08/04/2021 às 20h20min - Atualizada em 08/04/2021 às 20h07min

Documentário discute tutela da cantora Britney Spears

Giulia Braz - Editado por Letícia Agata
DIVULGAÇÃO

Conhecida pelos grandes hits na música, questões judiciais da artista gerou debate nas redes sociais. O jornal norte-americano The New York Times estreou no mês de fevereiro o documentário com produção da Fox e Hulu, “Framing Britney Spears”, que analisa e discute a tutela de um dos maiores nomes do pop mundial: Britney Spears. O debate sobre a vida da cantora chegou no Brasil após o lançamento do filme no streaming GloboPlay. O público também teve a oportunidade de relembrar a trajetória na indústria da música da dona do hit “Baby One More Time”.


Conhecida como a Princesa do Pop, Britney passa por momento mais delicado da carreira (Reprodução: Divulgação)
 
O documentário abre uma questão até então desconhecida pelos fãs da cantora: a tutela sobre sua vida pessoal e financeira. O termo não é muito conhecido no Brasil, mas nos Estados Unidos a figura de um “tutor” é comum. A função foi designada ao pai da cantora e um advogado, e os dois têm o poder legal de controlar decisões, contas, e no caso de Britney, toda carreira.



(Reprodução: Globoplay/Youtube) Globoplay libera documentário feito pelo The New York Times


A razão da tutela da princesa do pop foi a preocupação com a sua saúde mental, em 2007, depois de internações em clínicas psiquiátricas. O documentário entrevista uma série de personagens: pessoas próximas à Britney, jornalistas, paparazzis e advogados, que debatem o mistério da perda de direitos da cantora, uma vez que muitos a consideram apta para tomar decisões próprias.
 
Com a preocupação pela a situação da artista, os fãs e personalidades conhecidas criaram a hashtag #FreeBritney, em tradução livre “Liberte Britney”, com a intenção de gerar visibilidade sobre o tema, reivindicar à indignação da tutela e cobrar justiça pela cantora.
 
O movimento dos fãs começou em 2020, depois do sumiço de Britney nas redes sociais, de acordo com levantamento feito por uma empresa de análise “ListenFirst”, e publicado no site Forbes.com. A hashtag FreeBritney registrou 251.291 tuítes com o lançamento do documentário, o que significa um aumento de 377%, se for comparado com os dias anteriores à estreia.
 
CARRERIA

O filme relembra a carreira de sucesso da chamada princesa pop, título que foi estabelecido há 20 anos. Essa reputação é um reflexo da história de Britney Spears no gênero pop, que começou a carreira solo em 1999. Aos 17 anos lançou o primeiro disco, “Baby One More Time”, com mais de 30 milhões de cópias vendidas, sendo até hoje o álbum mais vendido da artista.
 
A faixa intitulada com o nome do álbum consolidou o pop teen, que até à época não era visto com bons olhos pelas críticas de músicas. O clipe da música saiu ainda em 1998 (quando ela tinha 16 anos), antes do disco, e já mostrou o que seria a tendência do gênero dos próximos álbuns: refrão chiclete, coreografia dançante, clipes inovadores e roupas que marcaram a geração.
 
O álbum "Baby One More Time" ficou em 1° lugar na Billboard 200 e a canção na
 1ª posição da Billboard Hot 100, parada mais importante de música. Além disso, em número de vendas, ultrapassou a marca de 30 milhões no mundo inteiro.
 
Junto com a ascensão da cantora apareceu, rapidamente, o machismo e sexualização de Britney. Durante o documentário, isso é mostrado com entrevistadores perguntando sobre o corpo e vestimenta.
 
Posicionamento Britney

O documentário não conseguiu conversar com a cantora e nem com o seu pai, Jamie Spears, para conversarem sobre as polêmicas em torno da tutela, mas Britney fez um post no Instagram expondo a opinião sobre o filme.
 
Em tradução, ela disse que não assistiu o documentário, mas chorou por duas semanas pela forma como foi retratada.


https://www.youtube.com/watch?v=4V_GQSIE5Lk https://www.instagram.com/p/CND5B1RArtK/
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