06/05/2020 às 18h24min - Atualizada em 06/05/2020 às 18h24min

Caso de assassinato é tema na minissérie The Act

Evento de 2015 volta a ser discutido

Luhê Ramos - Editado por Alinne Morais
Cartaz da série The Act. Foto: reprodução/internet
The Act é uma minissérie que foi lançada em março de 2019, pela plataforma de straming Hulu (não disponível no Brasil). A minissérie ficou disponível no país pela Starzplay. O seriado alcançou fama por trazer a tona novamente um caso real, que tem por trás longas mentiras e culminou no assassinato de uma mãe, fato esse episodiado em 2015, nos Estados Unidos. 
 
A minissérie conta com 8 episódios e expõe o caso que aconteceu a Gypsy Rose Blanchard e o que aconteceu à sua mãe, Dee Dee Blanchard, depois da descoberta pela garota. A série conta com excelentes atuações de: Joey King (A Barraca do Beijo), Patricia Arquette (C.S.I.: Cyber) - que ganhou um Emmy pela atuação na série -, Calum Worthy (American Vandal), entre outros. 
 
O enredo conta como cresceu uma menina em meio a mentiras sobre sua própria saúde. Mentiras essas criadas e contadas por sua mãe. Ela cresceu em uma cadeira de rodas, acreditando ter distrofia muscular. Cresceu sendo alimentada por um tubo, crendo ter dificuldade para se alimentar. Cresceu dormindo com um aparelho no rosto contando ter apneia do sono. Cresceu pensando ter tido leucemia na infância, ter epilepsia, alergia ao açúcar, entre outros. Cresceu acreditando ser extremamente doente. 
 
Com cerca de vinte anos de idade, Gypsy (Joey King) descobre que as coisas que a mãe a contava eram mentiras. Até sua idade foi uma mentira, acreditando ter 5 anos a menos da idade real. Com isso, ela tentou fazer com que a mãe aceitasse o que ela queria: viver como uma pessoa não doente. Porém Dee Dee – cujo nome verdadeiro era Clauddine – não aceitou e a forçou continuar usando a cadeira de rodas e a tomar remédios desnecessariamente. 
 
Sempre que abordada sobre o histórico médico da filha, Dee Dee (Patricia Arquette) falava que teria sido perdido no acontecimento do Furacão Katrina, de 2005. E foi assim que ela conseguiu manter a farsa e esconder a realidade até dos médicos. Enquanto esteve “doente,” elas ganharam uma casa nova e chegaram a receber doações da Make-A-Wish e Ronald McDonald House. Foi dito posteriormente que Clauddine sofreria de Síndrome de Münchhausen, que faz com que o indivíduo finja ou induza uma doença a si ou a alguém, geralmente pelo desejo de simpatia e atenção. 
 
Gypsy conseguiu juntar dinheiro, roubando de onde a mãe escondia as doações que recebia. Em ida ao shopping, a garota conseguiu comprar um computador e o manter escondido da mãe. Ela entrou em sites de encontros cristãos e manteve contato com Nicholas Godejohn (Calum Worthy) por alguns anos. Quando decidiu que não aguentava mais, Gypsy planejou com “Nick” de matarem Dee Dee Blanchard. E o fizeram. O fato aconteceu em 2015 na casa de Gypsy e Clauddine, em Springfield, Missouri. 

Os dois fugiram para a casa de Nick Godejohn, em Wisconsin. Foram encontrados pela polícia no dia seguinte do assassinato. Godejohn confessou o crime e afirmou ter sido um pedido de Gypsy e ter o acatado pelo bem da garota. Ela foi condenada, aos 23 anos de idade, a 10 anos de prisão, enquanto Nicholas, de 24 anos, à prisão perpétua - apesar de alegação de autismo. 

Os fatos contados na série são verídicos, apesar de conter algumas dramatizações a mais – algo avisado nos prórpios episódios da série. Essa foi uma questão para a vizinha de Gypsy da época. Em entrevista para a In Touch contou que algumas cenas suas na série não aconteceram de verdade e espera que o retratado na série não influencie em sua vida. Gypsy Rose Blanchard também comentou sobre a série e disse à E! que achou injusto e sem profissionalismo o uso de seu nome verdadeiro dentro da série. Diz que vai tomar medidas legais.
 
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