17/02/2020 às 10h15min - Atualizada em 17/02/2020 às 10h15min

Uma linha do tempo: Das brincadeiras aos brinquedos, até a chegada da Era digital

Brincar sempre foi necessário, porém, ao longo da evolução tecnológica, as brincadeiras já são outras

Eduardo V. Schmitt - Editado por Letícia Agata
Imagem de Leterjay/Pixabay

Ao longo dos séculos, todo ser humano criança, principalmente na fase de integração social e cultural, procurava com o que brincar e também construía seus próprios brinquedos. Talvez isso acontecesse pelo fato de não existirem ainda indústrias de brinquedos e da tecnologia de hoje, para desenvolver grandes e mirabolantes jogos e bonecos.

As brincadeiras de rua eram o que tinham para o momento. Elas se tornavam prazerosas e divertidas, devido contato com outras crianças, tornando isso além do toque físico, uma oportunidade de convívio social.

Desde alguns séculos passados, as crianças, que viviam tanto no campo quanto na cidade, sentiam a necessidade de brincar e fazer amigos. Dessa forma, acabavam inventando pequenos brinquedos com os materiais mais simples que tinham ao seu alcance.

Em alguns lugares distantes dos grandes centros urbanos do Brasil, especialmente no interior, tanto pela falta de tempo e recursos, algumas crianças nem sempre participavam desses momentos de lazer.

Isso é o que afirma a Dona Nair Ribeiro, 88, que contou não ter tido muitos momentos de brincadeira, pela razão de ter que ajudar nas tarefas domésticas e do campo do dia a dia, além de cuidar dos irmãos mais novos, devido falecimento precoce de sua mãe.

Mas para ela, quando iam raramente em algumas festas de igreja nos anos 1940 e 1950, se reuniam em roda e cantavam cirandas populares.

                                                        

Infográfico com a evolução das brincadeiras e brinquedos (Foto: arte de Eduardo V.)


CHEGANDO À ERA DIGITAL


Isso tem mudado drasticamente com o passar do tempo e a chegada de novas tecnologias. Euem nasceu nos anos 90 e início dos anos 2000, se deparou com um mundo fantástico de jogos, bonecos e brinquedos proporcionados pela indústria do setor, que estimulou o consumo desses intens. 

Todavia, com todas essas invenções ainda existia um culto muito forte das crianças interagirem com as outras, brincarem na ‘rua’ e continuarem a frequentar os playgrounds.
 

A proposta agora é outra: a circulação pelas redes sociais, o compartilhamento da rotina cotidiana no Instagram e a interação com os famosos ‘memes’, que são a nova febre da internet atualmente. Além disso, todos os dias milhares de mensagens são trocadas via WhatsApp, interligando pessoas no mundo todo.


Muitos adolescentes e jovens não viveriam como antigamente: sem grandes inventos, redes socias e tecnologia atuais, os quais nos permitem uma infinidade de coisas diariamente, desde chamar um táxi até assistir filmes e séries pelos serviços de streaming.


Ana Camila, uma adolescente de 13 anos e nativa da era digital, não se ‘veria’ sem internet. Ela diz que através da web pode se comunicar com quem quiser, compartilhar informações e ficar sabendo das polêmicas do momento. Já sobre os conhecidos e deliciosos memes, ela destaca:

"Acho eles maravilhosos, gosto bastante! Eu me considero uma 'memeira' e compartilho. São muito divertidos e interajo sim".

Esses recursos de interação na web, servem também como 'termômetro' para medir o grau de desempenho de empresas, personalidades e páginas nas redes sociais. Geralmente quando algo na TV, no cinema ou na música é sucesso, isso se torna viral e as criações de memes são uma resposta bem humorada à isso.

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