com espaço à reflexão.
 
É comum ligar esta profissão à Hollywood e, no máximo, à ponte Rio-São Paulo. De fato, o cinema é parte do ar destes locais, mas a cada dia que passa outras cidades ganham espaço, como Brasília.
 
A capital nasceu do encontro entre diversos intelectuais e artistas de todo país nas áreas de arquitetura, política, economia e culinária, não sendo diferente com a cultura. Graças a Paulo Emílio Soares e Nelson Pereira dos Santos, pioneiros na cidade, tivemos o primeiro curso superior de cinema, na Universidade de Brasília e temos, atualmente, um dos festivais mais prestigiados do país.

Campos da Unb | Créditos: Arquivo

Campos da Unb | Créditos: Arquivo


Campos da Unb | Créditos: Arquivo

A ex-estudante da Universidade de Brasília, Carol Moreira fala abertamente sobre o curso. A youtuber, cineasta e apresentadora do canal Warner dá dicas de estudo, aborda experiências para ajudar outros jovens que têm vontade de trabalhar na área e compartilha críticas de filmes. Nas redes sociais Carol recebe muitas perguntas sobre a área de formação. Ela deixa claro a diferença entre grades curriculares entre instituições e para ela, a técnica ensinada em sala de aula é diferente da prática, sendo na prática onde as coisas realmente acontecem.

Carol Moreira | Créditos: Tudo e Todas

Carol Moreira | Créditos: Tudo e Todas


Carol Moreira | Créditos: Tudo e Todas

Assim como toda profissão, a de cineasta é muito instável. No Brasil, as maiores oportunidades estão nas redes televisivas e jornalísticas principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo. “Nunca trabalhei em produção de filmes, com o cinema mesmo. Trabalhei como continuísta em agências de publicidade em Brasília e em alguns curtas em São Paulo. É um meio muito difícil ainda, precisa ter contatos. O importante em toda área da comunicação é networking. Quanto mais pessoas você conhecer, mais fácil será conseguir vaga em certos lugares”, conta Carol. Quanto à remuneração, segundo a youtuber, os valores variam muito. No entanto, existem sindicatos que oferecem tabelas de valores específicos para cada tipo de trabalho em set.
 
Em seu canal no YouTube, Carol conta mais detalhes sobre a profissão de cineasta.



    Uma das coisas que contribuiu para o crescimento do mercado cinematográfico brasileiro nos últimos anos, foi a necessidade dos canais de TV fechada em criar e produzir conteúdos novos. Essa demanda surgiu em 2011, ao mesmo tempo em que a Lei da TV Paga foi aprovada no Congresso Nacional. O principal intuito é valorizar a cultura brasileira e incentivar uma nova dinâmica para produção e circulação de conteúdos audiovisuais produzidos no Brasil.
 
    Um estudo  publicado em 2017 pela Fundação Dom Cabral, revela que o setor audiovisual no Brasil cresceu 129% entre os anos de 2007 e 2014 e produziram mais 73,6% no mesmo período. Em entrevista ao portal G1, o presidente da Apro (Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais), Paulo Roberto Schmidt transfere esse aumento à Lei da TV Paga.



    Se você quiser saber mais sobre o mercado, confira a entrevista com o professor e roteirista Roberto Lemos. 
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