17/06/2019 às 09h57min - Atualizada em 17/06/2019 às 09h57min

Conheça a fibromialgia: dor crônica que não tem fim

A doença ocorre geralmente entre 30 e 60 anos e atinge principalmente as mulheres

Yasmine Mônica Martins - Editado por André Uchôa
Áreas mais afetadas pela fibromialgia- reprodução internet
A Sociedade Brasileira de Reumatologia define a fibromialgia como uma síndrome clínica, que se manifesta por dor generalizada pelo corpo e que atinge principalmente as musculaturas. A síndrome também é conhecida como Síndrome de Joanina Dognini e as principais áreas afetadas são a região da coluna cervical, coluna torácica, cotovelos, nádegas, bacia e joelhos.
 
Os principais sintomas da doença são dores em vários locais do corpo como músculos, articulações e coluna. Além de cãibras, ansiedade, alterações intestinais, dores de cabeça, fadiga, dificuldade de concentração e sono não restaurador que é quando a pessoa acorda e ainda se sente cansada.
 
O aparecimento da fibromialgia ocorre geralmente entre 30 e 60 anos e atinge principalmente as mulheres. No entanto, pode aparecer em crianças, adolescente e homens. Ainda não se conhece a causa da síndrome, mais fatores como hereditariedade, Infecções por vírus e doenças autoimunes podem ser importantes para justificar essa síndrome. Os principais especialistas que podem diagnosticar a fibromialgia são o clínico geral e o reumatologista.
 
A reumatologista Ângela Miranda da Silva explica que o diagnóstico da fibromialgia é clínico. Após o teste físico e pelos sintomas descritos pelo paciente, não é necessário fazer exames laboratoriais para provar que ela está presente. Porém, o médico durante a consulta pode solicitar alguns exames para diferenciar de outras causas de dor.

O outro lado

Já a jornalista Eliana Alves Cavalcante Gomes descobriu que tinha a fibromialgia após uma cirurgia em 2014. Há cinco anos ela convive com essa doença e conta sua rotina com as dores “já cheguei a ter crises de dor e ficar mais de uma semana dopada de remédios, somente para aliviar a dores que eram constante” relata.

 
Eliana esclarece que o que mais incomoda na doença são as dores excessivas pelo corpo todo, principalmente nas suas articulações, pescoço e coluna, e também das dores de cabeça que não passam facilmente com medicação comum. Além disso, conta que já fez tratamento psicológico, fisioterapia, hidroginástica e caminhada e que eles deram resultados positivos.
 
A jornalista também conta que mudou sua rotina alimentar e tem fé que logo a medicina irar descobrir uma cura para essa doença. “Já mudei meus hábitos alimentares e passei a comer alimentos mais naturais, tenho esperanças que jogo vai haver uma curar para essa doença” justifica.

Tratamento

A reumatologista Ângela Miranda da Silva explica que a fibromialgia ainda não tem cura pela medicina tradicional, mais que os tratamentos indicados conseguem um bom resultado. “O tratamento da fibromialgia é multidisciplinar, fazem parte dele as medicações, orientação, nutrição, atividades físicas e tratamento psicológico. Porém, esse deve ser individualizado na expectativa de melhora do quadro clínico do paciente” justifica.
 
A fibromialgia por ser uma doença crônica, precisa ter um tratamento regular e contínuo, por isso, deve ser feito em conjunto com os medicamentos, exercícios e psicoterapia. A reumatologista recomenda ainda para as pessoas com fibromialgia praticar exercícios físicos aeróbico diários como caminhada ou hidroginástica, ter uma boa higiene do sono, terapia cognitivo-comportamental, controlar a ansiedade, técnicas de relaxamento, além de tratamento psicológico por causa das mudanças de comportamento. Todas essas indicações tem como objetivo evitar a incapacidade física, minimizar os sintomas e melhorar a saúde do paciente.

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