07/10/2021 às 19h01min - Atualizada em 07/10/2021 às 18h29min

"Muito prazer, sou Mario de Andrade!" evento que homenageia o poeta brasileiro

Saiba mais da história do poeta que marcou a primeira fase do modernismo no Brasil

Laiz Vaz - editado por Larissa Nunes
Ilustração de Mário de Andrade (Reprodução: Gabriela Gil)

Neste sábado (09/10) o poeta modernista Mário de Andrade completaria 128 anos e para homenageá-lo o museu Casa Mário de Andrade realizará uma atividade dedicada ao público infanto-juvenil, na qual os participantes terão a oportunidade de conhecer algumas histórias da vida e da obra de Mário, além daquelas criadas pela escritora Karina Almeida, que embasaram o seu livro “Muito prazer, sou Mário de Andrade!”.

 
Voltado para o público juvenil, o livro de Karina traz essas e outras curiosidades sobre um dos principais nomes da Semana de Arte Moderna e da cultura brasileira. Como o seguinte trecho “Você sabia que o Mário de Andrade não gostava de viajar, mas foi até a Amazônia? Que ele comprou uma bengala para afugentar jacarés? Que foi de lá que ele tirou ideias para o seu livro “Macunaíma”?”.


As histórias de vida e da obra de Mário também serão apresentadas no evento, mas pelo ator, músico, escritor e contador de histórias Cristiano Gouveia. A homenagem acontecerá através da plataforma Zoom, das 16:30h às 18h, mesmo que o evento seja online é preciso fazer sua inscrição, no site da Casa Mário de Andrade.
 

Mário de Andrade X Modernismo

 

Mário até hoje é um dos principais nomes da literatura brasileira, já que foi o primeiro autor brasileiro a lançar um livro somente de poesia, o "Há uma Gota de Sangue em cada Poema” e também foi um marco revolucionário da semana do modernismo. O escritor modernista sempre apoiou e promoveu com afinco o folclore brasileiro para o mundo. Tanto que "Macunaíma”, lançado em 1928 é um livro referência até hoje por demonstrar a diversidade brasileira, ele nasceu a partir de uma pesquisa linguística de Mário e reflete, por meio da mistura de lendas, mitos e histórias populares, a busca de uma identidade nacional brasileira afastada pela colonização.

 

Mário foi um dos idealizadores da primeira semana do modernismo ao lado de grandes nomes como Anita Malfatti, Oswald de Andrade e Manuel Bandeira. A semana ocorreu em fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo, sua finalidade foi dar consciência para a população de como a cultura brasileira é rica e importante. O movimento foi idealizado e liderado por um grupo de artistas, que hoje são as principais referências de literatura clássica brasileira, o próprio Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia e pela pintora Anita Malfatti, além de várias participações artísticas como Tarsila do Amaral e Menotti del Picchia.

 

O movimento foi um marco não apenas artístico, mas também político e social, já que possuíam um posicionamento contrário à política totalitária da República Velha. Assim como da contradição social entre os proletários e imigrantes das oligarquias rurais.

 

Para Mário, segundo o veículo mundo educação, a primeira fase do Modernismo foi a "fase de destruição" já que a Semana de Arte Moderna trouxe um rompimento das estruturas clássicas, acadêmicas, harmônicas da sociedade, com um grande caráter anárquico e inovador para a época.

 

 

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